Opções artesanais de água tônica ganham espaço nos bares
As variedades de sotaque tupiniquim atingem status de protagonistas nos balcões e dividem espaço com concorrentes industriais de peso
Com origem no século XIX, o gim-tônica é um clássico da coquetelaria mundial que atravessa gerações. Hoje, pode-se dizer que, dos drinques tradicionais, é o mais popular nos balcões dos bares cariocas. Tanto que empresários e bartenders vêm investindo na criação de exemplares nacionais do destilado. É natural, portanto, o caminho trilhado agora pelo outro ingrediente-chave da bebida: a água tônica, feita basicamente com água gaseificada, açúcar e quinino. Surgidas há menos de dois anos, as variedades artesanais de sotaque tupiniquim têm dado ao setor um novo gás, literalmente, e dividem espaço com concorrentes industriais de peso, como os gigantes Schweppes e Antarctica. “Diante da vasta oferta, o consumidor já sabe o que é um bom gim. Não faz sentido ignorar a tônica, responsável por dois terços da composição do drinque”, afirma a premiada bartender Jéssica Sanchez, à frente do Vizinho, instalado no complexo Vogue Square, onde podem ser provadas marcas como as paulistanas 202 e Riverside, além da carioca Botânica.
A exemplo de Jéssica, Igor Renovato, do Garoa Bar Lounge, no Leblon, filial de um pub de Santiago de Compostela, na Espanha, utiliza as estrelas nacionais em suas criações. “Até então, as versões comercializadas no Brasil tinham o perfil de refrigerante. Essas artesanais são elaboradas especialmente com foco na coquetelaria, costumam ser mais carbonatadas, sustentam o drinque por mais tempo. Também são mais refrescantes e menos adocicadas, o que torna o coquetel mais fácil de beber”, informa o barman. De olho nessa seara, o arquiteto italiano Arturo Isola e o artista plástico Alexandre Mazza, sócios do gim Amázzoni, condecorado como a melhor marca artesanal do ano no prestigiado World Gin Awards 2018, em Londres, lançam, na segunda semana de agosto, mais uma tônica nacional. Trata-se da Yndiá, produzida nas instalações da Allegra, fábrica em Jacarepaguá, em embalagens de vidro de 200 mililitros. A efervescência está só começando.
– (Arte Veja Rio/Reprodução)
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