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Cardápio de bar no Centro faz “homenagem” ao presidente Bolsonaro

"Esse menu da Casa Porto é uma crítica escancarada ao mesmo tempo que um pedido de ajuda", diz o dono, Raphael Vidal

Por Carolina Barbosa Atualizado em 18 mar 2021, 13h27 - Publicado em 18 mar 2021, 12h38

 

Casa Porto: cardápio do em cartaz
Casa Porto: cardápio do em cartaz Instagram/Reprodução

Vejam só: a Casa Porto, reduto de bons comes e bebes no Largo de São Francisco da Prainha, no Centro, montou um cardápio, em cartaz desde quarta (17), com as letras que formam (em leitura vertical) a palavra genocida. Como noticiado, esse foi o adjetivo atribuído pelo youtuber Felipe Neto ao presidente Jair Bolsonaro. Em retaliação, o jovem teve de prestar depoimento à Polícia Federal, o que gerou polêmica nacional, sobretudo nas redes.

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“Fizemos um ano de pandemia e os números de óbitos e contágios estão cada vez piores. Mas o presidente Bolsonaro continua negando o óbvio. Ele tem que ser responsabilizado por não agir para evitar a tragédia e também por incentivar a população a ir contra as orientações mais básicas, como o uso de máscaras, por exemplo. São milhares de mortes diariamente que poderiam não acontecer se tivéssemos uma liderança adequada. E isso tem nome”, diz o proprietário da Casa Porto, Raphael Vidal.

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Assado de copa-lombo com arroz, salpicão e farofa de cebola: no cardápio especial
Assado de copa-lombo com arroz, salpicão e farofa de cebola: no cardápio especial Instagram/Reprodução

Entre os pratos brasileiríssimos servidos nesta “homenagem” figuram galeto, moela, linguiça, lombo, coxinha, pernil, enroladinho e empada. “Nós, do setor de bares e restaurantes, estamos na luta pela sobrevivência em meio a esse caos. Somos a favor de medidas restritivas com contrapartidas do governo e das grandes empresas que faturam bastante com a gente. Esse menu da Casa Porto é uma crítica escancarada ao mesmo tempo que um pedido de ajuda: temos que dizer o que tem que ser dito. E não serão processos baseados em leis da Ditadura Militar que vão calar o povo brasileiro”, complementa o empreendedor.

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