Vertical de Amarone Tommasi

22 abril 2013 | deixe seu comentário (0)
Por Marcelo Copello

 

Participei de uma pequena vertical de Amarone Tommasi esta semana, com as boas safras de 1997, 2000, 2005 (magnum) e 2007.

 

Vertical Amarone Tommasi

 

Tommasi faz Amarones em estilo tradicionalista, sem grande extração, sem madeira nova, amadurecido em tonéis usados de madeira da eslavônia. Os vinhos estavam todos excepcionais, meu ranking foi, por ordem de preferência: 1997, 2007, 2005 e 2000. Minha escolha tem muito a ver com a idade, 1997 está entrando em seu auge, 2007 tem a exuberância da juventude e ainda não começou a evoluir, enquanto 2005 e 2000 já entraram em metamorfose a caminho de seu melhor.

 

Marcelo Copello (mcopello@simplesmentevinho.com.br)
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Cheval e Masseto em boa compania

08 março 2013 | 4 comentários

Por Marcelo Copello

 

Em uma recente passagem pela Toscana participei de uma degustação super especial.

12 grandes Merlots foram avaliados por cerca de de 20 degustadores profissionais de vários países.

O evento foi promovido pela Azienda Logo Novo. Esta belíssima propriedade nos arredores de Motalcino, que pertence ao empresário ítalo-suíço Marco Keller, está lançando seu primeiro vinho, um Merlot da safra 2008.

Para marcar tal fato foram perfilados 12 Merlots de diferentes origens, todos da safra 2008, incluindo o Logo Novo, exposto ao lado de alguns nomes míticos como Cheval Blanc e Masseto.

Em sua maioria os vinhos eram caros e famosos, mas o resultado foi bastante irregular, com vinhos que adorei e outros que realmente não gostei. Abaixo minhas impressões. Os preços em euros na Itália foram informados pela produção do evento.

1-L´Apparita 2008, Castello di Ama. Toscana. 140 euros.

Bastante desequilibrado. Pode ser problema da garrafa.

2ª garrafa testada, um pouco melhor, mas ainda um vinho abaixo do padrão deste produtor. Aroma fechado, seco, notas lácteas, de mel, própolis, decaiu muito ao longo da prova. Uma grande decepção, esperamos que sejam apenas más garrafas, pois sou fã deste vinho. Sem nota.

 

2-Baffo Nero 2007, Rocca di Frassinello, Toscana, 120 euros.

Intenso, estilão moderno, fruta muito madura, madeira nova, geleia, notas balsâmicas, tudo muito bem amalgamado, em um bloco coeso. Paladar encorpado que confirma o nariz, volumoso, com taninos doces. Confesso que não é meu vinho, mas é excelente no estilo.

Nota: 92 pontos

 

3- Crosara 2008, Maculan, Veneto, 68 euros.

Um vinho muito rico e concentrado em seus aromas e sabores, embora não muito limpo (algumas notas de redução). Mostrou aromas de especiarias doces, cravo canela, alcaçuz, baunilha, geleias. Paladar encorpado, taninos finos e doces, com final seco e elegante, conjunto consistente, quase sólido.

Nota: 93 pontos

 

4-Lamaione 2008, Marchesi de’ Frescobaldi, Toscana, 41 euros.

Nariz doce, com muita fruta madura, geleia, madeira nova, tostados, coco, baunilha, violetas. Paladar de bom corpo,  taninos presentes e doces, redondo e macio. Outro vinho muito bom mas em um estilo que não me agrada muito.

Nota: 89 pontos

 

5-La Ricolma 2008, San Giusto a Rentennano, Toscana, 42 euros.

Pura passa no nariz, concentradíssimo, alcaçuz, geleias, madeira nova, notas picantes de  pimenta, couro novo, verniz, uma nota cítrica que normalmente é mais comum em vinhos brancos, muito rico e diferente no nariz. Paladar encorpado, profundo, uma montanha de taninos doces. Precisa de tempo de garrafa, diferente e com grande potencial. Foi uma das melhores surpresas da prova.

Nota: 94 pontos

 

6-Logo Novo 2008, Logo Novo, Toscana, 25 euros.

Delicioso no nariz, um mergulho em frutas negras, madeira nova, couro novo, algo vegetal, tabaco, musgo. Paladar encorpado, taninos presentes, finos e doces. Bela estréia para este produtor e também um bom custo-benefício.

Nota: 92 pontos

 

7-Masseto 2008,  Tenuta dell’Ornellaia, 1.300 euros (garrafa magnum).

Este foi o vinho que melhor evoluiu na taça ao longo da prova. No início decepcionou e ao final conquistou. Começou tímido e fechado (nenhum vinho foi decantado), abriu-se com elegantes notas vegetais de tabaco e musgo, menta, alcaçuz, frutas negras maduras, especiarias, tudo muito bem integrado. Paladar volumoso, mas sem exageros, muitos taninos finos. Conjunto com estrutura equilíbrio e finesse. Pronto, mas ainda deverá evoluir muito. Excepcional.

Nota: 96 pontos

 

8-Messorio 2008, Le Macchiole, Toscana, 160 euros.

Fechadíssimo, nariz de frutas negras quase queimadas, muitas tostados, especiarias doces, alcaçuz, mentol. Paladar volumoso, imponente, impressiona, mas é mais força que elegância. Nota: 92 pontos

 

9-Redigaffi 2008, Tua Rita, Toscana, 180 euros.

Este é um produtor que admiro muito, mas esta safra do Redigaffi para mim passou um pouco do ponto. O resultado é um belo vinho, mas em um estilo que não me agrada muito. Nariz intenso e expressivo, notas de caldo de cana, notas lácteas, muita madeira nova, azeitona preta, balsâmicos. Paladar de bom corpo, taninos doces, acidez regular. Outro vinho muito bom, que agradará a muitos, mas em um estilo que não é o meu.

Nota: 90 pontos

 

10-Cheval Blanc 2008, Bordeaux-França, 540 euros.

Antes de mais nada este não é um Merlot 100% e leva cerca de 50% de Cabernet Franc. Este deveria ser hors concours neste certame, pois além de ser um dos maiores vinhos do mundo, ele só se estará em seu melhor daqui a vários anos. É um infanticídio abrir esta garrafa agora. Mas já que estava aberta, provamos com prazer. Como esperado estava bastante fechado, mas já mostrando qualidades de grande vinho: finesse, estrutura, equilíbrio, integração, complexidade, tipicidade e um tremendo potencial de guarda, com uma excepcional acidez natural. Mesmo em uma safra considerada apenas boa, é covardia para os demais vinhos da prova.

Nota: 96 pontos

 

11-Oakville Merlot 2008, Nickel & Nickel Harris, Califórnia, 110 euros

Aroma de fruta fresca com notas verdes. Paladar de médio corpo, taninos doces, acidez moderada, notas de amargores no fim de boca. Um vinho simples, sem maiores qualidades.

Nota: 83 pontos

 

12-Pahlmeyer  Merlot  2008, Califórnia, 110 euros

Este é para o gosto americano, no mau sentido. Aroma de rapadura, melaço, caldo de cana, geleia, cocada preta. Paladar confirma o nariz, bom corpo, taninos sedosos, com alguma açúcar residual, acidez moderada, cai no meio de boca. Não gostei.

 

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Nova safra de Brunello e Chianti chega ao mercado

01 março 2013 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Estive sob Montalcino para o lançamento ao mercado da safra 2008 de Brunellos e para o anuncio da avaliação da safra 2012 (que chega ao mercado em 2017). A safra 2012 acaba de ser declarada pelos órgãos oficiais como “5 ESTRELAS”!!!! Sobre a safra 2008 leiam em breve minha avaliação dos melhores dos mais de 200 Brunellos em prova.

Em Florença reuniram-se 152 vinícolas, cada uma com cerca de 4 vinhos, em um total de quase 600 vinhos em prova. Era o evento “Chianti Classico Colection 2013″, que é a apresentação oficial da nova safra destes vinhos, no caso a 2011 para os Chianti Normale e 2010 para os Chianti Riserva (provei também alguns exemplares das safras 09, 08, 07 e 06). O que mais chamou a atenção foi a longa mesa com os vinhos, metros e metros, levei 1 minuto para caminhar de uma ponta a outra… vejam o filme.

Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Os Melhores Vinhos de 2011 – Parte 3

20 dezembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Parte 3 – Vinhos da Itália e França

Por Marcelo Copello


Itália

A Itália é um mundo à parte no universo de Baco, por sua tradição, por sua gastronomia e também pela infinidade terroirs e de uvas autóctones, que proporcionam um conjunto de vinhos maravilhosos e inimitáveis.

Brancos

A Itália é rica em brancos de uvas autóctones, como Insolia, Gavi, Ribolla Gialla, Arneis, Fiano di Avellino, Greco di Tufo etc. Propomos aqui um pot-pourri destes vinhos, que irão acompanhar maravilhosamente os pratos da culinária de cada região.


Tintos

As grandes vozes dos tintos italianos são a Sangiovese na Toscana e a Nebbiolo no Piemonte, mas há muito mais! Alguns nomes clássicos não podem faltar:

- um Chianti

- um Brunello di Montalcino

- um Amarone

- um Barolo ou Barbaresco

- um Barbera

- um Docetto

- um “supertoscano” (como Suolo, Giorgio Primo, Magari etc)

- um “superpiemontês” (como o Pin)

- além destes, tintos de outras regiões como Lombardia, Campânia, Sardenha, Úmbria, Puglia, podem ser delicioso para o dia a dia o mesmo para guarda e sempre bem com os pratos locais

Tabela em PDF


França

A França segue firme como maior referência mundial em vinhos, origem de vinhos de sonho, que transcenderam a condição de bebida e conquistaram o status de obra de arte. A lista dos vinhos franceses que não podem faltar em uma adega completa é longa e salivante.

 

Quais são os vinhos da França que não podem faltar em uma adega completa?

Brancos

- um Bordeaux branco

- um Chablis, jovem e fresco

- um Sancerre ou outro branco do Loire

- um Riesling e um Gewurztraminer da Alsacia

- um Condrieu ou outro branco do Rhône

- um Borgonha “1er Cru” ou “Grand Cru”, para guarda


Tintos

- um Bordeaux mais em conta para o dia a dia

- um Bordeaux “Grand Cru” para guarda

- um Borgonha mais leve e jovem

- um Borgonha“1er Cru” ou “Grand Cru” para guarda

- um tinto nobre do norte do Rhone, para guarda, como um Côte Rotie, Cornas ou Hermitage

- um Chateaneuf Du pape

- um apanhado de tintos de outras regiões são bem vindos, como  um Chinon do Loire, algo do Laguedoc, Madiran, Cahors ou um Cru de Beaujolais, como o Morgon.


 

**Preços sujeitos a variação.

 

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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Brunello de merecida fama

28 novembro 2011 | deixe seu comentário (0)

Por Marcelo Copello

Fundada em 1971 por Giovanni Neri, a vinícola Casanova di Neri alcançou notoriedade mundial em 2006, quando seu Brunello di Montalcino Tenuta Nuova safra 2001 foi eleito “Wine of the Year” pela famigerada revista americana Wine Spectator. Não provei o Tenuta Nuova 2001, mas a julgar pelo que se passou em minha taça poucos dias atrás, Casanova di Neri merece o posto alcançado.

Almocei com Giacomo Neri, filho de Giovanni, que desde 1991 dirige a azienda e conversou comigo em frente à câmera. Veja nosso breve papo:

 

Abaixo minhas impressões sobre seus ótimos vinhos, importados pela Expand (www.expand.com.br):

Brunello di Montalcino Selezione 2004 (R$ 198). Amadurece 45 meses em grandes toneis usados de carvalho. Sua cor é granada clara, no nariz é bastante expressivo e elegante, com aromas encantadores de flores (lavanda), e muitas especiarias, como canela e noz moscada. Paladar de médio corpo, um pouco magro no meio de boca, com taninos finos e secos, boa acidez, vinho delicioso, que desce fácil, ótimo para acompanhar culinária italiana. Um vinho para a restauração. Nota: 90 pontos.

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Brunello di Montalcino Cerretalto 2003 (R$ 890). Amadurece 24 meses em barricas de carvalho. De cor granada escura, aroma intenso e complexo, com fruta passa, grafite, lavanda, canela. Paladar de bom corpo, sem exageros, taninos finos e secos, boa profundidade de sabores e aromas, muito bem equilibrado e absolutamente bem proporcionado. Um vinho para guarda. Nota: 96 pontos.

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Piertradonice 2005 (R$ 578). Elaborado 100% com cabernet sauvignon. Cor rubi escura com reflexos granada. No nariz mostra boa tipicidade da casta, com frutas negras maduras e toque de mentol, mas mostra também sua origem toscana em solo pedregoso, com mineral de grafite e toque salgado. Paladar concentrado, com taninos finos e doces, ainda um jovem e um pouco fechado, precisa ser decantado. Nota: 93 pontos.

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Marcelo Copello (mcopello@bacomultimidia.com.br)

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