Carlos Roberto Osório é acusado de negociar propina em desapropriação

Denúncia faz parte da delação de Carlos Miranda, um dos operadores de Cabral

Aecio Neves Filiação Carlos Osorio ao PSDB

Carlos Roberto Osório é acusado de ter pago propina ao Governo do Estado em uma negociação que rendeu R$ 70 milhões à sua família. A denúncia faz parte da delação de Carlos Miranda, um dos operadores do sistema de corrupção que existiu durante a gestão de Sérgio Cabral.

De acordo com o delator, o caso envolve uma concessionária pertencente à família do atual deputado e localizada no Estácio, que teve parte de seu terreno desapropriado pelas obras do metrô em 1976. Na ocasião, os proprietários da loja foram à Justiça por discordarem do valor estipulado pelas autoridades para compensação, que hoje equivaleria a aproximadamente R$ 9 milhões. O processo se arrastou por 40 anos e, em 2008, um acordo encerrou o impasse.

Segundo Miranda, a viabilização do trato se deu após o pagamento por Osório de R$ 2 milhões de propina negociado em 2007. Já no ano seguinte, o Governo do Estado deu início ao pagamento da desapropriação, que totalizou R$ 73 milhões. As informações são do portal G1, que apurou que a a loja está sob responsabilidade do irmão do deputado desde  2014. Procurado pela reportagem do site de notícias, o parlamentar afirmou que desconhece qualquer desapropriação relacionada ao caso feita em 2007.

Leia nota encaminhada pela assessoria de imprensa do parlamentar a Veja Rio:

A indenização paga pelo Estado, que é referida na matéria, é decorrente de um litígio judicial da Auto Modelo, o qual se iniciou nos anos 1970. O objeto da ação foi a o fechamento e desapropriação da sede da Auto Modelo no Estacio para a construção da expansão do metrô para a Tijuca. Essa ação, depois de três décadas, encerrou-se com o trânsito em julgado de decisão favorável à Auto Modelo, em última instância, resultando em indenização devida à empresa. O deputado Carlos Osório jamais esteve à frente da Auto Modelo. Jamais sequer participou, direta e indiretamente, de qualquer decisão da empresa. Deixou a sociedade, da qual seu pai era o sócio majoritário, em 1996. O deputado reitera que jamais esteve com Carlos Miranda para negociar pagamentos de propinas de qualquer espécie, prática que sempre repudiou dentro e fora da vida pública. É importante também destacar que no período de 2007 e 2008 Carlos Osório atuava não atuava no setor público, onde somente ingressaria em 2010 para assumir a secretaria municipal de conservação e serviços públicos da Prefeitura do Rio.

Obs.: Essa nota teve seu texto atualizado após a publicação, em 13/07/2018, às 16h40, para inclusões de informações enviadas pela assessoria de imprensa do deputado estadual Carlos Roberto Osório. Além disso, o irmão de Osório assumiu a loja em 2014 e não em 1996, como afirmamos anteriormente.

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