Clique e Assine a partir de R$ 12,90/mês

Coronavírus: estudos mostram que tipo sanguíneo não interfere no contágio

O médico Fabiano Serfaty participou da série Colunistas Ao Vivo e apresentou resultados de pesquisas internacionais

Por Bruna Motta Atualizado em 17 ago 2020, 20h30 - Publicado em 22 jul 2020, 22h06

Em bate-papo realizado nesta quarta (22), no perfil do Instagram de VEJA Rio, o endocrinologista e clínico-geral Fabiano Serfaty adiantou resultados de pesquisas recentes feitas ao redor do mundo sobre a Covid-19.

Segundo artigo publicado no Medscape, portal dedicado às informações médicas, um estudo da Faculdade de Medicina de Wisconsin apontou que não é correto afirmar que pessoas com sangue tipo O têm menos chances de ser infectadas pelo novo coronavírus porque pesquisas realizadas com sangue de quem ficou doente tinham predominância do sangue tipo A. Isso porque, de modo geral, o sangue tipo O é o tipo mais solicitado nos bancos de sangue, o que não se faz comprovar a tese.

Fabiano Serfaty também alertou sobre os perigos das “fórmulas mágicas” que surgem como soluções para a Covid-19 e são altamente disseminadas pelas redes sociais.

“Agora é o momento de fazer o feijão com arroz: praticar exercícios e buscar uma alimentação balanceada. Essa é a melhor combinação para prevernir doença”, disse.  No fim da conversa, ele indicou um livro para os seguidores de VEJA Rio nas redes sociais. Confira a trechos da entrevista:

+Gabriela Temer, do Juju na Trip: “Turismo do futuro vai focar em natureza”

Risco cardíaco

A Covid-19 se manifesta de diferentes formas. Há quem passe por ela sem sintomas, e há pessoas que, infectadas, podem desenvolver problemas cardíacos ou até um AVC, por exemplo. Há hospitais em que, se o paciente chega na Emergência relatando dor de cabeça, já encaminham a pessoa para o protocolo de tratamento da Covid.

Driblar a preguiça

O melhor exercício é o que a gente faz. Não precisa gastar muito tempo. Entre uma reunião e outra é possível fazer uma sessão de abdominais. Quinze minutos por dia de treinamento já têm grande valor. Menos é mais. Quem está parado pode começar com dez minutos de exercício por dia. Ter uma balança em casa também ajuda a não perder a noção do peso e, assim, controlá-lo mais facilmente.

+Fabio Szwarcwald: “Me surpreende shopping abrir antes de museu”

Máscaras

Estudos mostram que três medidas ajudam a prevenir o contágio pelo novo coronavírus: distância de, no mínimo, um metro entre as pessoas, proteção nos olhos e uso de máscara. É fundamental o uso de máscara para malhar na academia e para correr ao ar livre, mas quem não está acostumado deve redobrar os cuidados, porque o contato com o tecido pode acabar prejudicando a respiração. Fazendo um paralelo, a dificuldade é a mesma de um jogador de futebol brasileiro quando precisa disputar uma partida em lugares como a Bolívia, que fica a mais de 3 500 metros acima do mar.

Continua após a publicidade

Reabertura

Na minha opinião, a volta às ruas, aos bares e aos restaurantes deve esperar um pouco. É tudo muito novo para ser atestado imediatamente. A certeza é: se sair de casa, saia protegido.

+Lives de VEJA Rio também estão disponíveis no YouTube

Desconto na comida

Uma dos únicos prazeres que as pessoas estão tendo na pandemia é comer. Ainda bem que existe brigadeiro, né? Tudo na vida é equilíbro. Se comeu brigadeiro numa noite, no outro dia segura a onda. Abusou do carboidrato? Lembre-se de comer muitos vegetais e proteínas no dia seguinte.

+Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

Insônia e falta de libido

A saúde funciona como um ciclo: a ansiedade não deixa a pessoa dormir, e isso causa estresse e cansaço, o que acaba provocando a queda da libido. A quarentena faz a gente ficar na mesma rotina sempre, precisa ativar a imaginação para driblar isso.

Livro:

Viktor Frankl – Em busca de Sentido: Um Psicólogo no Campo de Concentração. “É o meu livro de cabeceira. Acredito que quando as pessoas têm um sentido, tudo flui melhor”.

Continua após a publicidade
Publicidade