Os melhores bares do Centro do Rio para beber, comer e curtir a boemia carioca
Rodas de samba, chope gelado, coquetéis descolados dão o tom de alguns dos endereços mais tradicionais e badalados da cidade
Da Praça Mauá à Lapa, passando pela Saúde, Glória e Santa Teresa, os bares combinam tradição e renovação em doses generosas de personalidade. Confira melhores endereços da região — lugares onde chope gelado, coquetelaria criativa, boa comida e a alma do Rio se encontram para transformar qualquer saída em programa obrigatório.
CENTRO E ARREDORES
Al Farabi. Ponto de encontro de intelectuais e artistas, o espaço nasceu como um sebo e mudou o formato em 2007 para contornar a crise que se abateu sobre as livrarias. Fez história na Rua do Rosário, despontando o movimento de revitalização da região, e mantém o mesmo clima na casa que abriu em 2023 na Rua do Mercado, após um hiato de cinco anos. Entre os principais, o picadinho carioca (R$ 55,00), com a carne na ponta da faca, arroz branco, farofa, banana assada e ovo poché, é um dos mais pedidos. Impossível resistir às opções da vitrine, como o bolinho de aipim com carne moída (R$ 15,00). Para beber, peça o coquinho do alfa (R$ 22,00), generosa batida de coco com vodca, ou o balde de cerveja Stella Artois (R$ 92,00, oito latas). Rua do Mercado, 34, Centro (entrada também pelo Boulevard Olímpico), 3553-1518 (140 lugares). 12h/19h (qui. e sex. até 22h; fecha seg. a qua.). @alfa_bar_e_cultura. Aberto em 2004.
Armazém Senado. Um grupo de amigos competindo para ver quem conhecia mais sambas-enredo deu origem a uma das rodas do gênero mais famosas da cidade. Curiosamente, o que antes não era bem-visto pelos donos se tornou marca registrada do local, reunindo um público grande sempre às sextas, das 17h às 21h; sábados, entre 14h e 19h; e domingos, das 14h às 18h. Para acompanhar o ritmo, cerveja gelada — a garrafa de 600 mililitros da Original custa R$ 15,00 — e um cardápio simples, mas típico de onde tem batuque. A unidade das empadas caseiras, nos sabores frango, palmito e camarão, sai a R$ 7,00. Há ainda porções de tremoços e azeitonas (R$ 15,00 cada uma) e de gorgonzola, provolone e salaminho (R$ 30,00 cada uma). Tudo isso em meio a mercadorias como arroz, feijão, materiais de limpeza e até sandálias, mantendo viva a memória da época em que o espaço era uma mercearia. Avenida Gomes Freire, 256, Centro, 2509-7201 (40 lugares). 9h/22h (fecha seg.). @armazem.senado. Aberto em 1907.
Bafo da Prainha. Com mesas do lado de fora, guardadas por sombreiros coloridos, o endereço traduz bem o lifestyle suburbano. Não faltam baldes com cascos de cervejas — a Budweiser sai por R$ 13,00 — e o famoso churrasco no tambor de latão abastece receitas como o cupim desfiado com arroz feito no caldo da carne, ovo de codorna, farelo de torresmo, tomate-cereja e alho-poró na brasa (R$ 115,40). Para começar, o levante (R$ 31,90) é um caldinho de feijão com espeto de coração de galinho e ovo de codorna, ideal quando a caipirinha (R$ 20,00 a tradicional) começa a mostrar seus efeitos. Não saia sem experimentar a mamata (R$ 15,00), batida feita com maracujá e gengibre. Conduzido por Raphael Vidal, o estabelecimento foi eleito um dos dez melhores bares ao ar livre do mundo pela revista britânica Time Out. Largo da Prainha, 15, Saúde, 97279-6628 (160 lugares). 16h/0h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. até 12h/21h). @bafodaprainha. Aberto em 2021.
Bar Brasil. Pelo salão em L que promove uma viagem no tempo, circulam garçons de camisa branca e gravata-borboleta levando os comes e bebes alemães para as mesas. Tradição é a assinatura da casa, que surgiu em 1907 como Bar Zeppelin — a mudança de alcunha veio durante a Segunda Guerra, a fim de evitar represálias. No menu, clássicos como o croquete alemão com mostarda (R$ 10,90), para abrir os trabalhos, e o joelho de porco (R$ 179,00), que serve duas pessoas. Vale experimentar a salsicha de vitela (R$ 108,90, 400 gramas), acompanhada de chucrute e salada de batata, também para compartilhar. O chope geladíssimo sai da torre de bronze histórica, de 66 metros, com serpentina de cobre, e vai do pequeno (R$ 7,50, 250 mililitros) ao grande (R$ 16,00, 500 mililitros). Avenida Mem de Sá, 90, Lapa, 2509-5943 (80 lugares). 11h/23h (sex. e sáb. até 1h; dom. até 16h; fecha seg.). @bar.brasil. Aberto em 1907.
Bar do Omar. O perfil do dono nas redes sociais, com suas opiniões políticas, faz tanto sucesso quanto o espaço na entrada do Morro do Pinto. É como se o ambiente digital fosse extensão de seu negócio, e a gigantesca imagem do presidente Lula, pintada por Rafa Mon na parede, não deixa mentir. Invista na porção de torresmo sem culpa (R$ 28,00), marinado na cerveja por 24 horas, com molho de ervas. Para fomes maiores, o filé com fritas (R$ 59,00) é cortadinho à francesa e chega à mesa com pão de alho e batata frita. No lema “amigo eu nunca fiz bebendo leite”, a cerveja Amstel vem no casco (R$ 14,00, 600 mililitros) ou long neck (R$ 11,00, 275 mililitros). Deixando tudo ainda melhor, tem roda de samba de quinta a domingo. Rua Sara, 114, Santo Cristo, 99591-5032 (400 lugares). 17h/0h (sáb. a partir das 15h; dom. 15h/23h; fecha seg. a qua.). @bardoomar. Aberto em 2000.
Capiau. Não há mineiro que não conheça a carne de lata, feita com banha de porco no tacho, cozida lentamente e em baixa temperatura. Queridinha do boteco que aposta em um menu com gostinho de roça, a iguaria pode ser de pernil e copa lombo (R$ 52,00), língua de boi acebolada (R$ 45,00) ou linguiça acebolada (R$ 48,00). Outra criação de sucesso do chef Diego Melão é o pé de porco caramelizado com caldo e pão de fubá (R$ 42,00). Deu vontade de um docinho? O pudim de ovos caipiras (R$ 15,00) é aposta certeira. Molhe o bico com o capiau (R$ 25,00), mate da casa com suco de limão e rum, ou escolha entre as treze opções de dose de cachaça — da Barril de Carvalho (R$ 6,00) à Soledade 5 Madeiras (R$ 25,00). Rua Miguel Couto, 124, Centro (80 lugares). 12h/22h (sáb. e dom. 11h/18h; fecha seg.). @capiaubutequim. Aberto em 2024.
Casa Omolokum. Mais do que um espaço gastronômico, o endereço na Pequena África faz uma imersão profunda na cultura ancestral afro-brasileira. Iniciada no Candomblé, a chef Leila Leão reinventa o menu (R$ 85,00 por pessoa) a cada fim de semana, sempre com pratos que homenageiam Orixás. Caldinho de sururu, moqueca de peixe com farofa de dendê, omolokum — feijão-fradinho cozido no creme de cebola com gengibre, azeite de dendê e camarão defumado —, filé de peixe marinado no vinho branco com molho de coco, manjar de coco com calda de caramelo, entre outras delícias se revezam no cardápio. A casa também é um centro de aprendizado e troca cultural, oferecendo aulas de percussão, lançamentos de livros e eventos que promovem o diálogo para quebrar preconceitos e se reconectar com as raízes que sustentam nossa identidade cultural. Rua Tia Ciata, 51, Saúde, 97709-9962 (40 lugares). 13h/18h (fecha seg. a qui.). @casaomolokum. Aberto em 2015.
Cine Botequim. Exibições de filmes antigos e nomes de longas no cardápio dão a pista: trata-se do endereço certo para cinéfilos. Dirigido por Andrucha Waddington, Eu, Tu, Eles batiza uma entradinha campeã de bilheteria, que são os copinhos de mandioca recheados com moela na cerveja escura, queijo gratinado e aipim palha (R$ 42,90, quatro unidades). As coxinhas também rendem aplausos — a espartacus (R$ 14,90) é de costela bovina com queijo. Para beber, o laranja mecânica (R$ 28,90) é um coquetel de cachaça com licor de laranja, suco de limão e ginger ale, e o volver (R$ 29,90) leva rum branco, xarope de framboesa, suco de limão, água tônica e folhas de hortelã. Rua Conselheiro Saraiva, 39, Centro, 98202-9915 (120 lugares). 12h/21h (seg. até 15h; sex. até 20h; fecha sáb. e dom.); Rua Dona Zulmira, 111, Maracanã (100 lugares). 17h/0h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/22h; fecha seg.). @cinebotequim. @cinebotequim2. Aberto em 2010.
Cotovelo. As oito torneiras de chope chamam a atenção de quem chega neste point da Rua da Cerveja. A Búzios Geribá Munich Helles sai por R$ 11,90 (300 mililitros) e a Tio Ruy Weiss custa R$ 16,00 (300 mililitros). Na dúvida, vale pedir a régua com quatro garotinhos (R$ 35,00, 300 mililitros cada). Para evitar a ressaca, tem linguiça de porco com cebolas em conserva (R$ 46,00) e o porcovelo (R$ 65,00), cotovelo de porco com fritas, uma das novidades do chef Tchelo Barreto. Entre os sandubas, o buraco quente (R$ 32,00), com costela bovina e agrião, é um clássico da botecagem. A cerveja está em todas, inclusive no caramelo que vai por cima do pudim (R$ 12,00). O ambiente convidativo manteve o legado do imóvel antigo, com a recuperação de ladrilhos hidráulicos e paredes de tijolos aparentes. Rua da Carioca, 15-17, Centro (120 lugares). 11h/23h (sáb. até 19h; fecha dom.). @choperiacotovelo. Aberto em 2025.
Destilaria Maravilha. A produção própria de cachaça, gim e vodca, feita aos olhos dos clientes, garante a qualidade das bebidas servidas. A novidade agora é a venda dos destilados para o varejo, mas quem prefere bebericar por lá encontra opções saborosas e criativas assinadas por Cassiano Machado. O jorge amado (R$ 30,00), feito com pinga infusionada em cravo e canela, limão e maracujá, e o caioba (R$ 30,00), de gim, redução de mel com gengibre e soda de capim-limão com abacaxi, são os mais pedidos. Entre as pedidas para acompanhar, tem homus thai (R$ 36,00) ao molho de curry vermelho, limão-taiti e chips de camarão, e mexilhões frescos (R$ 66,00) servidos com pão. Quem quer ir além no programa, em algumas noites o ambiente se transforma em pista de dança, bem no clima da Lapa, e garantiu a terceira colocação na categoria melhor trilha sonora. Rua do Senado, 53, Centro (200 lugares). 18h/2h (sáb. a partir das 17h; fecha dom. a qua.). @destilariamaravilha. Aberto em 2025.
Boteco Belmonte. Inaugurada em janeiro, a oitava unidade da rede fica no Edifício Touring, na Praça Mauá. O prédio tombado, de 1928, é uma joia arquitetônica — tem torre com relógio e vitrais coloridos, além de terraços e varandas sustentadas por colunas imponentes. É no térreo, em um salão com piso hidráulico original e restaurado, onde fica o bar. Para começar, a lula frita com molho tártaro (R$ 82,00) e o pernil assado com cebola refogada (R$ 65,00) são boas pedidas, que podem ser seguidas pelo prime rib na parrilla (R$ 234,00), com arroz biro-biro, crocante de parma e farofa de bacon. Chope Colorado (R$ 24,00, 270 mililitros) e coquetéis como o lavoura arcaica (R$ 41,00), com cachaça Ypióca, caju, gengibre, capim-santo e espuma de caldo de cana, matam a sede. O cardápio inclui itens de café da manhã, frutos do mar, massas, sanduíches, PF, espumantes e vinhos. Edifício Touring, Praça Mauá, 97247-7691 (100 lugares). 11h/0h (dom. a ter. até 22h). Avenida Vieira Souto, 236, Ipanema, 98556-0221 (300 lugares). 11h/2h. Mais seis endereços. @boteco_belmonte. Aberto em 2002.
ESTÁCIO/CIDADE NOVA
Bar Sambódromo. O que dá samba no endereço que fica a apenas uma quadra da Praça da Apoteose é a comida caseira com muita fartura. Uma prova disso está logo no começo do percurso, com o polvoralho (R$ 52,00), tentáculos de polvo no pão de alho, e a porção de torresmo (R$ 49,90). Em seguida, invista na carne de sol com baião de dois e aipim frito (R$ 55,00), excelente para sanar apetites mais vorazes. Todos os dias tem um prato especial no menu e a rabada com batata e agrião vale a visita aos domingos, quando a caipirinha de limão (R$ 27,00) vira uma ótima companheira. Quem por lá pisa pela primeira vez logo recebe uma sugestão dos donos Norberto e Anderson Zoroastro, pai e filho: é impossível dizer que conhece o local sem experimentar a famosa língua de boi defumada e empanada (R$ 49,90). Rua Benedito Hipólito, 125, Cidade Nova; 2293-6703 (60 lugares). 12h/22h (sáb. e dom. até 20h; fecha seg.). @barsambodromo. Aberto em 1998.
GLÓRIA
Butiá. O pequeno fruto típico da Região Sul inspira o nome do bar, aberto em novembro de 2025 e já queridinho da vizinhança, que bate ponto na feijoada mensal, sempre aos sábados. Destaque no cardápio, o tartar de carne de sol (R$ 43,00) vem com picles de maxixe, pimenta-de-cheiro, creme de castanha e cama de tapioca suflada. Já o carpaccio de tilápia curada em beterraba e melado (R$ 43,00) é guarnecido de coalhada seca e óleo de chili, acompanhado de pastel de puba, a massa da mandioca. Para molhar a garganta, há drinques autorais, como o glória tropical (R$ 28,00), com cachaça infusionada com cravo e manga, e a estrela da casa, butiá sour (R$ 27,00), mescla de cachaça com butiá, limão, clara pasteurizada e xarope de açúcar. Rua Santo Amaro, 158, Glória, 97143-8222 (50 lugares). 18h/0h (sex. até 1h; sáb. 17h/1h; dom. 9h/21h; fecha seg. e ter.). @butiabar.rj. Aberto em 2025.
Deja Vu. O bar trouxe ainda mais charme para a Praça Luís de Camões, onde vez ou outra promove sessões de jazz. Por trás do letreiro neon, comidinhas e vinhos têm bom custo-benefício, caso do canapé ovos & ovas (R$ 32,00, duas unidades), com ovo mole, ovas mujol e creme azedo. Experimente o deck-tuna (R$ 38,00), sanduba de atum confitado com ricota e salada de batatas com wassabi. Na carta que prioriza rótulos de mínima intervenção oriundos de dez pequenos produtores, o branco Dom Dionysius Lorena 2024 é servido em taça (R$ 16,00, 125 mililitros) e o laranja Bella Quinta Ânfora Ribas 2025, em garrafa (R$ 132,00). Há coquetéis clássicos e autorais, assinados pelo sócio Jonas Aisengart: o belle époque (R$ 36,00) mescla bourbon, shrub de pêssego, Licor 43 e sour mix, finalizado com angostura. Rua do Russel, 344, Glória (80 lugares). 17h/23h (sex. até 23h30; sáb. 15h/23h30; dom. a partir das 15h; fecha seg. e ter.). @dejavu_rio. Aberto em 2025.
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Fatchia. A pizza em estilo Detroit, no formato quadrado lembrando uma focaccia, é perfeita para comer com as mãos. As coberturas vão da margherita (R$ 26,00), com molho de tomate, crosta de queijo caramelizada, manjericão e parmesão, à ragu de ossobuco e queijo de cabra (R$ 38,00). A carta de bebidas é a companhia perfeita para quem vai badalar ao som dos DJs. Detentora do prêmio de melhor trilha sonora em VEJA RIO COMER & BEBER 2025, a casa, comandada por Rodrigo Facchinetti, é medalha de prata nesta edição. Experimente o ginger basil smash (R$ 34,00), feito de gim, soda, manjericão, limão-siciliano e xarope de gengibre; ou o balla lemon iced tea (R$ 34,00), que leva Ballantines Finest, xarope de limão-siciliano, caramelo salgado e chá preto. Se bater vontade de comer um docinho, vá de berry white (R$ 32,00): fonduta cremosa de chocolate branco com compota de frutas vermelhas, amêndoas tostadas e névoa de grana padano. Rua Benjamin Constant, 8, Glória (75 lugares). 19h/1h (qua. e qui. até 0h; fecha seg. e ter.). @fatchia_pizza. Aberto em 2024.
Isca. De uma viagem para San Sebastián, Tatiana Fernandes trouxe para o Rio um petisco típico do País Basco. Os pintxos, pequenos bocados normalmente dispostos em balcão, fizeram os cariocas morderem a isca e o pequeno empreendimento virou sucesso. Servidos numa fatia de baguete, o de camarão (R$ 18,00) tem o crustáceo grelhado com sweet chili, acelga marinada, maionese de sriracha e jamón frito; enquanto o de peixe curado (R$ 16,00) leva sardinha ou cavaquinha curada, creme de queijo fresco e óleo de pimenta. Brinde com cerveja Heineken gelada (R$ 20,00, 500 mililitros) ou vermute tônica (R$ 22,00), coquetel feito com Cinzano e água tônica. Para adoçar o paladar, aposte na tarta basca (R$ 18,00), bem cremosa, outro clássico da região espanhola. Rua do Russel, 724-A, Glória (35 lugares). 17h30/0h30 (sáb. a partir das 16h; dom. 14h/23h; fecha seg. e ter.). @_iscaisca. Aberto em 2024.
Jurema – Melhor cozinha de bar 2026/2027
Entre a Glória e a Lapa, numa via cheia de sobrados onde já morou o poeta Manuel Bandeira e o ícone boêmio Madame Satã, uma casinha verde e branca reúne cariocas e turistas que adoram um fervo — sem abrir mão da qualidade. O cardápio pensado por Pedro Attayde, chef revelação de VEJA RIO COMER & BEBER 2026, é baseado em clássicos da botecagem, que aparecem em versões carregadas de criatividade e memória afetiva. “Nossa inspiração foi a Feira da Glória, que serviu como uma paleta de sabores para o primeiro cardápio”, conta ele. A coxinha creme (R$ 18,00), servida com coalhada da casa, e a bala de barriga assada em caramelo de vinho tinto e tomilho (R$ 36,00) seguem firmes e fortes, mas novidades de lamber os dedos acabam de aportar por lá. O surpreendente bolinho de arroz (R$ 20,00) é feito com gohan, cebola-roxa, pimentões e queijo; enquanto a guioza frita de milho e queijo (R$ 28,00) vem com molho de tamarindo. Tudo é produzido na casa (exceto o pão, que vem da finalista Araucária) ou na fábrica de charcutaria Cochon Rouge, que alçou Attayde ao sucesso. Caso da linguiça caracol servida com vinagrete de polvo (R$ 53,00). No balcão de Zurriê Firmo, a cachaça protagoniza o coquetel morais e vale (R$ 29,00), em homenagem à rua onde fica, feito com Lena Prata, Lena Jambu, xarope de rapadura, shrub de maracujá e limão. Desde o fim do ano passado, o sucesso deu origem a um anexo, o Jurema Brasa, onde o cozinheiro mostra seus dotes com o auxílio de uma parrilla de 3 metros. O espaço conta com mais de 100 lugares, e é possível apreciar pedidas como a salada de melancia grelhada, maionese de chimichurri e ervas (R$ 19,00). Rua Morais e Vale, 47, Glória (60 lugares). 12h/2h (dom., até 20h; seg., 17h/0h; qua., 17h/1h; fecha ter.). @jurema.bar. Aberto em 2024.
LAPA
Beco do Rato. Lúcio Pacheco comanda com simpatia um dos endereços mais famosos de samba do Rio — Moacyr Luz, Tia Surica, Diogo Nogueira e Thiaguinho são alguns dos artistas que já soltaram a voz por ali. São três ambientes interligados, que ficam lotados de gente dançando e bebendo no melhor estilo carioca. Cervejas de casco como a Amstel (R$ 17,00) circulam pelas mesas, dividindo espaço com drinques, a exemplo do bom aprendiz (R$ 28,00), à base de Tanqueray com tônica, canela, limão-siciliano e taiti. Para matar a fome, tem a costela do rato (R$ 79,00), feita com carne suína no molho barbecue e guarnecida de fritas, e o cupim com torradas (R$ 55,00), que acaba de voltar ao cardápio. Todo domingo tem feijoada (R$ 45,00), servida com arroz, couve e farofa. Rua Joaquim Silva, 11, Lapa, 2508-5600 (500 lugares). 18h/1h (ter. e qua. até 0h; sex. e sáb. até 2h; dom. 11h/21h). @becodorato. Aberto em 2005.
Braseiro Labuta. Em sua passagem pelo Rio durante o Carnaval de 2026, Sarah Jessica Parker deu pinta pelo local que ajudou a colocar a Rua do Senado no mapa. A atriz começou com alguns clássicos, como o pão de alho (R$ 15,00) e o mate da casa (R$ 12,00). Depois, compartilhou com amigos o ancho (R$ 98,00, 300 gramas), guarnecido de baião de dois com aipim frito (R$ 36,00), e experimentou a tradicional caipirinha de limão (R$ 22,00). Quem comanda a brasa cheia de fãs — até de fora do Brasil — é o chef Rodrigo Monteiro, que começou no local como parrillero. A eterna Carrie Bradshaw não chegou a pedir, mas o bolo de chocolate com toffee artesanal (R$ 30,00) fecha com chave de ouro. Vale a visita também ao Labuta Leblon, aberto na Rua Dias Ferreira no início do ano, e ao Labuta Mar, focado em insumos que vêm do oceano. Braseiro Labuta: Rua do Senado, 65, Lapa, 97577-3209 (70 lugares). 11h30/23h (seg. e ter. até 17h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/19h). @labuta_braseiro. Aberto em 2023. Labuta Mar: Rua do Russel, 450B, Glória, 99084-6774 (40 lugares). 11h30/23h45 (dom. 12h/20h; fecha seg.). Mais dois endereços. @labuta_mar. Aberto em 2022.
Cazota Bar. A escada que atravessa os três andares do casarão desemboca em um agradável terraço, que tem clima de churrasco entre amigos em alguma laje do subúrbio carioca. Para abrir o apetite, linguiça bovina cuiabana (R$ 54,00, 300 gramas). Depois é hora de bife de chorizo black angus (R$ 144,00, 400 gramas), servido com farofa e chimichurri. Dica: por ali até os vegetarianos são bem-vindos. Além do jiló (R$ 18,00) ou quiabo grelhado (R$ 18,00), a opção mais completa para eles é o churrasco feito com a seleção de vegetais do dia (R$ 50,00). Uriel Árias pode até ter vindo criança para o Brasil, mas tem no sangue argentino a vocação para a brasa. Ela se faz presente até no bar — não deixe de experimentar o bloody mary defumado (R$ 32,00). Avenida Mem de Sá, 126, Lapa, 2509-0996 (80 lugares). 12h/0h (ter. a partir das 17h; sáb. a partir das 13h; fecha dom. e seg.). @cazotabar. Aberto em 2017.
Dida Bar e Restaurante. Após uma década de efervescência na Praça da Bandeira, Dida Nascimento começou o ano de 2026 em novo endereço, no coração da Lapa, mantendo as raízes africanas em receitas aprendidas no continente. De Moçambique, trouxe o caril de camarão (R$ 70,00), prato com os crustáceos salteados no alho, arroz e farofa de dendê, servidos no abacaxi. O calulu de carne-seca (R$ 66,00), com guisado de quiabo e berinjela, guarnecido de pirão de farinha de mandioca, veio de Angola. Para iniciar o percurso, uma variação de um clássico das praias cariocas: a porção de cigarretes de queijo de coalho (R$ 40,00, seis unidades), empanados na massa folhada com ervas finas. Adoce o paladar com pudim de tapioca com calda de hibisco (R$ 17,00) e experimente drinques como o onilê (R$ 35,00), à base de cachaça ouro com manjericão, limão-siciliano, calda de açúcar, espuma cítrica e mel. Rua do Lavradio, 192, Lapa, 97956-4883 (250 lugares). 12h/0h (ter. a partir das 16h; dom. até 20h; fecha seg.). @didabar.erestaurante. Aberto em 2015.
Kim Pocha. Em coreano, pojangmacha significa barraca de comida de rua. Por terem começado nas feiras gastronômicas da cidade, Martin Kim e a esposa, Priscila Lima, puseram a abreviação “pocha” no nome do negócio. O cardápio é escrito nos azulejos, dando a dica de que as delícias mudam com frequência. Mas clássicos como o frango frito sempre estão presentes, mesmo que agora numa versão mais apimentada, com gochujang (R$ 65,00). Outro destaque é o kimchi bokkeumbap (R$ 59,00), arroz de acelga fermentada com pimenta, pernil desfiado e ovo frito com gema mole. A tradição também está nas bebidas: o soju (R$ 17,00, 50 mililitros) é um destilado à base de arroz e batata-doce. Avenida Gomes Freire, 176-C, Lapa (18 lugares). 11h30/16h (seg. a partir das 12h; sáb. 12h/17h; fecha dom.). @kimpocharj. Aberto em 2023.
Suru Bar. O sócio Igor Renovato explica que o significado de “suru” é mistura, e no boteco do Baixo Lapa a junção foi entre Rio e Minas. Dentre as novidades, o coração de galinha flambado no rum (R$ 35,00) já caiu no gosto da clientela; bem como o caju sem nome (R$ 31,00), feito com Cointreau, gim Tanqueray Bossa Nova, calda de caju, limão e arruda, boa nova na ala das bebidas. Há pedidas que fazem sucesso desde a abertura — quem já tomou o mangaleta (R$ 28,00), com vodca, purê de manga com pimenta e espuma de gengibre, costuma repetir. Atravesse a rua e dê um pulo no Suru Bafo, segunda casa dos sócios, com destaque para preparos na brasa. Rua da Lapa, 151, Lapa, 97986-5715 (54 lugares). 17h/2h (seg. a partir das 19h; qua. até 1h; sáb. a partir das 12h; dom. 12h/21h; fecha ter.). @surubar.rj. Suru Bafo: Rua da Lapa, 128, Lapa (110 lugares). 17h/1h (sex. e sáb. a partir das 12h; dom. 12h/20h; fecha seg.). @surubafo.rj. Aberto em 2024.
Lambe Lambe. A marca escolheu a Lapa para sua estreia fora de Minas Gerais, em novembro de 2025, e a unidade já é a mais movimentada da rede. Ocupando um espaço descolado e sem frescura, a casa tem como carro-chefe coquetéis feitos com sucos naturais de frutas, com teor alcoólico de 6% proveniente da própria fermentação. As bebidas podem ser consumidas no copo (R$ 14,00, 380 mililitros), na lata (R$ 15,00, 350 mililitros) ou em growler (R$ 48,00, 1 litro). Os sabores, leves e refrescantes, são rotativos, mas há três opções fixas em lata: tangerina, limão e sal; limonada rosa e manga com maracujá. Para comer, pizzas (R$ 69,00), nos sabores margherita, calabresa, mortadela com creme de parmesão e napolitana com queijos mineiros. A novidade é o primeiro drinque sem álcool da marca, o lambe lambe zen (R$ 13,00, a lata), com mix de frutas e plantas adaptógenas. Rua Morais e Vale, 43, Lapa (40 lugares). 18h/2h (sáb. e dom. 15h/3h; fecha ter.). @bebalambelambe. Aberto em 2025.
SANTA TERESA
Armazém São Thiago. Tombado pelo patrimônio histórico, o espaço é batizado em homenagem à cidade natal do fundador espanhol — Santiago de Compostela. Desde que virou bar, na década de 1970, passou a ser popularmente conhecido como Bar do Gomez. Terceiro lugar na categoria bar tradicional, o estabelecimento mantém o clima “retrô”, com mobiliário antigo e decoração de madeira. O teto é adornado com bandeirinhas de diferentes países, comprovando que ali todos são bem-vindos. Parada obrigatória em Santa Teresa para provar a coxinha de mortadela (R$ 17,00) e o bolinho se ligue (R$ 17,00), campeão de vendas, feito de batata-doce, carne-seca e gorgonzola. A oferta de cachaças surpreende pela variedade. Destaque para algumas premiadas como a Magnífica Reserva Soleira (R$ 55,00, 50 mililitros) e Sanhaçu Soleira (R$ 115,00, 50 mililitros). Rua Áurea, 22, Santa Teresa, 2232-0822 (50 lugares). 12h/0h (dom. até 23h). @armazemsaothiago. Aberto em 1919.
Bar do Mineiro. Não é incomum ver cariocas e turistas fazendo fila para degustar a famosa feijoada (R$ 155,00, serve duas pessoas), que chega à mesa com arroz, farofa de torresmo, couve mineira refogada e laranja. O chope Estrella Galicia (R$ 17,00, 330 mililitros) vai bem com o prato. Para abrir os trabalhos, tem porção de minipastéis (R$ 65,00, vinte unidades), com recheios de feijão-mineiro, carne-seca com catupiry, camarão e carne; ou caldo de vaca atolada (R$ 28,00), um creme de aipim com costela bovina desfiada. A batida de gengibre (R$ 15,00) é outra tradição do espaço, que tem na fachada um mural assinado por Rafa Mon em homenagem a Diógenes Paixão, fundador que permaneceu 35 anos à frente do local. Rua Paschoal Carlos Magno, 99, Santa Teresa, 2221-9227 (120 lugares). 8h30/22h30 (dom. até 22h). @bardomineiro. Aberto em 1992.
Explorer Bar. Os donos prometem uma mudança radical de identidade até o fim de 2026, mas, por enquanto, o local segue atendendo os frequentadores no mesmo clima de hostel moderno, com um menu que transita entre Itália, Argentina e Brasil. Criação do chef Mario Lucas, o bondiola de cerdo braseado (R$ 79,00) traz tiras do corte suíno com musseline de batata e ragu de cogumelos ao vinho malbec. Já a costa amalfitana (R$ 92,00) é um fettuccine com frutos do mar e molho bisque cremoso. Ambos vão muito bem com coquetéis, a exemplo do bourbon passión (R$ 39,00), que leva Jim Beam com redução de maracujá e especiarias, Campari e suco de limão, e do solado búfalo (R$ 37,00), com gim, xarope de pimenta-da-jamaica, alecrim, suco de limão e água tônica. Rua Almirante Alexandrino, 399, Santa Teresa, 97061-4486 (120 lugares). 12h/0h (seg. a partir das 16h; sex. e sáb. até 1h). @explorerbar. Aberto em 2016.
Indecente Café. Discos de vinil por todos os lados dão a dica: por aqui, gastronomia e boa música se completam. A curadoria musical garante os acordes perfeitos para harmonizar com os drinques da casa. O marola (R$ 37,00) mistura acerola, maracujá, rum, hortelã e xarope de gengibre; enquanto o manuel bandeira (R$ 39,00) mescla uísque com licor Gabriela, hortelã e água com gás. Criado por Sofia Nepomuceno, o menu de comidinhas é descomplicado. Vale pedir sanduíches como o cogu (R$ 49,00), com portobello, pesto caseiro e queijo meia-cura na focaccia, e há ainda pratos que exaltam sabores asiáticos com toques brasileiros — o ramen de costela (R$ 53,00), com ovo perfeito e nori, é a tradução perfeita dessa combinação. Só chegar, relaxar e curtir. Rua Felício dos Santos, 3, Santa Teresa (35 lugares). 18h/0h (dom. 15h/21h; fecha seg. e ter.). @indecentecafe. Aberto em 2025.
VEJA RIO COMER & BEBER 2026 é uma realização da Editora Abril com patrocínio master de BTG Pactual, patrocínio de Governo do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio de Janeiro e JBS, apoio de IFood, Baden Baden e Bacalhau da Noruega/Sea Food From Norway, além de parceria Castas Importadora.





