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Covid-19: ‘Lockdown teria salvado muitas vidas’, diz Margareth Dalcolmo

Para a pneumologista, números preocupantes do coronavírus no estado têm ligação direta com o fato de o governador se recusar a decretar isolamento radical

Por Cleo Guimarães - 29 Maio 2020, 12h41

É quase em tom de “nós avisamos” que a pneumologista Margareth Dalcolmo comenta a triste marca dos 4.856 óbitos pela Covid-19 registrados no estado do Rio – superando, assim, a China (4.638) e a Índia (4.711), os países mais populosos do mundo. Margareth fazia parte do grupo de 11 experts que auxiliava o governador Wilson Witzel na tomada de decisões para o combate à pandemia do coronavírus e, para ela, a situação “extremamente preocupante” que o estado vive tem ligação direta com o fato de Witzel ter ignorado os reiterados pedidos do grupo para decretar o lockdown no Rio.

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“Era o que tinha de ter sido feito. Salvaríamos muitas vidas”, diz. “Não poderíamos fazer nada além de dar conselhos, porque éramos um grupo consultivo. Ele nos consultava e nós falávamos o que achávamos que ele deveria fazer,  não tínhamos poder de decisão”, conta Margareth, ela mesma vítima da Covid-19, já recuperada. O comitê científico optou, por consenso, colocar suas funções à disposição na semana passada, quando Edmar Santos, investigado num inquérito que apura superfaturamento na compra de respiradores, foi afastado da Secretaria estadual de Saúde. Ainda não há informações se outros experts serão convidados pelo governador para formar um novo conselho.

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