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Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos
Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos
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Uvas aromáticas – quando o vinho é quase um perfume

Alguns tipos de uvas possuem aroma peculiares, intensos e florais, e encanta, em especial quem está se iniciando no mundo do vinho

Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
25 ago 2023, 05h00

Ao analisamos um vinho um dos quesitos importantes é a intensidade aromática. Estes aromas são classificados em “primários” (vindos diretamente da uva, como notas flores e frutas), “secundários” (vindos do processo de transformação da uva em vinho, ex: fermentos ou carvalho) e terciários (gerados pelo anos de envelhecimento em garrafa, como aroma de couro ou cogumelos).

 

Há uma família de castas (tipos de uvas) que geram vinhos com mais aromas primários que outras. As ditas “castas aromáticas”, são uma família de brancas perfumadas, nas quais são intensas as notas como flores, herbáceos e cítricos.

 

Exemplos comuns são gewürztraminer, torrontés, riesling, alvarinho, viognier, sauvignon blanc e moscato. Essa última na realidade é uma família com inúmeras variações, como a muscat blanc à petits grains, moscato giallo, moscatel de alexandria, moscato de hamburgo, entre inúmeras outras. Aromas comuns são rosas e lichias nas moscatos, gewürztraminer e torrontés; flores brancas – viognier; cítricos e flores – riesling; herbáceos, cítricos – sauvignon blanc, por exemplo.

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Embora não haja uma definição legal para esta categoria, as castas aromáticas seriam as que possuem maior concentração de compostos aromáticos achados naturalmente nas uvas, chamados de terpenos. A moscato, uma das mais aromáticas, possui concentração de terpenos cerca de 30 vezes maior que a chardonnay, uma não aromática. É por sua concentração de aromas primários que normalmente vinhos de castas aromáticas são elaborados com fermentações à frio, em aço inox, de modo a preservar as notas primárias ao invés de encobri-las como técnicas como o amadurecimento em barricas. Outras, não aromáticas, como a chardonnay, ganham muito com fermentação em barricas de carvalho, contato com suas borras finas e a fermentação malo-lática, fermentação que baixa acidez nos vinhos e enriquece os aromas e textura.

 

Os brancos de castas aromáticas vão dos mais secos aos de sobremesa e são uma boa opção para o enófilo iniciante. Agradam fácil, tem notas facilmente reconhecíveis e são versáteis, pois podem ser apreciados sem comida ou à mesa, como uma boa variedade de pratos, como cozinha indiana, tailandesa, indiana ou mesmo baiana, além de inúmeros pratos da cozinha europeia e e sobremesas.

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