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Comuna anuncia fechamento e lança financiamento coletivo para despesas

Mais uma vítima da crise causada pelo novo coronavírus, a empreitada, aberta em 2011, em Botafogo, busca ajuda para quitar salários e rescisão da equipe

Por Carolina Barbosa Atualizado em 23 jul 2020, 12h36 - Publicado em 23 jul 2020, 12h32

Uma triste notícia: após quase nove anos, a Comuna, em Botafogo, anunciou que vai ter de fechar as portas em função dos efeitos da pandemia causada pelo novo coronavírus. Para isso, o reduto – conhecido por seus projetos multiculturais, colaborativos e pelo famigerado hambúrguer, claro, – lançou uma campanha de financiamento coletivo, cujo objetivo é arrecadar R$ 200 000 a fim de quitar o salário dos quinze funcionários (julho e agosto) e a rescisão dos contratos (prevista para setembro).

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Não por acaso, o encerramento do Comuna, endereço na Rua Sorocaba vanguardista de feiras de pequenos produtores, vitrine para boas cervejas artesanais, shows intimistas e exposições originais, para citar alguns exemplos, causou comoção entre os frequentadores, sobretudo nas redes sociais. Mas, para bater a meta, é preciso um esforço até 31 de agosto. Por enquanto, a arrecadação está em 6% do montante.

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Há várias de formas de contribuir e outras tantas recompensas: desde lembranças (R$ 30,00), a exemplo de um broche, como camisa (R$ 120,00) e até o delivery a última ceia (R$ 250,00). Esse último inclui uma refeição para duas pessoas com hambúrguer, batata e o clássico mate, além das outras recompensas (frete à parte ou retirada no local).

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Comuna
Comuna: cenário de encontros na era pré-pandemia Felipe Fittipaldi/Veja Rio

Diz um trecho do texto da campanha: “Essa microeconomia de encontros está paralisada desde março sem operações de bar e restaurante. Na cidade, os eventos do ano estão cancelados. Com a receita no zero e o custo fixo ativo, as dívidas do passado aumentando a cada dia, mais a pandemia desgovernada pelo negacionismo no país, tivemos que decidir fechar definitivamente as portas da nossa casa em Botafogo”. Como a maioria dos pequenos negócios no Brasil, a Comuna está quebrada com os efeitos desse momento e precisamos de apoio da nossa rede para encarar essa difícil falência. A estrutura que existia para garantir o desenvolvimento deste trabalho não se sustenta mais nessa nova realidade de circulação e consumo.

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Tentamos projetar muitas alternativas e futuros possíveis, mas encontramos a porta fechada para financiamentos institucionais (governo e bancos), e mesmo a possibilidade de uma volta da operação somente com o delivery produziria ainda mais dívidas a um sistema matematicamente falido. A conta não fecha, precisamos estancar o endividamento. Antecipar esse movimento de saída da casa foi o melhor caminho que encontramos de manter a transparência com quem trabalha e se relaciona com a Comuna. Pessoas, projetos, empresas e sistemas precisam se adaptar para sobreviver em um mundo ainda desconhecido”.

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Aos interessados, o link do financiamento coletivo pode ser acessado aqui.

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