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Self-service: o maior desafio para a reabertura dos restaurantes do Rio

Protocolo de segurança para casas que servem comida em bufê deve ser mais rigoroso na volta gradual às atividades; assunto foi debatido hoje com o prefeito

Por Cleo Guimarães 28 Maio 2020, 16h53

Os novos protocolos de segurança para o relaxamento gradual das medidas de confinamento durante a pandemia do coronavírus foram debatidos hoje, numa reunião entre o prefeito Marcelo Crivella com integrantes das áreas de saúde, do conselho científico da prefeitura e de representantes de alguns setores da economia. Crivella já afirmou que pretende anunciar nesta sexta-feira (29) novidades em relação ao fim da quarentena, e no que diz respeito aos bares e restaurantes, uma questão mereceu atenção especial: como lidar com as empresas que servem suas comidas no sistema de bufê self service?

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Uma outra reunião está marcada para amanhã de manhã, mas no encontro de hoje foi praticamente um consenso que este tipo de serviço – no qual clientes compartilham as mesmas colheres para se servir e, muitas vezes, falam enquanto colocam a comida no prato – exige protocolos de segurança mais rigorosos que os demais restaurantes, como ficou determinado em São Paulo.

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Uma das opções levantadas é que o “self service” – em português, “auto-serviço” – deixe o “self” de lado. Ou seja: as comidas expostas e protegidas por uma cobertura de plástico ou acrílico, seriam servidas por um funcionário, de acordo com o que o cliente solicitar. (O bom e velho “Bota mais uma colher de arroz, por favor” dá uma noção de como seria). A distribuição de luvas descartáveis para serem usadas na ida ao bufê também foi debatida, caso  o autoatendimento seja mantido. “Entendemos a importância destes cuidados a mais. São protocolos possíveis para essa fase intermediária que vamos passar”, diz Fernando Blower, presidente do SindRio (Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio).

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