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Natureza agradece: menos 4 bilhões de sacolas circulam pelo Rio desde 2019

Lei que substitui o uso de sacolas convencionais completa dois anos neste sábado (26). Sete a cada dez consumidores afirmam usar bolsas retornáveis

Por Luiza Maia 24 jun 2021, 17h07

O movimento de substituição das convencionais sacolas plásticas pelas retornáveis no Rio, estabelecido por lei, vai completar dois anos neste sábado (26) – e com saldo positivo para a sustentabilidade.

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De acordo com dados da Associação de Supermercados do Estado do Rio (Asserj), os estabelecimentos associados deixaram de distribuir 4,3 bilhões de sacolas plásticas neste período. Foram 2 bilhões a menos consumidas no primeiro ano e 2,3 bilhões no segundo.

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A pesquisa, realizada com 510 consumidores entre os dias 18 e 21 de junho, revela que 70% não utilizam mais a sacola plástica – ou seja, sete a cada dez clientes fazem o uso de bolsas retornáveis em suas compras. Quase 90% dos entrevistados afirmam reconhecer os impactos do plástico para o meio ambiente.

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Segundo a Asserj, a meta é reduzir a distribuição de sacolas em até 70% em até dois anos. “Acreditamos que vamos conseguir isso bem antes, especialmente pelos resultados identificados na pesquisa”, afirma o presidente da associação, Fábio Queiróz.

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O Rio foi o primeiro estado do país a tomar a decisão, em 26 de junho 2019, após a aprovação da lei de autoria do deputado Carlos Minc. Desde então, passaram a ser distribuídas sacolinhas com mais de 51% de materiais renováveis, que podem ser vendidas pelos supermercados a preço de custo, entre R$ 0,06 e R$ 0,08.

Outras alternativas ao consumidores são as sacolas de uso renovável – geralmente disponibilizadas nos caixas dos estabelecimentos – ou um carrinho de feira, o que reduz ainda mais o consumo do plástico.

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