Clique e assine por apenas 4,90/mês

Nova etapa de testagem para coronavírus no Rio começa nesta segunda (31)

Serão testados 3,2 mil moradores de seis comunidades da capital

Por Agência Brasil - Atualizado em 31 ago 2020, 11h32 - Publicado em 31 ago 2020, 11h30

A quarta etapa da testagem rápida para covid-19 em comunidades cariocas começa nesta segunda (31) . Dessa vez, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai levar a ação à Mangueira, ao Complexo do Borel, ao Jacaré, ao Jacarezinho, ao Santo Cristo e à Gamboa, onde 3,2 mil moradores serão testados ao longo da semana. O trabalho segue até sexta-feira (4).

A metodologia é baseada na escolha aleatória de áreas e moradores da comunidade. O sorteio das micro áreas a serem percorridas é realizado pelas equipes da Atenção Primária. As áreas já estão mapeadas pela Estratégia de Saúde da Família. De acordo com a SMS, a intenção da estratégia é ter cobertura representativa da população local.

+Coronavírus: Boletim da Fiocruz mostra Rio em alerta para alta de casos 

Durante a ação nessas micro áreas, os agentes vão de casa em casa e oferecem o teste. Somente um membro da família é escolhido em cada residência. Nesse caso, a escolha é feita com a participação dos moradores. O teste rápido é aplicado na própria casa e a coleta de uma gota de sangue é feita após uma espetadinha na ponta do dedo. O resultado, segundo a SMS, sai na hora.

Além de identificar os anticorpos produzidos na fase inicial da doença, a partir do 8º dia de infecção, o teste é capaz de indicar os que são produzidos em fases mais tardias da doença ou após a recuperação do doente. Mesmo quem foi infectado, mas não apresentou sintomas, pode ser identificado.

+Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

Etapas anteriores

Nas três etapas anteriores foram testados 9 605 moradores de Realengo, Campo Grande, Rio das Pedras, Cidade de Deus, Rocinha e Maré. A testagem começou em 1º de junho e conforme o cronograma, até novembro, vai chegar a 19 comunidades de várias regiões do município. A meta é testar 20 mil pessoas que residem em favelas da capital.

Continua após a publicidade

A secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, disse que com a testagem será possível mapear o comportamento do vírus da covid-19 e monitorar a contaminação nas diversas regiões da cidade. A opção por áreas mais carentes é porque nessas comunidades os moradores enfrentam maiores riscos sanitários, têm maior vulnerabilidade social e mais dificuldade de manter o isolamento social recomendado para evitar propagação do novo coronavírus.

+Já tem vacina? Praias ficam lotadas em domingo de sol 

A SMS vai também identificar o percentual de infectados pelo Sars-CoV-2. As informações ajudam na elaboração do planejamento estratégico de ampliação das atividades econômicas e serviços em geral.

Após a coleta dos dados pelos agentes de saúde da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância de Saúde (Subpav), as informações são encaminhadas à Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), responsável pelo georreferenciamento das informações para alimentar o Painel de Inquérito Soroepidemiológico Covid-19 desenvolvido por técnicos do Instituto Pereira Passos (IPP).

+Covid-19: Rio registra 16 027 mortes pela doença 

 

Continua após a publicidade
Publicidade