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Leilão da Lava-Jato termina com 22 lotes encalhados e terá ‘repescagem’

Vinhos e obras de arte foram arrematados por 528 000 reais; objetos que não receberam lance voltam a ser oferecidos no próximo dia 11, por valor mais baixo.

Por Da Redação 2 jun 2021, 13h42

O leilão de objetos apreendidos na Operação Lava-Jato arrecadou 528 000 reais nesta segunda (31) e, apesar da boa quantia arrematada, 22 dos 30 lotes oferecidos não chegaram a receber nenhum lance. A maioria dos itens era fruto de um acordo de delação premiada do ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz.

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Orlando foi acusado de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa e, em troca da liberdade, também abriu mão de um apartamento na quadra da Praia do Leblon e de uma casa no Condomínio Portobello, em Mangaratiba.

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A tela “Ouço Vozes que se Perderam nas Veredas que Encontrei”, de Beatriz Milhazes, que pertencia ao acervo do ex-presidente da Fecomércio, foi o item mais caro: ele saiu por 280 000 reais. Ainda na seara das obras de arte, destaque para o quadro da série Chocolate, de Vik Muniz (86 000 reais), e para a a escultura Mulher Deitada, de Alfredo Ceschiatti (96 000). Assim como a obra de Milhazes, os dois foram comprados pela mesma pessoa.

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Vinhos também tiveram boa saída no pregão da Lava-Jato. Um lote com duas garrafas do Château Mouton Rothschild, de Bordeaux, na França (safras de 2010 e 2012), foi vendido por 9 200 reais. Outro lote, com cinco garrafas, saiu por 10 000. Dos 15 relógios de grife postos à venda, dois foram arrematados: um Vacheron Constantin (43 000 reais) e um Tag Hauer (2 500 reais).

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Os objetos que não receberam lances, como uma lancha e um carro, vão a leilão de novo no próximo dia 11, com lances reduzidos. O barco, avaliado em 100 000, terá valor inicial de 80 000.

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