Botafogo terá primeira casa de churrasco coreano do Rio. Saiba detalhes
Com equipamentos a carvão instalados nas mesas, Banchan terá cozinha comandada por Juliana Picorelli, ex-Oro, Olympe e Mee
Marco Espinoza está com tudo. Depois de anunciar a abertura do Emigrante, bar que prepara para a Lapa ao lado do mixologista Lelo Forti e do chef Kiko Faria, o chef e empresário peruano avança com outro projeto: o Banchan, anunciado como o primeiro restaurante carioca especializada em churrasco coreano. A novidade ocupará um imóvel de dois andares e cerca de 50 lugares na Rua Paulo Barreto, 109, em Botafogo, e tem previsão de abertura para a segunda quinzena de setembro.
Na tradição coreana, o churrasco é preparado pelos próprios clientes em grelhas instaladas no centro das mesas. Cortes de carne chegam crus, muitas vezes marinados, e são assados na hora, acompanhados pelos banchan, as pequenas porções servidas para compartilhar, como kimchi, legumes temperados, conservas e molhos. No novo endereço, sete mesas do segundo andar receberão equipamentos de churrasco a carvão, ainda inéditos em restaurantes do gênero no Rio.
No comando do cardápio estará Juliana Picorelli, com passagens pelos estrelados Olympe, Oro e Mee. Foi neste último que a chef se apaixonou pela culinária oriental. Depois, seguiu para o Si-Chou, asiático de Elia Schramm (Babbo Osteria e Francese) e Menandro Rodrigues (Haru e Umai), onde aprofundou o flerte com a cozinha coreana e passou a trabalhar com receitas como bibimbap e kimchi, fermentado tradicional que levou também para o Sushi Leblon, onde estava como consultora. Aliás, o arroz frito de kimchi acabou virando uma de suas especialidades e já está garantido no Banchan.
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A proposta, porém, passa longe de reproduzir à risca um restaurante tradicional de Seul. Técnicas e sabores coreanos ganharão ajustes ao paladar local, a começar pelas carnes, servidas em cortes mais altos, em vez das lâminas finíssimas habituais. “Carioca não gosta de carne bem-passada, não tem jeito. Outro dia, estava em um coreano, selei rapidamente os cortes e levei uma bronca do chef. O que posso fazer? Também sou do time do malpassado”, brinca Juliana.
Receitas já mais familiares por aqui, como bao e yukhoe (espécie de tartare coreano), também vão aparecer no menu. “Não adianta servir broto de feijão com óleo de gergelim se o carioca não vai entender”, afirma a chef, que não esconde a intenção de fazer uma comida coreana acessível, atraente e, sobretudo, capaz de vender.
O salão seguirá a mesma cartilha contemporânea, com muitos LEDs, trilha sonora moderna e cenários pensados para as redes sociais. Palhares aposta que o endereço cairá nas graças dos adeptos da k-mania, mas mira além desse nicho. “Vamos conquistar os dorameiros e os curiosos, mas acho que o restaurante atrairá um público de todas as idades”, enlaça.





