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Prefeito Marcello Crivella é preso na manhã desta terça (22)

Na reta final de seu mandato (nove dias), o gestor foi preso em casa, na Barra, em operação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público

Por Carolina Barbosa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
22 dez 2020, 07h39 • Atualizado em 22 dez 2020, 08h25
Crivella
Crivella: esquema ilegal teria movimentado cerca de R$ 50 milhões (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça (22) em sua casa, no condomínio Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste. A três dias do Natal e na reta final de seu mandato (a nove dias do término), o político foi capturado pouco antes das 6h  em ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro por conta da investigação de um suposto “QG da Propina” (leia-se esquema de corrupção dentro da prefeitura), desdobramento da Operação Hades.

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    Além dele, que foi levado por quatro carros com policiais e promotores à Cidade da Polícia, na Zona Norte, foram presos Rafael Alves, apontado como operador do esquema, o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além de outro empresário identificado como Adenor Gonçalves dos Santos. O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da ação, mas não foi encontrado em sua residência carioca. Ele teria se mudado para Belém e deve se apresentar à polícia.

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    Os mandados são cumpridos pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), do MP-RJ. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

    A investigação, que mira no governo Crivella, baseia-se na colaboração premiada do doleiro Sergio Mizrahy, preso pela operação Câmbio, Desligo, no ano passado, após admitir ser responsável pela lavagem de dinheiro para o esquema que ocorria dentro da prefeitura. Antes de entrar na Delegacia Fazendária, por volta das 6h30, Crivella, em declarações à imprensa, disse ser “vítima de perseguição política” e que, em sua gestão, combateu a corrupção, por isso quer “justiça”. 

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    Como o vice-prefeito, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume o comando da prefeitura neste período de prisão é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

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