Mário Frias tem 48 horas para explicar ao STF por que viajou ao Bahrein

Deputado é procurado desde abril para explicar a destinação de verbas parlamentares a ONGs ligadas ao filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 Maio 2026, 12h10
Mario Frias sorrindo e apontando o dedo indicador para cima, vestindo terno azul-marinho e gravata lilás. Ao fundo, uma bandeira do Brasil e um microfone.
Mário Frias viajou ao Bahrein na semana passada (Câmara dos Deputados/Divulgação)
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O ministro do STF Flávio Dino deu prazo de 48 horas para que a Câmara dos Deputados explique a viagem internacional do deputado federal Mário Frias (PL-SP). O deputado está fora do Brasil enquanto um oficial de Justiça tenta intimá-lo há mais de um mês em uma ação envolvendo o repasse de emendas parlamentares para ONGs ligadas ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) financiada por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

De acordo com informações da jornalista Camila Bomfim, da GloboNews, o ofício foi enviado nessa quarta-feira (20) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). No documento, Dino pede esclarecimentos sobre prazo, custos, pagamentos e condições da “missão internacional” alegada por Frias.

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O deputado viajou ao Bahrein na semana passada em uma agenda organizada pela embaixada do país no Brasil. Segundo Frias, a visita teve como objetivo “fortalecer as relações bilaterais entre a República Federativa do Brasil e o Reino do Bahrein”. Desde então, o parlamentar não retornou ao país.

A ausência do deputado ganhou peso dentro da investigação porque um oficial de Justiça tenta localizá-lo desde abril para notificá-lo em uma ação que questiona a destinação de verbas parlamentares a organizações não governamentais. As ONGs investigadas têm ligação com a produtora do longa. Segundo os autos, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, apontada como produtora do filme.

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A ação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que pediu ao STF a apuração dos repasses. Em 21 de março, Flávio Dino determinou que Frias se manifestasse em até cinco dias sobre os fatos apresentados.

Desde então, as tentativas de intimação fracassaram. Em 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça tentou intimar o parlamentar três vezes em seu gabinete na Câmara, sem sucesso. Depois, Dino determinou que a Câmara informasse os endereços de Frias em Brasília e São Paulo.

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Na semana passada, novas diligências foram realizadas, mas novamente o deputado não foi localizado. Nesta terça-feira (19), o portal G1 revelou que o endereço fornecido pela Câmara ao STF não pertence mais ao parlamentar há cerca de dois anos.

A Câmara dos Deputados confirmou ter recebido o ofício enviado pelo ministro do STF. Segundo a Casa, Frias apresentou dois pedidos de missão internacional sem custos para a Câmara, sendo que nenhum deles foi autorizado oficialmente.

O primeiro pedido previa viagem ao Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. O segundo tratava de uma agenda em Dallas, nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 21 de maio.

 

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