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COMER & BEBER 2017/2018: Centro – Bares

Confira a seleção dos melhores endereços dessa região

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 28 jul 2017, 17h52 - Publicado em 28 jul 2017, 12h25

A edição especial VEJA COMER & BEBER Rio apresenta os melhores bares da cidade. Abaixo, a seleção completa:

Antigamente: Misto de bar e restaurante, a casa, já a partir do nome, inspira-se no cenário de Rio Antigo à sua volta. Nas primeiras horas, o foco são as refeições mais robustas. Garantido no cardápio após ser testado como sugestão do dia, o cordeiro ao molho de hortelã é ladeado por batatas coradas e arroz de açafrão (R$ 46,90). Clássico local, a costela no bafo com arroz de agrião e batatas coradas é servida por R$ 41,50 (porção para um). A carne que se desfia após longo cozimento serve também para rechear o pastel de massa caseira, em receita que leva chope e cachaça — é o petisco mais procurado na happy hour. Outros disponíveis são os de carne com gorgonzola, de feijoada e de queijo com cebola. Cada um sai por R$ 8,50. Depois, ou antes, é escolher entre o chope Brahma (R$ 6,90 a tulipa) e cascos de Bohemia (R$ 12,00), Original (R$ 13,00) ou Serramalte (R$ 15,00). Nas quintas, a partir das 18h, músicos tocam MPB. Aos sábados, a partir das 14h30, é a vez de o samba animar a tarde dos clientes.

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Galeto do Bar do Gengibre: destaque do cardápio Lipe Borges

Bar do Gengibre: Pontos de concorrida programação de exposições, teatro e cinema, o CCBB, o Centro Cultural Correios e a Casa França-Brasil têm um vizinho próximo que pode completar o programa. Em 2015, no endereço onde antes funcionara a Adega Timão, o onipresente Antônio Rodrigues (à frente da rede Belmonte) abriu este simpático bar. No comando da churrasqueira há outro personagem conhecido dos boêmios: Agnaldo Rodrigues, que durante anos pilotou espetos no Galeto Sat’s e, popular, carregou a tocha olímpica na Rio 2016, agora dá expediente por lá. Vem da brasa o galeto tostado, levado à mesa guarnecido de arroz, feijão, fritas e farofa (R$ 22,90). Entre os petiscos, são boa pedida o bolinho de aipim com camarão (R$ 11,00), a carne de sol com aipim (R$ 63,00) ou as indefectíveis empadas abertas popularizadas pelo Belmonte: a de carne-seca com catupiry sai por R$ 12,50. A visita pode incluir cascos gelados de Original (R$ 12,90) ou Serramalte (R$ 16,00), além de batidas da casa, nos sabores amendoim, milho, limão, maracujá e, claro, gengibre (R$ 6,00 cada uma).

Bar Luiz: História, chope e receitas alemãs são as atrações deste patrimônio da cidade. Antes de aportar no imóvel que ocupa desde 1927, o negócio passou por duas casas na Rua da Assembleia. O nome também mudou: o Zum Schlauch virou Zum Alten Jacob e, em seguida, Bar do Adolph. Na II Guerra Mundial, adotou-se a denominação Bar Luiz, para evitar qualquer associação com a Alemanha nazista. O imóvel quase foi depredado por estudantes do Colégio Pedro II, mas teria sido salvo por um discurso esclarecedor do compositor Ary Barroso, cliente fiel. Tempos polêmicos ficaram para trás, mas o chope continua Brahma e muito bem tirado (R$ 9,50 a caldeireta). Vinda da Alemanha, a clássica weissbier Franziskaner é uma atraen­te gelada (R$ 35,00, 500 mililitros). Dois tira-gostos bastante pedidos são o croquete alemão (R$ 11,00) e o bolo de carne (R$ 16,00), de preferência lambuzados de mostarda escura. Entre os pratos principais, o clássico bife à milanesa (R$ 45,00) divide atenções com o joelho de porco (R$ 105,00), cozido ou frito. Ambos servem duas pessoas e são acompanhados de saborosa salada de batata.

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Brauhaus Social Wieninger: Com mais de quatro séculos de produção na Baviera, a Wieninger Bier foi comprada em 1813 pela família que lhe dá nome. Membro da sétima geração, o alemão Arne Muncke, há doze anos no Rio, abriu em de­zem­bro de 2016, ao lado da sócia carioca Ra­faela Oliveira, a primeira cervejaria da marca fora de sua terra natal. No antigo casarão de dois andares são servidos, exclusivamente, os rótulos próprios. Chopes weiss, pilsner e helles (de R$ 9,90, 200 mililitros, a R$ 39,90, 1 litro) ganham dose dupla às terças. Em garrafa, chegam também a PHD 1813, uma kellerbier (R$ 23,90), e a dop­pel­bock Impulsator, forte e escura (R$ 27,90). Para acompanhar as cervejas, são oferecidos petiscos como o saboroso currywurst, salsichão com curry e batata rústica (R$ 20,00), além de pratos típicos alemães no almoço. Quartas e quintas são dias de jazz e rock ao vivo.

Café Gaúcho: Quer tomar um chope sentado com os amigos? Esqueça. Aqui não é o lugar. Tanto no salão como nas mesas altas na calçada inexistem cadeiras. É o velho esquema do cotovelo no balcão e adjacências. Indiferente a isso, a clientela fiel da casa fundada na década de 30 joga conversa fora entre rodadas de chope Brahma (R$ 6,50 a tulipa) e batidas de limão, maracujá, caju (R$ 4,50 cada uma) ou gengibre (R$ 6,00). Um excelente san­duí­che de linguiça com vinagrete custa módicos R$ 8,50. Também têm seus fãs os sandubas de pernil e de carne assada (R$ 12,00 cada um), que podem ser reforçados por uma fatia de queijo provolone (mais R$ 4,50). Da cozinha chegam ainda empadas de massa leve nos recheios de camarão, palmito e frango (R$ 5,50 a unidade), além de um bolinho de carne (R$ 4,50) de ótima fama.

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Casa Paladino: clássico do Rio Marina Herriges/Riotur

Casa Paladino: Centenário, o endereço mantém de fato uma tradição do século passado: a dos secos e molhados. Com seus móveis de madeira e cristaleiras elegantes, abriga o bar, mas também é um armazém que vende, entre outros produtos, bacalhau, castanhas, bebidas e até manteiga — aos sábados, inclusive, só funciona essa parte do negócio. Durante a semana, na hora do almoço ou na happy hour, não deixe de provar o sanduíche triplo, campeão de vendas, sabor e simplicidade que reúne provolone, ovo e presunto no pão francês (R$ 10,00). O queijo defumado também pode ser servido no pão com copa pelo mesmo preço. Outro item fa­moso são as omeletes. As clássicas têm recheio de bacalhau e de camarão (R$ 24,00 cada uma), mas a casa recentemente passou a fazer de gorgonzola (R$ 26,00), e a aceitação foi imediata. Refresque a garganta com o bem tirado chope Brahma (R$ 6,00 a tulipa).

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Casa Villarino: Na frente da loja, a delicatessen abre as portas mais cedo. Nos fundos, a foto na parede, com Tom Jobim e Vinicius de Moraes entre amigos, no bar onde se conheceram, é testemunha da rica história local. Uma novidade um tanto surpreendente é a jukebox digital, que os clientes acionam através de um tablet. Entre os petiscos, também são recém-­chegados bolinhos como o quitute de tomate seco e azeitona e a conhecida versão de feijoada (R$ 16,00 a porção com oito). Levados ao cardápio no período de festas juninas, os espetinhos de salsichão (R$ 7,00), queijo de coalho e contrafilé (R$ 10,00 cada um) permaneceram. Entre os bebes, alguns poucos rótulos de cervejas especiais, como a Hija de Punta (R$ 28,00, 600 mililitros) e a IPA Vila de Secretário (R$ 26,00, 600 mililitros), dividem espaço com cascos de Brah­ma (R$ 10,00), Original (R$ 13,00), Serramalte (R$ 13,50) e Heineken (R$ 14,00). Outra tradição local, 85 pratos são batizados com o nome de clientes. As sugestões se alternam no menu, mas uma lista atualizada é mantida no Facebook.

Cine Botequim coxinha
Cine Botequim: coxinha é o destaque do cardápio Berg Silva/Divulgação

Cine Botequim: Na decoração, rótulos e garrafas de cerveja dividem espaço com cartazes de clássicos do cinema nos dois andares do imóvel. Detalhe curioso no 2º piso: uma coruja de madeira quase no teto fica de olho fixo nas mesas. Um sucesso na ala dos petiscos é a liga das coxinhas. São oferecidas sete versões (R$ 8,90 a unidade), entre elas a potter, recheada de galinha, gorgonzola e tomate se­co, e a jason: o vilão da série de terror Sex­ta-Feira 13 batiza o salgado com massa de quibe e recheio de galinha, calabresa e catupiry. Com nome de um ótimo longa de animação inglês, a fuga das galinhas é uma coxinha vegetariana, com berinjela, abobrinha e tomate seco. A carta de cervejas tem sessenta rótulos fixos e sugestões sazonais. Da primeira leva, prove a fluminense W*Kattz EPA, uma aromática english pale ale (R$ 32,00, 500 mililitros), ou a leve Trópica Bora Bora, que tem cascas de tangerina e sementes de coentro na receita (R$ 25,00, 600 mililitros). Detalhe: quinta é dia de hap­py hour com DJ, enquanto na sexta um VJ exibe clipes de trilhas sonoras de filmes marcantes. Não há cobrança de couvert artístico.

Opus: Endereço clássico no Centro, o negócio foi vendido recentemente a David Mattos, gerente de operações da Confeitaria Colombo, logo ali ao lado. O lugar está em boas mãos: o novo proprietário sabe que não pode implementar grandes mudanças, já que se trata de um patrimônio carioca. Seguem firmes, portanto, o salão revestido de azulejos e as estrelas locais: peças de pernil e de carne assada que abastecem celebrados sanduíches no pão francês (R$ 17,50 cada um). Os recheios podem ganhar queijo e abacaxi (R$ 3,00 cada escolha). O sanduba de linguiça mineira, esse sim novidade, sai pelo mesmo preço. Ainda há opções de calabresa (R$ 15,00), de salaminho e de tender (R$ 19,00 cada um). Costumam completar o programa o chope Brahma, claro ou escuro, na tulipa (R$ 5,90 cada um), e batidas nos sabores maracujá ou limão (R$ 4,00 a dose). Entre os bebes, outra inovação é a cerveja artesanal da casa, em duas opções expostas no salão, para quem quiser beber ali ou levar: pilsen e lager (R$ 15,90 a garrafa de 600 mililitros).

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Rivalzinho: Vizinho do octogenário Teatro Rival, o diminuto botequim ocupou o lugar do antigo café da casa em fevereiro de 2016. A mudança trouxe nova vida à Rua Álvaro Alvim, que já teve seus dias de badalação e andava um tanto abandonada. Animadas sessões de discotecagem ao ar livre — e de graça — passaram a reunir os mais diversos tipos. No fim da tarde, engravatados, descolados, artistas e público LGBT ocupam mesas espalhadas pela calçada ou dançam no meio da rua, no esquenta para ­shows no Rival e outras noitadas. Há ainda quem fique por lá mesmo. Por motivos de ordem pública, as festas, antes de quinta a sábado, têm acontecido só às sextas, a partir das 19 horas. DJs como Galalau, Tito Figueiredo e Joca Vidal defendem repertório de música brasileira e dançante. Cascos gelados de Amstel (R$ 13,00) e Heineken (R$ 15,00) ganharam o reforço de quatro drinques assinados pelo mixologista Alex Mesquita. O bombeirinho, de cachaça, groselha e limão, e o rival de galo, releitura do rabo de galo, com cachaça, catuaba e vermute, chegam em potinhos de vidro a R$ 10,00 cada um. Quem devolve o recipiente com a tampa ganha R$ 2,00 de desconto no próximo. Da cozinha, comandada por Kátia Barbosa, do Aconchego Carioca, saem quitutes como o pastel de bobó e a coxinha de frango crocante em massa de milho (R$ 10,00 a unidade).

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TribOz: Esqueça aquela cena típica do músico ali, ao vivo, ignorado pelo público, que fala alto à sua volta. Nesta casa, os ocupantes do pequeno palco são respeitados e trazem a clientela. Nas quintas e sextas há dois shows, às 18h e às 21h, enquanto no sábado só acontece a segunda sessão. O duo formado por Alma Thomas (voz) e Thiago Trajano (guitarra) é atração fixa no primeiro horário da quinta. A cantora Andrea Dutra solta a voz no primeiro sábado do mês. O restante da programação pode ser consultado no site oficial. Embalam os shows garrafas long neck de Stella Artois (R$ 10,00) ou da clássica belga Leffe (R$ 17,00). Entre os drinques, o shakuhachi combina saquê, carambola ou abacaxi e geleia de pimenta, enquanto o miles reúne conhaque, licor de cacau, licor de café e creme de leite. Cada pedido custa R$ 20,00. Da cozinha chegam pratos como a salada de quinoa com camarão (R$ 42,00) e o nhoque ao molho cremoso de queijo gorgonzola (R$ 40,00).

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