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MAM Rio terá oficinas, cursos e performances gratuitas durante o verão

Programação, para todas as idades, terá diversas parcerias com integrantes da Mangueira, exibição de filmes ao ar livre e atividades on-line

Por Marcela Capobianco 30 dez 2020, 13h14

Apesar do distanciamento e do número reduzido de visitantes no espaço, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro promete um verão efervescente na instituição.

Entre janeiro e março, o MAM Rio vai oferecer uma extensa programação gratuita para pessoas de todas as idades. O projeto inclui oficinas, ateliês, performances, cursos, jornada de estudos, visitas mediadas e ciclo de leitura cinematográfica.

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Outra novidade é a exibição de filmes da icônica Cinemateca ao ar livre.

As ações vão acontecer nos espaços do museu, no entorno da instituição, no Parque do Flamengo, e também num ambiente digital.

Para o diretor artístico do MAM Rio, Pablo Lafuente, ter a programação voltada para o verão é primordial para pensar as questões externas e internas do museu: “Queremos influenciar e ser cada vez mais influenciados pelo parque e por todas as pessoas convidadas a participar de nossas atividades e trocas”, avisa. “Pensamos em uma programação que considera as dinâmicas diferenciadas que a pandemia nos exige e ainda assim traz o frescor que essa estação e o MAM demandam”, comenta Keyna Eleison, que divide a direção artística com Lafuente.

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O Carnaval, adiado em decorrência da pandemia de Covid-19, é a grande inspiração das atividades de “não-carnaval” do novo projeto. Em paralelo à exposição Hélio Oiticica: A Dança na Minha Experiência, em cartaz até 7 de março, o museu oferecerá oficinas, seminários e performances desenvolvidos com o curador convidado Leandro Vieira, carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira.

Para marcar a volta do Bloco Escola – que oferece formação continuada em diversas áreas artísticas – haverá oficinas, sempre às sextas-feiras, de dança coletiva com a rainha de bateria Evelyn Bastos, de percussão com o mestre Wesley Assumpção e mestre-sala e porta-bandeira com Matheus Olivério e Squel Jorgea. As inscrições para as oficinas devem ser feitas previamente pelo site da instituição.

Carnavallesco da Mangueira sorri em frente a uma pintura do bandeira da escola
Leandro Vieira: “Vamos ocupar o museu com os saberes da Mangueira” Saulo Pereira Guimarães/Veja Rio

“A ideia geral é ocupar o MAM com os saberes próprios do universo das escolas de samba através de um diálogo artístico plural com aqueles que são os detentores de um conhecimento específico, nem sempre valorizado com a grandeza que merece”, afirma Leandro Vieira.

Em fevereiro, o historiador Luiz Antonio Simas, o músico Arifan e a jornalista Flávia Oliveira vão participar de debates sobre temas como a história do samba e a objetificação do corpo das mulheres.

+ Peça com Silvero Pereira e Mariana Ximenes está disponível na web

A ocupação de março prevê uma apresentação da Mangueira no dia 7 no foyer do museu, e uma jornada de estudos acerca da obra de Hélio Oiticica.

O MAM Rio funciona às quintas e sextas das 13h às 18h e aos sábados e domingos entre 10h e 18h. A contribuição sugerida é de R$ 20,00, mas não há cobrança obrigatória de ingressos. A instituição não vai funcionar nesta quinta (31) e sexta (1º).

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