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Mangueira, Imperatriz e outras sete escolas definem enredos para 2023

Ordem dos desfiles das agremiações do Grupo Especial será definida na próxima segunda (11)

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6 jul 2022, 18h24 • Atualizado em 6 jul 2022, 18h26
Foto mostra enredos de escolas de samba
Novos enredos: Mangueira aposta no protagonismo preto e Imperatriz usa referências de cordéis nordestinos (./Divulgação)
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  • Na segunda (11), está marcado o sorteio que decidirá a ordem dos desfiles na Marquês de Sapucaí em 2023. Já na contagem regressiva para a grande festa, nove das doze escolas de samba do Grupo Especial definiram seus enredos para o próximo ano. Pautas sociais e raciais, histórias de diferentes regiões do Brasil e homenagens a nomes como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz estão entre os temas divulgados pelas agremiações até o momento. Unidos da Tijuca, Unidos de Vila Isabel e Mocidade Independente de Padre Miguel ainda não anunciaram oficialmente seus enredos.

    Veja alguns que já foram anunciados para o Carnaval 2023:

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    Estação Primeira de Mangueira

    A verde e rosa vai abordar a ancestralidade e a cultura afro-brasileira, recorte que ganhou grande destaque nos desfiles de 2022, com o título “As Áfricas que a Bahia canta”. O enredo vai mostrar as construções das visões de África na Bahia a partir da musicalidade e de instituições negras, dando destaque para o protagonismo feminino e as lutas contra a intolerância, o racismo e pelo fortalecimento da identidade afro.

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    Imperatriz Leopoldinense

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    A Imperatriz Leopoldinense faz também uma viagem ao Nordeste e suas tradições com “O aperreio do cabra que excomungado tratou como má-quebrança e o santíssimo não deu guarida”. O carnavalesco Leandro Vieira, contratado pela escola após o Carnaval de 2022, se debruça neste enredo nas visões delirantes dos cordéis nordestinos que contam histórias fantásticas sobre a chegada de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso – e temido – Lampião ao céu e ao inferno. A narrativa terá como base obras populares da literatura de cordel sobre o tema, como “A chegada de Lampião no inferno”, “O grande debate que teve Lampião com São Pedro” e “A chegada de Lampião no céu”.

    Beija-Flor de Nilópolis

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    A azul e branca, vice-campeã do Carnaval 2022, foi a última escola a anunciar seu próximo enredo: “Brava gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência”. O tema tem foco no povo brasileiro marginalizado e a proposta de trazer um novo marco da fundação do país. “Ao invés de celebrar ritualisticamente o mito fundador da pátria – o Grito do Ipiranga no 7 de setembro -, argumentamos em favor de um novo marco, capaz de oferecer um sentido que consideramos mais próximo da verdade histórica de uma independência que foi conquistada, não proclamada. Este marco é o 2 de julho de 1823, data da vitória das tropas brasileiras na conflagração instalada na Bahia”, diz um trecho do texto divulgado pela agremiação.

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    Salgueiro

    Já a vermelha e branca da Zona Norte vai apresentar o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”. Nele, o paraíso é descrito como um novo Éden que aguarda os excluídos e marginalizados. Um lugar que “reluz em tons fortes de vermelho” e que é descrito como um “paraíso de devaneios, da liberdade democrática das ruas”, “onde a fantasia se mistura com a realidade” e “o sagrado e o profano se misturam”. Desenvolvido por Edson Pereira, o enredo é também uma homenagem ao famoso carnavalesco João Clemente Jorge Trinta (1933-2011), conhecido como Joãosinha Trinta.

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    Portela

    “O azul que vem do infinito” será o enredo da Portela em homenagem aos seus cem anos de história e aos grandes nomes que marcaram esta trajetória. O centenário da azul e branca de Madureira será contado pelo olhar de cinco baluartes: Paulo da Portela, Tia Dodô, Natal da Portela, Davi Corrêa e Mestre Monarco, que faleceu no fim de 2021. A sinopse em vídeo divulgada traz registros de momentos marcantes da agremiação e narração de famosos portelenses, como Paulinho da Viola.

    Império Serrano

    A verde e branca promete um desfile emocionante em homenagem ao sambista Arlindo Cruz. Será uma celebração da vida e obra do artista, assim como sua relação com a agremiação. Junto ao Império Serrano, Arlindo Cruz venceu doze disputas de samba-enredo, como “Jorge Amado, axé Brasil”, de 1989, e “O Império do Divino”, vencedor do Estandarte de Ouro em 2006.

    “Como numa roda de amigos, o Império Serrano promove um reencontro para celebrar o grande Arlindo Cruz. Nesta festa regada a muito samba, vamos relembrar a sua história, seus sucessos e, com eles, percorrer caminhos que nos levará a lugares, reais e simbólicos, que marcam a trajetória desse imperiano de fé”, explica o carnavalesco Alex de Souza. O lançamento da sinopse oficial de “Lugares de Arlindo” será na próxima terça, 12 de julho.

    Grande Rio

    Atual campeã do Carnaval carioca, a tricolor de Duque de Caxias também homenageia outro ícone do samba: Zeca Pagodinho. O enredo “Bem-vindo, Zeca Pagodinho!”, que vai exaltar a história do cantor de Xerém, ainda não teve sua sinopse divulgada.

    Unidos do Viradouro

    A escola niteroiense vai entoar a história de “Rosa Maria Egipcíaca”, considerada a primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil. Com autoria de Tarcício Zanon, o enredo é baseado no livro “Rosa Egipcíaca: Uma Santa Africana no Brasil”, de Luiz Mott, sobre a conturbada trajetória desta mulher que foi escravizada, prostituta, beata e sofreu anos de castigo e descrédito.

    Paraíso do Tuiuti

    Até o momento, a agremiação azul e amarela divulgou somente o nome do enredo: “Mogangueiro da Cara Preta”. A sinopse do enredo desenvolvido pelos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo deverá ser revelada em breve.

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