COMER & BEBER 2018/2019: Bares – Zona Suburbana

Confira a seleção dos melhores endereços nessa região

A edição especial COMER & BEBER 2018/2019 apresenta os melhores bares da cidade. Abaixo, conheça os endereços da Zona Suburbana:

The Brew Store: reduto cervejeiro no Méier

The Brew Store: reduto cervejeiro no Méier (Selmy Yassuda/Veja Rio)

BENFICA

Bar do AdonisEm movimentada esquina de Benfica, o estabelecimento guarda um verdadeiro tesouro atrás do balcão: a torre de chope antiga, quase septuagenária, do ano em que o bar foi inaugurado. Apesar da aquisição recente de uma chopeira elétrica, há quem só aceite caldeiretas abastecidas pela relíquia — o velho equipamento está conectado a uma serpentina de 90 metros refrigerada a gelo. Da Brahma, a bebida no copo de 350 mililitros custa R$ 7,50 e pode vir acompanhada de bolinho de bacalhau (R$ 6,00 a unidade). Aos cuidados do cozinheiro João Araújo, com trinta anos de casa, os pratos de bacalhau servem até quatro comensais. Escolha entre o preparo à filgueiras, frito (R$ 192,00), com batata, ovo, cebola, azeitona, brócolis e palmito, e o risoto (R$ 185,00), com arroz branco reduzido no vinho branco, tomate, cebola, alho, ovo, louro e salsa. No almoço entram em cena pratos típicos de botequim, que podem ser divididos por dois: terça é dia de cozido (R$ 84,00) e sexta, de feijoada (R$ 83,00). Uma dica preciosa: a massa do bolinho pode ser encomendada para ser frita em casa (R$ 80,00 o quilo).

Cantinho das ConcertinasPalco de um animado baile ao som do instrumento típico português que o batiza, o bar pode passar despercebido nos dias úteis, mas nos fins de semana explode em festa. Aos sábados, entre 13h e 17h, o cantinho do Cadeg fervilha de gente, música ao vivo, comes e bebes. Mesinhas de ferro são tomadas por delícias na brasa: sardinhas (R$ 35,00, três unidades), febras de porco, ou copa lombo, para quem não conhece o nome típico (R$ 40,00), e postas de bacalhau (R$ 120,00). A cerveja substitui os vinhos portugueses como companhia preferencial. Em garrafas de 600 mililitros, encontram-se Brahma, Antarctica, Império, Itaipava (R$ 10,00 cada uma), Budweiser, Serramalte e Original (R$ 12,00). Da terrinha aporta a Super Bock (R$ 6,00, garrafa de 250 mililitros). Durante a semana, o movimento é tranquilo, mas há sempre grande procura pelo festejado bolinho de bacalhau (R$ 6,00 a unidade). Em qualquer dia, um banquete pode ser garantido com o bacalhau em posta com batatas, couve, cebola, azeitonas e muito azeite (R$ 120,00).

Zinho BierInaugurado há vinte anos, o endereço conquistou clientela fiel com suas especialidades preparadas na brasa. Carro-chefe, a costela se desmancha na boca. Em sua versão completa (R$ 140,00), o preparo com a carne serve quatro pessoas — chega à mesa com arroz, fritas, farofa, molho à campanha e cebolas marinadas. A costela também pode rechear um delicioso bolinho com catupiry. Foram recentemente incorporados ao cardápio cortes importados: assados de tira, bife de chorizo e bife de ancho. Preparado também na churrasqueira e servido na companhia de duas guarnições à escolha do cliente, cada pedido custa R$ 59,00. Outra sugestão, o steak de picanha com 330 gramas sai a R$ 63,00. Para acompanhamento, quase todo mundo pede chope Brahma, na caldeireta (R$ 6,50) ou na torre de 2,5 litros (R$ 47,00). Sexta é dia de roda de samba a partir de 19h.

 CACHAMBI

Cachambeer. Perto do meio-fio, em frente ao bar, ficam “estacionadas” grandes churrasqueiras de ferro, daquelas com tampa, onde é preparada a especialidade que fez a fama da casa: a costela no bafo. As carnes saem de lá se desmanchando. A sugestão para dois custa R$ 99,00, servida na companhia de arroz, molho à campanha, farofa de ovo e batata frita. Enquanto aguarda a chegada do pedido, aproveite para saborear o pastel de camarão (R$ 8,90 a unidade) com generosa quantidade do crustáceo. Outro petisco, o filezão metido a besta traz contrafilé à milanesa sob provolone derretido (R$ 36,90). Também faz sucesso naquelas paragens o infarto completo: reunião de torresmo, coração, aipim, alcatra de sol, carne-seca, farofa, linguiça calabresa e manteiga de garrafa (R$ 112,90, para quatro pessoas). A quantidade de tamanhos de copo para o chope é uma particularidade local, iniciada com o cozinheiro Antonio Gerardo. Mais conhecido como Pança, ele emprestou o apelido ao “garotinho” de meio litro (R$ 11,30).

 MARIA DA GRAÇA

Bar da AmendoeiraNo salão ou sob a frondosa árvore que batiza a casa, o tempo parece que parou nos anos 1960. Contribuem para essa impressão os cobogós amarelos e pretos originais, detalhes na decoração simples. O chope Brahma (R$ 7,00 a caldeireta) goza de prestígio merecido devido à sua temperatura sempre gelada e ao colarinho cremoso. Para seguir nas tradições locais, peça a moe-la à moda, servida macia e mergulhada em um molho delicioso (R$ 15,00). Igualmente suculenta, a porção de pernil é um hit (R$ 25,00). Os pastéis de camarão, carne moída ou provolone com cebola (R$ 6,00 cada um) também valem cada mordida. Sábado é dia de angu à baiana (R$ 20,00) na companhia de caprichado molho com miúdos, com direito até mesmo a pedaços do rabo do boi. Nas terças e quintas há apresentações de música brasileira e a casa costuma fechar mais tarde.

 MÉIER

The Brew StoreReferência em cervejas artesanais e importadas na Zona Norte, o bar conta com a curadoria do sommelier Raphael Miranda. Escolha um lugar no balcão ou nas mesinhas do lado de fora e avalie o cardápio com mais de 100 rótulos. A casa também conta com duas torneiras de chope sem marca fixa. Entre as cervejas, é possível saborear da lager lupulada Doctor (R$ 32,90, 600 mililitros), elaborada por um morador do bairro, sócio da cervejaria Cevadeira, à Cacau IPA (R$ 30,80, 330 mililitros), da curitibana BodeBrown. Com adição de pêssego, a Peach (R$ 44,90 a lata de 473 mililitros) é uma new england IPA que leva a assinatura da Hocus Pocus e da Dogma. Para beliscar, há poucas opções. Salame espanhol (R$ 20,90, 100 gramas) e queijo português tipo flamengo (R$ 24,90, 160 gramas) são boas apostas.  

 OLARIA

Botequim Rio AntigoUma curiosidade: o almoço executivo é servido apenas no sábado e no domingo, quando a casa abre ao meio-dia. O endereço, de cardápio inventivo, fica a poucos metros da quadra do bloco Cacique de Ramos. Perto daquele patrimônio do samba carioca, a música ao vivo, com cobrança de couvert artístico (R$ 4,00 ou R$ 7,00, dependendo do dia), vai da MPB ao pop-rock às quintas e aos sábados. Terça e sexta tem DJ. No cardápio, constituem bons cartões de visita o croquelete (R$ 7,00), croquete de carne que envolve um naco de queijo derretido, e o bolinho de aipim com costela (R$ 6,00). Mais consistente, o mistura nordestina (R$ 48,00) reúne aipim, porção de carne–seca acebolada, queijo de coalho e crocante torresmo de fabricação própria. As cervejas em cascos de 600 mililitros entram em promoção de terça a quinta, entre 17h e 21h. Nesse horário, Heineken sai por R$ 11,00, Budweiser e Serramalte por R$ 11,00, Brahma Extra e Bohemia custam R$ 9,00 e Amstel, R$ 8,00. São descontos de R$ 2,00 ou R$ 3,00, dependendo do rótulo. A belga Maredsous Tripel (R$ 27,00, 300 mililitros) é uma dica importada.  

 PENHA

Original do Brás. O nome é homenagem ao bairro onde o bar foi fundado: Brás de Pina. Atualmente, no entanto, apenas a unidade da Vila da Penha segue em funcionamento. Frequentador antigo, o saudoso sambista Luiz Carlos da Vila, morto em 2008, é lembrado em um cantinho do salão. Entraram em cena churrasqueiras que preparam pedidas tradicionais, como alcatra, linguiça calabresa, pão de alho, coração de galinha e drumete, vendidas a peso nos domingos (R$ 35,00 o quilo). Outra sugestão de tira-gosto é o croquete de carne (R$ 24,00 a porção com doze) com molho crocante à base de mostarda. Para beber no salão ou na ampla varanda, há cascos de Brahma, Antarctica (R$ 8,50 cada um), Eisenbahn, Original, Amstel, Heineken (R$ 12,00) ou Serramalte (R$ 10,00). Frito na hora, o torresmo é um sucesso (R$ 15,00). Em dias mais frios, aposte nos caldinhos de mocotó ou de frutos do mar (R$ 14,00 na tigela).

 RAMOS

Bar da PortuguesaFrequentado por um antigo morador do bairro, o saxofonista e maestro Pixinguinha (1897-1973) — há dois anos lembrado na casa com uma estátua em sua homenagem —, o bar foi redescoberto depois que passou a figurar em roteiros de caravanas de exploradores de botequins. As referências à cultura lusitana não são por acaso: os carros-chefes preparados por Donzília Gomes levam bacalhau na receita. O peixe está no bolinho (R$ 5,50), no folheado (R$ 6,00) e também em lascas na salada com grão-de–bico, palmito e maçã (R$ 52,00). Bem temperada, a punheta de bacalhau (R$ 55,00) conta com uma legião de fãs. Para quem quiser variar, o bolinho de feijoada (R$ 5,50) é a pedida. Antes ou depois de escolher os petiscos, decida entre os cascos trincando de Brahma, Antarctica (R$ 8,50 cada um), Heineken, Amstel, Original e Serramalte (R$ 12,30).

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