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Exposição Queermuseu está novamente ameaçada no Rio

O vereador Jorge Manaia fez uma representação junto ao Ministério Público solicitando o cancelamento da mostra - ou a limitação para a maioridade

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 12 jul 2018, 16h12 - Publicado em 12 jul 2018, 15h17

Após ser censurada em Porto Alegre e sofrer tentativa de veto do prefeito Marcelo Crivella, a exposição Queermuseu, que está marcada para entrar em cartaz no dia 18 de agosto, no Parque Lage, encontra-se novamente ameaçada. Isso após 1,1 milhão de reais ter sido arrecadado para a realização da mostra através de uma campanha de financiamento coletivo e de um leilão de obras de arte. O vereador Jorge Manaia, do Solidariedade, fez uma representação junto ao Ministério Público solicitando o cancelamento – ou a  limitação para a maioridade – da exposição, que foi acusada de fazer apologia a crimes como zoofilia e pedofilia.

Médico cirurgião-geral e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o parlamentar alega que a Constituição, no seu artigo 227, assegura à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. “Estamos encaminhando todas essas questões aos nossos advogados. Mas vamos seguir ipsis litteris o Estatuto Criança e do Adolescente. Se tiver que colocar classificação etária, vamos colocar”, afirma Fabio Szwarcwald, que havia sido exonerado da função de direção do Parque Lage, mas já voltou ao posto.

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