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Instituição carioca: bolinho de feijoada vira patrimônio cultural do Rio

Criado pela chef Kátia Barbosa, quitute-sensação, copiado por diversos bares pelo país, recebeu o título de Eduardo Paes em decreto no Diário Oficial

Por Carolina Barbosa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 26 out 2021, 17h42 - Publicado em 26 out 2021, 12h30

O aclamado bolinho de feijoada, espécie de instituição carioca nos cardápios de bares e restaurantes do país e até do exterior , agora é patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio. O merecido título foi decretado pelo prefeito Eduardo Paes e publicado no Diário Oficial da cidade desta segunda (25).

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Criação da chef Kátia Barbosa em 2009, técnica do “Mestre do Sabor” e à frente de empreitadas como Aconchego Carioca, Katita e Kalango, o bolinho recheado de denso tutu, bacon e linguiça é um sucesso: são produzidos semanalmente cerca de 10 000 unidades que abastecem suas casas e negócios de clientes. “Acho maravilhoso e fico muito feliz e honrada com esse reconhecimento. A grande sacada disso tudo é colocar em destaque a luta de todos nós cozinheiros e donos de restaurantes, bares e botequins, que sempre entenderam que comida é cultura. Fico feliz de ver nossa cidade tendo esse respeito pela comida que a representa”, conta a autora do salgado. “Quando me perguntam se eu fico chateada das pessoas copiarem o bolinho de feijoada eu digo, de coração, que não. Fico feliz que essa receita tenha tido tanta aceitação e se tornado tão popular”, complementa Katita.

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No texto, Paes diz que o petisco “manifesta a arte, a tradição e o conhecimento de um povo, estando diretamente ligada à sua identidade”. Reforça ainda que o bolinho de feijoada é um aperitivo de “sabor único e muito apreciado pelos cariocas”, além de estar “presente nos cardápios de diversos bares e restaurantes do Rio”. Essa memória merece, portanto, ser preservada, segundo sua justificativa.

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O tira-gosto endossa a lista que inclui o Réveillon de Copacabana, a Banda de Ipanema, o Cacique de Ramos, o Baile Charme, o ofício de vendedor ambulante de mate, limonada e biscoito de polvilho nas praias cariocas e muitas outras joias culturais do Rio. Viva a nossa herança!

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