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Coronavírus: crise fechará definitivamente 10% dos restaurantes do Rio

Para presidente do SindRio, se não houver crédito emergencial do governo, um terço dos estabelecimentos da cidade não vai reabrir depois da quarentena

Por Cleo Guimarães Atualizado em 29 abr 2020, 20h15 - Publicado em 29 abr 2020, 18h15

Definida pelo chef Felipe Bronze como uma questão “que terá de ser enfrentada a curto, médio e longo prazo” (leia entrevista aqui Felipe Bronze: ‘A indústria da gastronomia pode ser dizimada’   ), a crise econômica gerada pelo isolamento social está trazendo consequências permanentes para o setor de bares e restaurantes, que movimentou R$ 9 bilhões em 2019 só na cidade do Rio. De portas fechadas desde o dia 23 de março por força de um decreto do prefeito Marcelo Crivella, não são poucas as casas que, por falta de receita, decidiram que não vão voltar a funcionar, mesmo depois do fim da quarentena. Uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Bares e Restaurantes do Rio concluiu que pelo menos 10% dos donos de estabelecimentos gastronômicos da cidade decidiram que não vale a pena insistir no negócio, e não pretendem reabrir. “Quase 50% dos entrevistados disseram que estão com receita zero. Sem delivery, sem nada”, diz Fernando Blower, presidente do SindRio.

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Entre os restaurantes que optaram por encerrar suas atividades de vez estão duas filiais da rede Ráscal (Rio Sul e Casashopping), Puro (Jardim Botânico) e Avenca (Jardim Botânico). A pizzaria Bráz, na Barra, e o Astor, em Ipanema, “interromperam totalmente” suas atividades, segundo Edgar Costa, sócio da Cia. Tradicional de Comércio, grupo do qual as duas casas fazem parte. O futuro de ambas é incerto. “Para o período pós-quarentena, estudamos alternativas para a retomada do Bráz Barra, atendendo por delivery e, depois, com salão em outro endereço”, afirma Edgar. Já a reabertura do Astor “vai depender das circunstâncias mercadológicas”.

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Mais de 20 mil pessoas já perderam seus empregos no setor de gastronomia do Rio, segundo estimativa de Fernando Blower. “A pandemia foi uma bomba para nós. Desestruturou completamente a saúde financeira de empresas que já vinham de anos de crise”, diz. O presidente do SindRio avalia que, se não houver um crédito emergencial do governo, pelo menos 30% dos bares e restaurantes ficarão fechados definitivamente.

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