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Greve dos caminhoneiros aumenta preços dos cortes de frango

Especialista alertam para riscos de aumento em outros tipos de carnes

Por Redação VEJA RIO - 12 jun 2018, 16h46

Os reflexos da greve de caminhoneiros continuam afetando os preços de alguns produtos.  Em relação ao preço dos cortes de frango que chegam aos supermercados, para o varejo e consumidores, o impacto pode chegar a 4%, o que representaria uma alta considerável na inflação do mês de junho. Com mais de 70 milhões de aves mortas e perdas de R$ 3 bilhões, segundo Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a carne de frango chegou a subir cerca de 40% para o atacado, na Bolsa de Gêneros Alimentícios.

Segundo o coordenador do Indice de Preço ao Consumidor (IPC) do FGV IBRE, André Braz, o repasse ao consumidor não ficará restrito à carne de frango, mas também pressionará o preço da bovina e da suína. Segundo ele, o impacto maior será percebido pelas famílias de baixa renda, já que esse grupo gasta maior parte da renda com alimentação.

Antes da greve, os frigoríficos já haviam reduzido o ritmo de produção por causa do embargo à exportação ao produto brasileiro, além da quebra de safra de milho na Argentina que tornou o frango um produto mais caro.

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