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Operação Ressonância prende 20 pessoas por esquema de corrupção na saúde

Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em bens dos envolvidos

Por Redação VEJA RIO - 4 jul 2018, 16h22

Marcelo Bretas pediu nesta quarta (04) a prisão de 22 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de corrupção no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e na secretaria estadual de Saúde. Além da medida, o juiz determinou o bloqueio de R$ 1,2 bilhão em bens dos envolvidos.

Dos 22 mandados de prisão, 20 foram cumpridos. O empresário Miguel Iskin é apontado como um dos líderes do esquema e foi um dos detidos. Constam também na lista André Loyelo, atual diretor do Into, e outros membros da diretoria do instituto. Secretário de saúde durante o governo Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes foi intimado a depor, mas não foi encontrado em casa. No começo da manhã, ele saiu para acompanhar a filha em uma cirurgia em um hospital em Copacabana.

De acordo com delatores, o esquema que originou a operação realizada nesta quinta teve início em 1996 e funcionou até 2007. Ele consistia em um cartel no qual fornecedores pagavam propina em troca de favorecimento nas licitações para equipamentos médicos no Into. Quem quisesse ser escolhido precisava entregar 40% do valor do contrato ao empresário Miguel Iskin.

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