Clique e assine por apenas 4,90/mês

Coronavírus: taxa de isolamento no Rio cai para 78%

A queda na circulação de pessoas nas ruas já chegou ao pico de 85%

Por Agência Brasil - Atualizado em 27 abr 2020, 11h01 - Publicado em 27 abr 2020, 10h32

Dados estatísticos de monitoramento de pedestres, captados por câmeras espalhadas pela cidade, indicam que o isolamento social no Rio de Janeiro ficou em 77%, de 12 a 18 de abril, na semana epidemiológica número 16.

Na primeira semana de imposição das medidas restritivas na cidade, devido à pandemia do novo coronavírus, entre 13 e 21 de março, a queda na circulação de pessoas chegou ao pico de 85%, índice repetido na semana seguinte, mas que vem diminuindo desde então.

Os dados mostram um isolamento social de 78% em toda a cidade, indo de 70% em Copacabana a 91% no Flamengo.

As informações são da empresa de inteligência artificial Cyberlabs, que faz o monitoramento desidentificado de transeuntes por meio de 400 câmeras do Centro de Operações Rio (COR), desde dezembro do ano passado, em uma parceria não onerosa com a prefeitura. Com isso, é possível comparar a movimentação habitual pelas ruas da cidade verificada no começo do ano com a diminuição da circulação depois da pandemia.

Continua após a publicidade

+‘Toque de recolher dos bandidos freou a Covid-19 em favelas’, diz médico

De acordo com o sócio fundador da Cyberlab Felipe Vignoli, o dado é uma amostragem, feita com base na contagem de pessoas nas ruas captadas pelas câmeras a cada minuto. Ele lembra que não são todas as ruas que têm câmeras, os equipamentos que estão concentrados na zona sul da cidade.

“Esse número absoluto não indica a população, ele indica uma amostra. Nosso trabalho indica uma magnitude, e não uma precisão do número. Agora, isso estatisticamente é bastante acurado para você medir o nível de isolamento social do bairro.”

+ Para assinar o conteúdo digital de VEJA RIO, clique aqui.

Continua após a publicidade

Vignoli explica que o dado estatístico representa, em diferenças percentuais, a circulação atual de pessoas comparada ao que era medido antes da quarentena.

“O dado é sempre comparativo. Por exemplo, hoje, um sábado, compara com um sábado comum de antes do covid-19. No centro, por exemplo, pego a comparação de uma segunda-feira com uma segunda-feira de antes, e de um sábado com outro sábado, para ser uma comparação justa. E sempre só naquele bairro”.

+Foodtech carioca cria fundo de apoio à pesquisa científica sobre Covid-19

Dados celulares

Continua após a publicidade

Pelos dados divulgados pela Google na plataforma Community Mobility Reports, sobre as mudanças na mobilidade das pessoas devido à pandemia, com dados de 6 de março até o dia 17 de abril, o Brasil teve uma diminuição de 55% na movimentação típica em locais de lazer e entretenimento, como lojas, restaurantes, shopping centers, parques, bibliotecas e teatros; e de 11% em mercados e farmácias. O aumento de permanência nas residências foi de 19%.

+Coronavírus: UFRJ fabrica respirador mecânico e deve lançá-lo em maio

Para o estado do Rio de Janeiro, os dados amostrais obtidos por meio do histórico de geolocalização dos usuários da Google indicam a redução de 58% em locais de lazer e entretenimento, diminuição de 14% em mercados e farmácias, 70% a menos de pessoas em parques e praias, queda de 55% em estações de trem e metrô, redução de 44% nos locais de trabalho e aumento de 22% na permanência nas residências.

No Rio de Janeiro, o decreto que determinou as primeiras medidas de quarentena no estado foi publicado no dia 17 de março (). Na capital, as medidas de distanciamento começaram no dia 13 de março. O primeiro caso de covid-19 na cidade foi registrado no dia 5 de março e a primeira morte no dia 23. Os dados de ontem da prefeitura contavam 4.091 casos confirmados e 347 óbitos no município.

Publicidade