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Coronavírus: escola de samba São Clemente dispensa 50 funcionários

Presidente da agremiação anunciou que, 'mediante o cenário de incertezas', todos os membros de sua equipe para o próximo Carnaval foram desligados

Por Cleo Guimarães - 28 jul 2020, 17h35

A incerteza em relação ao Carnaval de 2021 e a crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus fizeram mais uma vítima no samba carioca. Depois da Mangueira, que anunciou o afastamento de cerca de 50 profissionais (leia aqui Mangueira anuncia dezenas de demissões: ‘Fiquei três noites sem dormir’, diz presidente ), mais uma escola do Grupo Especial informou que não dá mais: não há dinheiro em caixa para continuar produzindo um desfile que não se sabe quando acontecerá.

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A São Clemente suspendeu suas atividades e desligou todos os membros da equipe escalada para o desfile de 2021. O presidente administrativo Renato Almeida Gomes anunciou que, assim como a verde e rosa, a agremiação não terá condição de arcar nos próximos meses com os salários de carnavalescos, marceneiros, figurinistas, ferreiros, dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, e de nenhum profissional da extensa cadeia produtiva da escola. Apenas dois funcionários serão mantidos: os responsáveis pela quadra e pelo barracão.

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Há uma indefinição sobre a realização do Carnaval carioca em 2021, e nada ficou decidido na última reunião entre a Liga Independente (Liesa) e os representantes do Grupo Especial. A expectativa é que no próximo encontro, em setembro, haja uma decisão sobre as datas dos próximos desfiles – se é que eles ocorrerão.

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