Hyrox, o treino que mistura corrida e força, é febre nas academias cariocas

Com expansão acelerada e provas lotadas, a modalidade esportiva nasceu na Alemanha e cresce em ritmo acelerado na cidade

Por Natália Boere 27 mar 2026, 07h34 • Atualizado em 27 mar 2026, 11h23
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Hit do verão: primeiro campeonato da modalidade no Rio, em novembro, reuniu 3 000 pessoas  (./Divulgação)
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  • O nome é uma junção das palavras “híbrido” e “rockstar” e a intenção é que qualquer “mero mortal” possa participar dos treinos e das competições. Criado na Alemanha, em 2017, por Moritz Fürste, bicampeão olímpico de hóquei sobre grama, e Christian Toetzke, triatleta e empresário com experiência na realização de grandes eventos, o Hyrox combina doses homeopáticas de corrida e exercícios funcionais básicos – e cresce em progressão geométrica.

    A modalidade está presente em trinta países, angariou 1,5 milhão de praticantes e já tem cerca de 15 mil espaços pelo mundo disseminando seus princípios. No Google, a busca pelo termo quadruplicou nos últimos doze meses e, de olho no mercado, a Puma lançou um tênis voltado para a prática, de 260 dólares (cerca de 1 330 reais).

    O esporte chegou ao Brasil no ano passado e, hoje, pode ser encontrado em mais de trezentas academias – a meta é dobrar esse número até dezembro, e o Rio é uma aposta alta no projeto de expansão. “O nosso primeiro campeonato, em setembro, em São Paulo, reuniu 2 mil participantes. No da capital fluminense, em novembro, foram 3 mil. O carioca leva a saúde a sério”, constata o inglês Eddie Dier, diretor-geral do Hyrox Brasil.

    A competição engloba oito estações de exercícios, intercaladas com 1 quilômetro de corrida. As atividades testam a resistência, a força e a agilidade dos participantes e vão do remo ergométrico ao lançamento de bola medicinal, passando por agachamento com sacos de areia e por empurrar e puxar trenós – e podem ser praticadas em dupla, para dividir a carga.

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    Em dupla: o proprietário da Bruk Fit, Gabriel Amaro, treina e compete ao lado da esposa, Amanda (./Divulgação)
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    Diretor-técnico da Bodytech, Dudu Netto venceu a prova do Rio na categoria 60-64 anos, ao lado de um amigo, e se prepara para disputar o mundial na Suécia. Ele conheceu a modalidade numa feira esportiva na Alemanha, em 2018, e decidiu importá-la. “Vinha percebendo um declínio do CrossFit, por conta da alta intensidade e demanda técnica. Os exercícios exigem muito e acabam se tornando uma barreira. O Hyrox é mais acessível”, observa Dudu.

    Ele conta que começou oferecendo duas turmas, em setembro, na unidade do Vogue Square, na Barra. Hoje, são seis, com previsão de estreia no Città Office Mall e no Shopping Leblon ainda neste semestre. “É um esporte dinâmico e viciante. Eu só gostava de musculação e agora consigo fazer exercícios cardiovasculares sem sofrer”, comemora a designer de interiores e aluna Christine Junger, de 50 anos.

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    Para qualquer corpo: o Hyrox é mais acessível, por isso vem fazendo sucesso, defende Dudu Netto, diretor da Bodytech (Ana Paula Amorim/Veja Rio)
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    Superar limites e ir além da usual musculação é o que encanta os novos praticantes, que durante uma hora participam de aulas coletivas, supervisionadas por professores treinados. Até então frequentadora de “treininhos fofos de ginástica localizada”, a economista Luiza Balcaza, 33, diz que o esporte abriu seus horizontes. “Sempre fiz atividade física para emagrecer, mas agora passei a ter prazer”, relata ela, que se prepara para estrear em competições, na etapa de Buenos Aires do campeonato de Hyrox, em junho.

    “Tínhamos um espaço dedicado ao CrossFit, mas a novidade vem roubando a cena”, destaca Gabriel Amaro, proprietário da Bruk Fit, na Barra. Coordenador do laboratório de fisiopatologia do exercício da Uerj, Gustavo Casimiro alerta sobre possíveis excessos. “O Hyrox é uma empresa, então sempre haverá uma intenção de lucro. Não é um exercício para praticar todos os dias”, esclarece.

    O Hyrox cresce em ritmo acelerado, mas, como em qualquer treino de alta intensidade, o fôlego precisa andar de mãos dadas com o bom senso.

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    Menos intensidade, Mais continuidade: Os principais requisitos e diferenças entre os dois estilos de treino 

    Hyrox:

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    • Dá ênfase à capacidade cardiorrespiratória e à resistência muscular
    • Atividades são sempre iguais, com oito estações intercaladas com corrida
    • Exercícios são simples e acessíveis até para iniciantes 
    • A corrida é fundamental, porque representa 50% da prova 

    CrossFit:

    • O foco é em habilidade, força e potência
    • Os circuitos costumam ser bem variados
    • Exige técnica elevada, com desafios como o levantamento olímpico 
    • A corrida é só um dos exercícios que podem ser utilizados
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