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De exercício light a prática da moda, o pilates ganha força nas academias

Com fãs como Ed Sheeran e Cristiano Ronaldo, a modalidade deixa a fama de "fácil", ganha aulas intensas, público jovem e vira uma das apostas da turma

Por Angela Cardoso
30 jan 2026, 07h26 • Atualizado em 30 jan 2026, 16h30
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Aposta do momento: modalidade trabalha músculos que normalmente não são ativados na malhação tradicional  (Divulgação/Divulgação)
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  • Para dar conta da maratona de shows ao redor do planeta, o cantor britânico Ed Sheeran decidiu dar um gás na sua rotina de exercícios físicos no início do ano passado. O treino intenso do astro britânico incluía levantamento de peso sobre o reformer, aparelho de pilates semelhante a uma plataforma deslizante conectada a molas.

    Vídeos do craque português Cristiano Ronaldo queimando calorias na mesma máquina costumam viralizar nas redes. Esses exemplos provam algo que é possível notar nas academias cariocas: foi-se o tempo em que o pilates era uma atividade voltada para idosos ou pessoas em reabilitação física, disposto na mesma prateleira da hidroginástica.

    Parece até ironia: numa época em que todos querem resultados rápidos para exibir os músculos no feed, a prática que exige paciência e atenção virou a estrela do mundo do fitness.

    “O mercado do exercício vem experimentando mudanças, e as pessoas estão buscando alternativas além da musculação, que, muitas vezes, é considerada monótona”, avalia o professor do Instituto de Educação Física da Uerj Gustavo Lopes.

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    A American College of Sports Medicine divulga, todo início de ano, uma lista de tendências fitness que costuma servir de bússola para o setor. Em 2026, a categoria que inclui ioga, pilates e mobilidade está entre as cinco principais. O órgão também aponta que a participação em aulas desse tipo cresceu 27% entre 2022 e 2024. No Brasil, os check-ins em aulas do gênero subiram 277% entre 2019 e 2024, de acordo com a plataforma Wellhub (ex-Gympass).

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    De olho nessa onda, a rede Lifefit, com 21 unidades no estado, passou a oferecer pilates coletivo. Cada sessão reúne até doze alunos, todos em cima de um reformer. “A proposta é ter uma aula bem intensa para atingir o público que gosta de treinar e fortalecer, não é restrita a uma faixa etária”, afirma Felipe Righetti, coordenador da rede. “É um exercício mais lento, mas não necessariamente mais fácil. Muita gente tem essa impressão porque o controle da respiração é primordial e a trilha sonora costuma ser mais calma”, observa a professora Amanda Moura.

    Na The Simple Gym, academia queridinha da geração Z, a modalidade está inclusa no plano principal. “O pilates trabalha músculos profundos e estabilizadores, que normalmente não são ativados na malhação tradicional”, resume Julia Coutinho, coordenadora da modalidade na rede.

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    Instagramável: redes como The symple gym e aera atraem a geração z com aulas coletivas, trilha sonora animada e “clima de spinning (Divulgação/Divulgação)

    Criado no início do século XX pelo alemão Joseph Pilates (1883-1967), que conviveu com problemas de saúde na infância, o método, baseado em respiração e precisão, foi inicialmente batizado de contrologia. Alguns movimentos são inspirados na leveza do balé. E os instrutores — no Brasil, somente educadores físicos ou fisioterapeutas podem ministrar — garantem: depois de uma hora de prática, todo mundo sai pingando de suor.

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    “Notamos que muita gente gostava da técnica e da eficiência, mas achava a aula chata. Resolvemos apostar, então, nas aulas coletivas com música, iluminação, professor com microfone. Assim, atraímos uma galera jovem”, diz Mariana de Souza, coordenadora de produto da Aera, que pertence à SmartFit e tem unidades no Shopping Leblon, Lagoa e Barra Olímpica. “Achava que era tipo um alongamento, mas percebi que é um teste de resistência”, conta a aluna Marjory Alves, de 35 anos. Facilmente adaptável, o pilates reduz o estresse e a ansiedade, ajuda nas dores lombares, melhora o sono, a postura e a força muscular. É hora de experimentá-lo. 

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    Aera: Estúdio com pilates coletivo em cima do reformer (Lucas Jones/Divulgação)

    Malhação em dia

    As tendências fitness para 2026

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    Tecnologia para Vestir. Rastreadores fitness, relógios inteligentes, monitores de frequência cardíaca e dispositivos GPS coletam dados de saúde em tempo real.

    Prática em grupo. Clubes de corrida ou ciclismo, além de ligas recreativas para esportes coletivos, como basquete, futebol ou pickleball, ajudam na socialização.

    Programas Voltados para os 60+. O foco é a manutenção ou melhoria do equilíbrio, da massa muscular muscular e da mobilidade. 

    Equilíbrio e fluidez. ioga e pilates ajudam na coordenação e no controle motor.

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    Controle de peso. Com a popularização das canetas emagrecedoras, o desafio é estabelecer a prática regular de exercícios físicos para sucesso a longo prazo.

    Saúde mental. Estudos comprovam que os treinos aeróbico e de resistência reduzem significativamente os sintomas depressivos, com mais benefícios em indivíduos com sintomas leves a moderados. 

    Treinamento de força tradicional. Exercícios com pesos livres, como barras, halteres e kettlebells, são imbatíveis quando o assunto é força muscular.

    A hand holds a paddle against a clear blue sky, preparing to hit a yellow pickleball
    Pickeball: Prática em grupo que ajuda na socialização e frequência no exercício físico (Stefania pelfini la waziya/getty images/Divulgação)
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    Equilíbrio e fluidez: Exercícios mais “devagares” estão ficando cada vez mais populares e ajudam na coordenação e no controle motor (Wesley Tingey unsplash./Divulgação)
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