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Cobal do Humaitá: agora prefeitura e governo disputam o espaço

'Se o governo federal não nos quer, que passe para quem queira', diz representante dos empresários locais, sobre interesse de Crivella e Witzel pelo imóvel

Por Cleo Guimarães Atualizado em 1 set 2020, 12h24 - Publicado em 27 ago 2020, 14h51

Ameaçados de despejo pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), comerciantes da Cobal do Humaitá foram procurados por representantes do governo municipal e estadual, que se propuseram a ajudar na busca por uma solução junto ao governo federal.

Na última segunda (24), mesmo dia em que uma petição on-line pediu a permanência do mercado onde ele está instalado desde 1971, representantes da Cobal foram recebidos pelo prefeito Marcelo Crivella, que manifestou interesse em assumir o espaço. “Ele disse que sabe da importância do lugar para a cidade do Rio e prometeu nos ajudar”, diz Milene Bedran, presidente da Associação dos Empresários.

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Dois dias depois do encontro com Crivella, a comitiva da Cobal esteve no Palácio Guanabara, onde foi recebida pelo vice-governador, Cláudio Castro, e por representantes de secretarias ligadas ao turismo e à área de eventos. Castro se disse favorável à “estadualização” do mercado, que funciona num imóvel da União.

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Parece que o jogo virou e, de quase despejados, os ocupantes dos 34 espaços em funcionamento agora se veem finalmente valorizados pelo poder público. “Se o governo federal não nos quer, que passe então para quem queira”, afirma Milene.

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Ela acredita que a petição, hoje com cerca de 20 mil assinaturas, foi de fundamental importância para o súbito interesse das autoridades pela causa da Cobal, que já vem se arrastando há alguns anos. “Mostrou para todo mundo a importância do lugar”. Uma nova reunião dos empresários com o governo estadual está marcada para a primeira semana de setembro.

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