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Conselho de Educação Física espera retorno do governo sobre academias

Na última segunda (18), o CREF emitiu um protesto acerca da desautorização do governo do Rio para reabrir os espaços e causou polêmica

Por Carolina Barbosa - 21 Maio 2020, 14h55

Na última segunda (18), o Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região (Cref1), que contempla os estados do Rio e Espírito Santo, divulgou uma nota oficial protestando contra a posição do governo do estado em manter fechadas as academias e os espaços dedicados à atividade física mesmo após a emissão de uma ”Nota Técnica” com propostas de medidas de higienização e contenção da propagação do vírus nestes endereços. É que em 11 de maio, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto incluindo as academias (além de barbearias e salões de beleza) entre os serviços essenciais durante a pandemia. Foi uma polêmica sem fim.

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De acordo com o documento, ”nenhum outro estabelecimento do Rio será mais seguro do que as academias”. A nota ainda argumenta que os profissionais do ramo são classificados como integrantes da área da saúde e, portanto, essenciais à prevenção de inúmeras doenças e melhora da imunidade. “No programa do Ministério da Saúde, Brasil Conta Comigo, os Profissionais de Educação Física foram convocados a participarem da capacitação para atuar no combate ao COVID-19, sendo a categoria reconhecida e capacitada para atender com todos os critérios de segurança. Ocorre, porém, que a postura que o Governo do Estado vem adotando em relação às academias não atende as necessidades da categoria, nem segue a classificação da mesma como área da saúde. O segmento está apresentando propostas muito mais rígidas de sanitização e controle de frequência como forma de proteção à sociedade e a seus colaboradores que qualquer outro tipo de
segmento”, ressalta um trecho do documento.

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Desde então, os dirigentes do CREF1 têm tentado uma conversa com o governo do estado sobre as medidas de segurança apresentadas e a possibilidade de retomar as atividades nesses tipos de ambientes. Porém, segundo a entidade, ainda não houve um retorno a respeito. “Desde o início da crise sanitária e com o decreto de fechamento dos estabelecimentos, o governador sempre se mostrou preocupado com a situação da Educação Física, então esperamos que a nossa solicitação seja atendida, bem como a indicação da nossa nota técnica para orientar o funcionamento dos estabelecimentos”, conta André Fernandes, professor e vice-presidente do Conselho Regional de Educação Física (CREF1).

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É claro que a postura também foi criticada, nas redes sociais, por determinados trabalhadores da área, que ainda demonstram insegurança e medo em voltar ao batente. “A proposta de reabertura foi montada junto com as Comissões Regionais de Educação Física existentes em todas as regiões do Rio que representam toda a categoria com o objetivo de atender as necessidades dos profissionais e estabelecimentos. O nosso documento propõem ações para possibilitar a flexibilização das medidas de isolamento para os estabelecimentos fitness de uma forma segura para o usuário, assim como para os profissionais. Importante destacar que o CREF está disponível para ouvir as opiniões dos profissionais sobre o tema e esclarecer todas as dúvidas que surgiram desde a divulgação da nota”, garantiu Fernandes.

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Para explicar essas dúvidas acerca do posicionamento em protesto, o conselho fará uma live nesta quinta (21), às 21h30, via Instagram (@danpacheco86) do diretor operacional do Conselho.

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