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Juarez Becoza: “Delivery é a tábua de salvação dos bares na pandemia”

O jornalista participou da série Colunistas Ao Vivo e falou sobre como os bares cariocas vêm enfrentando a crise provocada pelo novo coronavírus

Por Bruna Motta Atualizado em 19 out 2020, 15h01 - Publicado em 25 set 2020, 12h13

A série Colunistas Ao Vivo se transformou  numa “mesa de bar” on-line na noite desta quinta (24). O jornalista Juarez Becoza, responsável pela coluna Beco do Becoza, de VEJA Rio, que fala sobre a boemia carioca, bateu um papo com a repórter Marcela Capobianco sobre como os bares vêm enfrentando o desafio imposto pela pandemia causada pelo novo coronavírus. “Os donos dos bares e restaurantes são exemplo de pessoas que realmente sentiram o impacto da crise”, ressalta o jornalista.

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No fim da conversa, feita através do perfil do Instagram de Veja Rio, o jornalista revelou qual seu chope favorito na cidade e também quais petiscos são imperdíveis para os apaixonados por comida de boteco.

Confira trechos do encontro:

Longe do bar

“Foi um choque, no início da pandemia, ver tudo fechar.  Minha rotina há muitos anos, não só de trabalho, mas também de lazer, é de visitar dois bares por semana. Durante esse período fiquei com medo até de sair na rua, mas reconheço meus privilégios. Foi chato mudar a rotina, mas sei que tem gente passando por coisa bem pior. Graças a Deus existe o delivery”.

Delivery

“É uma das poucas mudanças que vieram para ficar. O delivery, para a maioria dos bares, surgiu como uma tábua de salvação para que eles não falissem. Em alguns casos, a empreitada deu tão certo que bares que nunca pensaram em delivery estão trabalhando 100% nisso. É o caso do Cachambeer. Era inimaginável pensar nisso há alguns meses, mas agora o dono de lá prefere focar nas entregas enquanto não dá para voltar como antes, porque o bar é sinônimo de aglomeração”.

Botequim no novo normal

“Já voltei a frequentar, mas não como antes. Como escrevo a coluna, tenho ido a um bar por semana. Vou nos mais próximos de casa, sem fazer longos deslocamentos. Mas hoje meu maior contato com bar é pelo telefone, através do delivery. Acredito que não vamos deixar de ver álcool em gel nas mesas dos bares. Acredito que seja um bom hábito que devemos manter”.

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Aglomeração no Leblon

“É muito complicado, porque muitos bares se veem num momento de crise, precisando abrir para sobreviver. Acaba que a popularidade deles os torna os vilões da história. Os bares do Leblon estão cumprindo o que está estabelecido pelo poder público. Os bares da Dias Ferreira pagam um aluguel caríssimo e têm sua imagem totalmente arranhada por conta da ação de pessoas, que não estão respeitando as regras e se aglomeram, muitas vezes, nas portas dos bares”.

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Padronização dos bares

“Não acho que o Hipódromo, na Gávea, tenha fechado por conta da pandemia. Ele já vinha mal das pernas há um tempo. Os proprietários estavam buscando uma oportunidade para abandonar o negócio, mas não queriam ganhar uma ‘baba’ para que aquilo se transformasse num prédio residencial. O Brewteco foi o comprador ideal. É uma cadeia padronizada? É. Mas não sou contra, tem seu valor. Ele respeita as tradições dos botequins. É a boemia de gente mais nova. Melhor estar na mão de alguém que está com vontade de fazer acontecer. Esses bares ditos padronizados aumentam a fama do botequim. Pode ser a porta de entrada para bares mais ‘raiz’. É válido”.

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Melhor chope do Rio

“Para não ficar chato, vou escolher um restaurante (risos). Mas o melhor chope tradicional é o da churrascaria Majórica”.

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Petiscos

“Nossa, são vários. Mas elejo os do Bar da Frente, da Academia da Cachaça (o croquete é maravilhoso), o bolinho de bacalhau do Bar da Portuguesa e os frutos do mar do Velho Adonis”.

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Livro

Indico A História do Mundo em Seis Copos, do Tom Standage. É uma relação brilhante entre as bebidas e a história mundial. Vale muito a pena.

 

 

 

 

 

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