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Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos

Vinho e Dietas

Hoje começa mais um ano e mais uma dieta. Que 2018 lhe traga mais vinhos e menos quilos.

Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 jan 2018, 10h53 | Atualizado em 1 jan 2018, 10h53
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 (Shutter/Vinoteca)
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Hoje começa mais um ano e mais uma dieta. Que 2018 lhe traga mais vinhos e menos quilos. Sim, é possível conciliar perda de peso com o consumo dos vinhos, e este é nosso tema de hoje.

Ser gordo hoje em dia é quase um crime. A forma atual é da magreza, com revival do look Twiggy, modelo que marcou os anos 60, acrescida de músculos aos corpos moldados nas academias e nas farmácias especializadas em complementos alimentares à base de proteínas e hormônios. A ditadura do padrão vigente liga magreza e músculos à beleza e à saúde. O magro e “sarado” representa o belo e saudável. O gordo é… digamos, “gordo”. Por isso, um dos setores mais requisitados da medicina atual é o da nutrição, especialmente dos regimes de emagrecimento.

Os nutricionistas costumam ser radicais em relação ao álcool nas dietas, restringindo totalmente o consumo. Para muitos adeptos da alimentação natural, o álcool é um veneno e um pecado. Como resultado, as mesmas pessoas que cortam o vinho utilizam tranqüilizantes, antidepressivos, diuréticos, anabolizantes e termogênicos.

Não vou enumerar aqui a longa lista de benefícios à saúde proporcionados pelo vinho, para tal leia “Vinho & Saúde”, neste livro. Apenas concluo que, com sua riqueza nutricional, nada mais natural que incluir o vinho nas dietas de emagrecimento. Opinião compartilhada pela endocrinologista e enófila carioca Ana Luísa McDowell, que costuma indicar vinho para seus pacientes. “Costumo receitar uma taça de vinho tinto três vezes por semana no jantar. Esse hábito traz uma série de benefícios: é ótimo para o colesterol e não compromete o emagrecimento”.

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Pesquisas na França, Itália e nos Estados Unidos comprovam que o vinho não só substitui as calorias dos carboidratos, mas diminui a necessidade de consumo das mesmas. Por isso, favorece a perda de peso e, principalmente, ajuda e prevenir o principal problema dos obesos que é recuperar o peso perdido depois de um regime – o chamado efeito sanfona.

Outro adepto do vinho é o nutrólogo João Curvo, autor, em parceria com o professor de educação física Walter Tuche, do livro “As Cinco Estações do Corpo”. Curvo lista o vinho tinto como um dos alimentos aliados à elegância e afirma que um cálice da bebida promove uma benéfica vasodilatação, estimulante da libido e do bem-estar geral. Em maiores quantidades, porém, o vinho se torna nocivo à saúde e à boa forma.

Mas quanto o vinho “engorda”? A quantidade de calorias em uma taça de vinho depende principalmente de seu teor de álcool e de açúcar. Genericamente, uma taça de 50 ml de vinho branco doce contém cerca de 120 Kcal. Se a mesma taça contiver vinho tinto seco, representará cerca de 80 Kcal. Já o vinho branco seco, o que menos engorda, representaria aproximadamente 60 Kcal.

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Um adulto de 75 Kg tem necessidade diária de cerca de 3.000 Kcal. Dessa parcela, até 500 Kcal podem ser de vinho. Consumido até esta quantidade, o álcool é totalmente absorvido, metabolizado e eliminado nas secreções naturais e pelos pulmões. Assim, o vinho pode substituir até 500 Kcal de gorduras e açúcares, sendo completamente queimado e não acrescendo um grama sequer ao peso.

A aritmética diz que pode-se incluir na dieta diária, por exemplo, duas taças (100 ml) de um tinto seco, desde que se corte do menu açúcares e gorduras proporcionalmente às 160 Kcal que esta quantidade de bebida representa. Equivale a cortar 30 gramas de chocolate ao leite ou 20 gramas de manteiga. Ou seja, pode-se conservar o vinho, consumido com moderação, na dieta diária e ainda assim emagrecer, desde que diminuindo as calorias equivalentes em outros alimentos. Na realidade, para emagrecer o melhor é uma dieta equilibrada aliada a exercícios.

Não deve-se esquecer que o bom vinho proporciona uma sensação de bem-estar. E uma dieta de emagrecimento requer uma mudança de hábitos alimentares. Qualquer modificação tem mais chances de ser bem-sucedida se for feita com algum prazer.

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