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Coronavírus: Carnaval 2021 é adiado no Rio

Decisão foi tomada em reunião entre a Liesa e as escolas de samba, na noite desta quinta (24); nova data para os desfiles ainda não foi definida

Por Cleo Guimarães 24 set 2020, 22h11

Agora é oficial: os desfiles das escolas de samba do Rio de 2021 foram adiados – a nova data para a festa ainda não foi definida. A decisão, unânime, foi tomada em reunião entre a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e representantes das agremiações, na noite desta quinta (24). “Chegamos à conclusão de que não há a menor condição de a festa acontecer em fevereiro”, disse o presidente da Liesa, Jorge Castanheira. 

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Adiar a festa foi a opção escolhida para ganhar tempo e esperar pela solução ideal: a produção em massa da vacina contra a Covid-19, o que possibilitaria a realização do Carnaval em seu formato original, em grandes proporções. O plano B é promover “eventos alternativos”, sem aglomeração, o que ainda será discutido. A verdade é que nada foi decidido nesta reunião; ou melhor, de certo mesmo, só que o Carnaval de 2021 não acontecerá em fevereiro.

O final de janeiro é a data-limite, segundo Castanheira, para a espera pela imunização contra a Covid-19, o que daria condições de os desfiles acontecerem. “Depois disso, ficaria inviável porque atrapalharia a preparação das escolas para o Carnaval de 2022”, disse o presidente da Liesa. Novas reuniões serão marcadas para os próximos meses, quando começarão a ser definidos os detalhes sobre a realização da festa. As decisões, é bom lembrar, passam pela prefeitura, que só será eleita em novembro. 

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Tudo indica que o Carnaval não deve acontecer no meio do ano de 2021, como já foi especulado. A Liesa não apoia esta ideia porque considera que eventos previstos para acontecer na mesma época, como as festas juninas e as Olimpíadas de Tóquio, poderiam desviar o foco do turismo. “A atenção vai estar toda voltada para as Olimpíadas, temos que olhar sob essa perspectiva também”, disse Castanheira.

A ideia de um Carnaval fora de época, no meio do ano, sempre foi um “patinho feio” no mundo do samba e também foi rechaçada, desde o início, pela maioria das escolas. Um dos motivos para a recusa das agremiações em aceitar essa sugestão, além da crise financeira causada pela falta de eventos nos barracões, é o pouco tempo que haveria entre dois desfiles (de 2021 e 2022). Antes da reunião desta quinta (24), oito escolas já haviam escolhido seus enredos – e devem mantê-los para os desfiles, quando eles vierem a acontecer. Em julho passado, a Prefeitura de São Paulo decidiu adiar o próximo carnaval e, por lá, a nova data ainda não foi decidida.

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