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Covid-19: ocupação de leitos de UTI na rede privada do Rio chega a 98%

Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio teme colapso no verão, a despeito do que ocorreu na Flórida

Por Carolina Barbosa 2 dez 2020, 12h15

Com a rede pública de saúde quase saturada em termos de ocupação para tratamento do novo coronavírus, a falta de leitos assombra agora o setor privado. Segundo a Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, a taxa em leitos de UTI na capital fluminense é de 98%, ao passo que no estado o índice atinge 70%.

Em entrevista ao “Bom Dia Rio”, da Globo, na manhã desta quarta (2), o diretor Graccho Alvim disse que as unidades particulares debruçaram-se sobre o quadro do verão na Flórida e, a despeito do que ocorreu lá no verão, em julho, quando a lotação chegou a 97%, teme que o colapso chegue por aqui.  “A gente receia que isso possa acontecer, e a rede possa entrar num colapso total”, disse ele, referindo-se à temporada em que as temperaturas bateram a marca de 40ºC em solo americano.

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De acordo com Alvim, no último fim de semana, o tempo de espera por atendimento na emergência da rede particular chegou a cinco horas. Na tentativa de solucionar este problema, os hospitais, já quase sem vagas para terapia intensiva, estão tendo de suspender cirurgias eletivas, o que acarreta outra encrenca, uma vez que muita gente já adiou outros tratamentos com medo de se infectar em meio à pandemia.

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Segundo levantamento da entidade, ainda há disponibilidade de leitos para tratamento em Niterói, São Gonçalo, Campos e Região Serrana. Na Baixada Fluminense, na cidade do Rio e na Região dos Lagos, no entanto, a lotação é quase integral no momento.

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