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Fabio Szwarcwald volta a assumir a direção do Parque Lage

"Não guardo nenhuma mágoa ou ressentimento", afirma a VEJA RIO o economista, que havia sido exonerado na quarta (11). A exposição Queermuseu está mantida

Por Daniela Pessoa - Atualizado em 12 jul 2018, 16h19 - Publicado em 12 jul 2018, 16h05

Exonerado da direção da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), na quarta (11), pelo secretário estadual de Cultura Leandro Monteiro, o economista Fabio Szwarcwald voltou a assumir a função na instituição nesta quinta (12). É que a nova diretora indicada pela secretaria, Dinah Guimaraens, arquiteta e antropóloga, anunciou a sua desistência do posto alegando impossibilidade de conciliar a direção do parque com sua condição de funcionária da Universidade Federal Fluminense (UFF). O secretário Monteiro, por sua vez, voltou atrás e anunciou a permanência de Szwarcwald. “Foi uma surpresa para mim, até hoje não sei por que fui exonerado. Fiquei chateado, claro. No dia seguinte, me ligaram dizendo que o secretário havia reconsiderado, então ‘bora’ trabalhar. Não guardo nenhuma mágoa ou ressentimento”, afirma o economista.

O caso teve enorme repercussão entre a classe artística. O Movimento #342Artes, comandado por Paula Lavigne, enviou ao secretário estadual de Cultura uma carta em que manifestavam preocupação com a notícia do afastamento de Fabio Szwarcwald da direção da EAV. O documento lembrava ainda que ele encabeçou a campanha de financiamento coletivo para a realização da exposição Queermuseu no Rio – trata-se da mostra que foi censurada em Porto Alegre e sofreu tentativa de veto do prefeito Marcelo Crivella.

Além do #342Artes, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e os artistas Beatriz Milhazes e Ernesto Neto também apoiaram o ex-agora-atual diretor. “Fiquei muito feliz com todas essas manifestações. Tenho uma responsabilidade muito grande pela frente com a população, ao trazer a mostra Queermuseu para o parque no dia 18 de agosto, e com os alunos e professores da EAV. Minha meta, desde que assumi, é mudar a escola de patamar e elevá-la à excelência”, conta. “Deixei o mercado financeiro para mostrar que é importante a sociedade participar mais ativamente da gestão dos equipamentos públicos. É muito positivo trazer a experiência da iniciativa privada”.

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