Projeto Mães da Favela quer conectar à internet 2 milhões de pessoas

Programa se expandirá por todo o país

Por Agência Brasil 25 set 2020, 10h48 •
Foto mostra a comunidade da Rocinha
Rocinha: traficantes cobram taxas por serviços de transporte, como moto-táxis e vans, além de fornecimento de gás, internet clandestina e até água mineral. (Alexandre Macieira/Riotur)
Continua após publicidade
  • Depois de ser lançado nesta quinta (24) na Favela de Heliópolis, em São Paulo, o projeto Mães da Favela ON será inaugurado hoje (25) na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, numa ação conjunta da Central Única das Favelas (Cufa), Comunidade Door e Alô Social.

    Segundo os organizadores, o programa é o maior projeto de conectividade em favelas já feito no Brasil e pretende levar internet gratuita para 2 milhões de pessoas até julho de 2021.

    +Tembici lança compartilhamento de bicicletas elétricas no Rio 

    Trata-se de uma continuidade da iniciativa Mães da Favela, lançada em abril, após o início da pandemia de covid-19 no país. No Mães de Favela, é feita a distribuição de cestas básicas, físicas e digitais, nas mais de cinco mil favelas brasileiras onde a Cufa tem atuação. A seleção das mães é feita pelas lideranças regionais da instituição, de acordo com a priorização por necessidade.

    Depois do Rio, o programa se expandirá por todo o Brasil. Segundo a organização, para que a plataforma seja aproveitada como uma ferramenta de retomada econômica e educacional, o projeto terá como foco o acesso aos conteúdos voltados à educação e ao empreendedorismo.

    Continua após a publicidade

    +Meteorologia: Rio terá fim de semana de sol e temperatura acima de 35°C 

    A ação vai disponibilizar conexão aberta à internet em diversos pontos de 150 complexos de favelas nos 26 estados e no Distrito Federal, além da distribuição de chips da empresa Alô Social, em parceria com a TIM, para as 500 mil mães previamente cadastradas.

    Dificuldades corriqueiras

    De acordo com o fundador da Cufa, Celso Athayde, a iniciativa nasceu a partir do relato de mães atendidas que, além das dificuldades corriqueiras e as impostas pela crise da covid-19, veem seus filhos sem a opção de se adequarem ao ensino remoto imposto pelo isolamento social por não terem os equipamentos necessários ou internet disponível para as aulas.

    Continua após a publicidade

    “É claro que eu penso muito na educação das crianças, mas quem conhece esta realidade de perto sabe que, muitas vezes, enquanto a mãe do asfalto está preocupada com o reinício das aulas, as mães da favela estão tentando salvar a vida dos filhos naquele dia. Manter as famílias conectadas é uma necessidade de sobrevivência”, disse Athayde, em nota.

    +Coronavírus: Carnaval 2021 é adiado no Rio 

    A instalação dos pontos de wifi livre ficará a cargo da Comunidade Door. A coordenação da curadoria e chancela do projeto fica por conta da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que apoia o Mães da Favela desde a sua criação com patrocínio do Instituto Unibanco.

    Continua após a publicidade

    +Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

     

     

    Publicidade

    Essa é uma matéria fechada para assinantes.
    Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

    Domine o fato. Confie na fonte.
    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas
    Impressa + Digital no App
    Impressa + Digital
    Impressa + Digital no App

    Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

    Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
    *Assinantes da cidade do RJ

    A partir de R$ 39,99/mês