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Teatro on-line: oito peças para assistir no fim de semana

Ana Beatriz Nogueira encena monólogo baseado em obra de Clarice Lispector, leitura dramatizada homenageia Plínio Marcos e experimentos ganham as telas

Por Marcela Capobianco - Atualizado em 4 set 2020, 15h48 - Publicado em 4 set 2020, 12h24

A boa do fim de semana prolongado é ficar em casa? Então talvez seja o momento de explorar o teatro on-line. Confira as opções disponíveis para serem assistidas no conforto do lar.

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Um Dia a Menos.

Um Dia a Menos: Ana Beatriz Nogueira vai encenar o monólogo e já está ensaiando peça inédita Dalton Valério/Divulgação

Comemorando 35 anos de carreira, a atriz Ana Beatriz Nogueira apresenta o solo nesta sexta (4), no projeto de teatro digital do Sesc SP, gratuitamente. Adaptação do conto homônimo de Clarice Lispector (1920-1977), com direção de Leonardo Netto, a peça acompanha a história de Margarida, uma mulher às vezes engraçada, às vezes patética, que traz uma humanidade à flor da pele. A personagem vive só, desde que sua mãe morreu, na mesma casa onde nasceu e cresceu. Ela cumpre seus rituais diários, esquenta sua comida, almoça, torce para que o telefone toque, e vai buscando o que fazer até a hora do jantar, quando finalmente anoitece e pronto, um dia a menos. Até que, esgotada pela repetição infinita, Margarida tem um rompante inesperado. Classificação: 14 anos.

Sexta (4), 21h30. Transmissão gratuita pelo YouTube do Sesc SP.

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Alice, Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo.

Alice, Retrato de Mulher que Cozinha ao Fundo: solo de Nicole Cordery lança olhar sobre a relação de Alice B Toklas e Gertrude Stein Leticia Pinto/Divulgação

A atriz Nicole Cordery protagoniza o monólogo dramático sobre a vida de Alice B. Toklas (1877-1967), cuja “autobiografia” foi escrita por sua companheira, a escritora americana Gertrude Stein (1874-1946), com quem viveu em Paris por mais de três décadas. Fragmentado e enxuto, tal qual a literatura de Stein, o solo dirigido por Malú Bazán é delicado e surpreendente. Estreou em São Paulo em 2016 e, agora, ganha versão digital no projeto Teatro Vivo em Casa, iniciativa da Vivo para apoiar artistas e incentivar a cultura. Classificação: 14 anos.

Sábado (5), 20h. Ingressos gratuitos: via @vivo.cultura no Instagram.

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Paulo Freire, Andarilho da Utopia.

Paulo Freire, o Andarilho da Utopia: educador completaria 99 anos este mês Dalton Valério/Divulgação

Mais de quarenta mil pessoas já assistiram à peça, que homenageia o educador Paulo Freire, na versão convencional. Neste sábado (5), a montagem estreia na internet. Descobrir, para Paulo Freire, era tirar a coberta, surpreender-se com a beleza, a estranheza e o mistério das coisas. O espetáculo, estrelado por Richard Righetti, mostra o educador desde a infância pobre em Pernambuco. Na juventude, outra fome lhe ocupa o tempo: as palavras. Ele as devora como se fossem pedaços de comida. Através das palavras, Paulo Freire percorre territórios, tecendo uma pedagogia emancipadora e revoluciona a educação mundial — movido pelo desejo de liberdade de si e dos outros, de consciência política, de justiça e de superação dos obstáculos. Na história, o andarilho, independente da sua vontade, é afastado da Terra e, enviado ao espaço, amanhece na lua, um lugar escondido do mundo e dos outros, onde se pode observar tudo de longe e reafirmar seu amor por sua terra, pela sua gente.

Sábados, 21h. Domingos, 16h. Ingressos: R$ 25,00 a R$ 75,00 (espectador escolhe o quanto vai pagar) – Sympla. Até 27 de setembro.

Ata-me a Mão aos Pés da Cela.

Ata-me: Rose Abdallah se inspirou em Medeia e Eurípedes para compôr espetáculo virtual Marcia Otto/Divulgação

A peça é um experimento teatral on-line do mito grego Medeia, contemplado pelo edital Cultura nas Redes. Tudo se passa através de imagens e sons captados pelos computadores e celulares dos atores. A narrativa se passa em dois tempos. Num deles, Medeia adverte sobre sua real identidade e justifica ações do passado. Em outro, há uma pandemia lá fora. Medeia, entre delírios e lembranças, está prestes a fazer uma confissão. As apresentações acontecem aos sábados, às 21h, pelo canal do YouTube da Companhia Banquete Cultural.

Sábado (5), 21h. Grátis – Acesso: YouTube

Lockdown.

Escrita na quarentena, a peça reúne quatro pessoas que possuem uma amizade virtual de alguns anos, mas não se conhecem pessoalmente. Num bate-papo por videoconferência, eles revelam como o lockdown imposto pelas autoridades de uma grande cidade afetou suas vidas. Esse é o ponto de partida da nova montagem da Cia. Contumaz de Teatro, que estreia no sábado (5). Com texto e direção de Elton Helio, a experiência cênica online tem elenco formado pelos atores Cássio Racy, Ly Oliveira, Natali Duarte e Carol Marafiga. Classificação: 14 anos.

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Estreia: sábado (5), 21h30, pelo canal do Youtube da Cia. Contumaz de Teatro. Grátis – Valor opcional na Sympla. O espetáculo ficará disponível por um mês na rede social.

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Fragmentos Humanos.

Se estivesse vivo, o dramaturgo Plínio Marcos, um dos mais importantes do país, completaria 85 anos este mês. Para comemorar, o diretor Júlio Luz selecionou três peças do “Autor Maldito” para uma leitura dramatizada neste domingo (6). Fragmentos Humanos apresenta o universo da obra do dramaturgo, que sempre escancarou tabus, através das peças Navalha na Carne, O Abajur Lilás e Quando as Máquinas Param. A obra de Plínio é importante por cutucar muitas feridas sociais que ainda não foram resolvidas.

Domingo (6), 17h. Grátis – Acesso: Sympla.

Caos. 

Depois de temporadas por Rio de Janeiro, São Paulo, Lisboa e Porto na pré-pandemia, o espetáculo escrito e estrelado por Rita Fischer ganhou versão on-line. A peça reúne impasses e surpresas que todos estão sujeitos a vivenciar no cotidiano carioca. A montagem se baseia em contos da própria atriz. As histórias de desconfortos, possíveis perdas, maus tratos, indiferenças e acidentes foram todos vividos e experenciados por Rita.

Domingo (6), 18h. R$ 20,00 – Ingressos: Sympla. Até 27 de setembro.

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Ele Precisa Começar.

Felipe Rocha: primeiro texto teatral escrito pelo ator será exibido on-line Luisa Espindula/Divulgação

O ator Felipe Rocha, do grupo Foguetes Maravilha, recebe o público, virtualmente, para a apresentação de seu primeiro texto teatral. A peça conta a história de um homem de 35 anos, fechado em um quarto de hotel, numa segunda-feira de folga, que se dispõe a começar a escrever uma narrativa ficcional. Como não tem nada planejado, escolhe a si mesmo e ao seu quarto de hotel como ponto de partida para sua história. A partilha com os espectadores do processo de criação da escrita desse texto se mistura às situações que o autor enfrenta ao ver-se abduzido pelos universos e personagens que cria. A direção do espetáculo é do próprio ator, em parceria com Alex Cassal. Classificação: 12 anos.

Domingo (6), 21h30. Transmissão gratuita pelo YouTube do Sesc SP.

 

 

 

 

 

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