Canetas emagrecedoras movimentam bilhões e transformam mercado de serviços

A corrida pelo corpo mais leve leva diferentes setores a se adaptar aos efeitos dos medicamentos para emagrecer

Por Natália Boere 16 out 2026, 09h06 | Atualizado em 16 out 2026, 17h24
Mulher com top vermelho e calça escura aplicando uma injeção na barriga, segurando a pele abdominal com a mão esquerda e o aplicador branco com a direita
Canetas emagrecedoras: gama de serviços surgiu a reboque da popularização do medicamento (./Getty Images)
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Durante muito tempo, emagrecer era o ponto de chegada de uma dura maratona. Fechar o zíper de uma calça que já não cabia havia tempos, voltar a apreciar o reflexo no espelho, comemorar o número sinalizado na balança — tudo isso indicava o cumprimento de uma meta, e a jornada terminava ali (ou quase, já que a manutenção é eterno desafio). Só que agora, com a sacudida dada pela popularização das chamadas canetas para emagrecimento, a lógica mudou: os cuidados variados exigidos no cenário pós-perda de peso não são poucos. E isso faz florescer uma nova cadeia de serviços no Rio, que passam a atender as demandas de um corpo rapidamente transformado, como é tão comum com as canetinhas.

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Mulher de cabelos castanhos e compridos, vestindo um macacão preto, posa sorrindo em um parque. Ela tem uma tatuagem no antebraço esquerdo e apoia a mão direita na cintura, enquanto a esquerda segura uma barra de metal de um equipamento de ginástica ao ar livre. O fundo mostra gramado e árvores
Calistenia: a servidora pública Renata Curry perdeu 54 quilos e não abre mão de exercícios físicos (Leo Lemos/Divulgação)

A servidora pública Renata Curry, 44 anos, sentiu tal virada na pele — e no corpo. Depois de duas gestações, um quadro de depressão e anos de tentativas frustradas, chegou a mais de 100 quilos. Iniciou então o tratamento com um endocrinologista que envolveu exames, medicamentos, alimentação e contínuo acompanhamento. Lá se foram impressionantes 54 quilos. “Antes eu apenas sobrevivia. Hoje sou outra pessoa”, resume Renata, contando que, em meio aos ganhos na saúde, percebeu uma queda intensa de cabelo e notou sinais de flacidez, o que a fez intensificar os cuidados dermatológicos e nutricionais.

A servidora pública Renata curry, 44 anos, perdeu 54 quilos ao combinar o uso das canetas à mudança de hábito: “Antes eu
Qualidade de vida: Renata combinou o uso das canetas à mudança de hábito: “Antes, eu apenas sobrevivia”, diz (Arquivo Pessoal/Divulgação)

Os desdobramentos do fator canetinha se fazem notar também nas academias, onde cresce o interesse por treinos voltados não à perda de peso, mas à recuperação da força e à preservação da massa muscular, uma vez que parte dos quilos eliminados em ritmo veloz pode justamente vir da massa magra. “O tratamento não deve ficar restrito ao emagrecimento, mas dar suporte a uma jornada de saúde”, afirma Dudu Netto, sócio e diretor técnico da Bodytech. Atenta a esta crescente tribo, a rede inseriu nas 26 unidades o protocolo GLP-1 Training, com avaliação por bioimpedância, prescrição de exercícios, revisão periódica do treino e vigilância de um professor.

Novo protocolo nas academias: “O tratamento não pode ficar restrito à perda de peso. É preciso dar suporte durante o pro
Novo protocolo nas academias: “O tratamento não pode ficar restrito à perda de peso. É preciso dar suporte durante o processo de emagrecimento”, diz Dudu Netto, sócio e diretor técnico da rede Bodytech (Arquivo Pessoal/Divulgação)
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O empresário Marcelo Botafogo, de 59 anos, aluno no Jardim Oceânico, na Barra, encontrou na combinação de exercício físico e orientação médica e nutricional uma maneira de mudar os próprios hábitos. Quando passou a injetar a tirzepatida, buscou se alimentar melhor e incluiu whey protein para complementar a ingestão de proteínas nos dias em que a fome reduzida o impedia de raspar o prato. Seu personal trainer, Bruno Costa, ajustou as atividades para preservar a musculatura, e o empresário recuperou a massa magra subtraída no início do tratamento. “Com a caneta, pessoas que nunca tinham treinado começaram a ver a necessidade de fazer musculação, o que é ótimo”, diz.

Homem de meia-idade agacha com kettlebell no ombro, enquanto personal trainer jovem o observa e orienta em academia
Na Bodytech: O empresário Marcelo Botafogo e o personal trainer Bruno Costa capricham no treino de força (Felipe Bezerra/Veja Rio)

 

Se a balança aponta motivos para celebrar, a pele às vezes se ressente. Perdas expressivas podem deixar mais evidentes a flacidez, os sulcos faciais e a redução de volume nas bochechas, nas têmporas e no pescoço. É o fenômeno popularmente chamado de “rosto de Ozempic”. “Grande parte dessas alterações está relacionada à velocidade e à magnitude da perda de peso”, explica a dermatologista Daniela Alvarenga. A solução varia de acordo com idade, genética, exposição solar e preservação da massa muscular. “Temos na tecnologia uma aliada. Bioestimulação de colágeno, proteína que confere firmeza à pele, e reposições pontuais de volume, sempre com avaliação individual, são as mais indicadas”, lista Daniela.

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Nas catorze unidades da clínica Rio Arte, a procura por procedimentos subiu 60% em dois anos: “Agora, me acho linda ao o
Daniela Alvarenga: perdas expressivas de peso podem deixar mais evidentes a flacidez, os sulcos faciais e a redução de volume nas bochechas, nas têmporas e no pescoço (Arquivo Pessoal/Divulgação)

A busca por procedimentos estéticos para rosto, corpo e cabelo, relacionados a queixas provocadas pelo acelerado emagrecimento, já se reflete nas clínicas. “A procura expandiu mais de 60% nos últimos dois anos”, calcula Lígia Reis, sócia da rede Rio Arte, com catorze unidades na cidade. “Agora, quando me olho no espelho, me acho linda”, fala a designer de interiores Roberta Pinheiro, 52 anos, após perder 5 quilos em três meses e procurar tratamento para a flacidez do pescoço. Daniela, porém, faz soar um alerta: nem todo excesso de pele pode ser corrigido com aparelhos ou recursos injetáveis — os casos mais acentuados exigem intervenção cirúrgica.

Hábitos mais saudáveis: o empresário Marcelo Botafogo, 59 anos, deu um gás na musculação, com a ajuda do personal traine
Nas catorze unidades da clínica Rio Arte, a procura por procedimentos subiu 60% em dois anos: “Agora, me acho linda ao olhar no espelho”, conta a designer Roberta Pinheiro, 52 anos, que se incomodou com a flacidez no pescoço ao começar a perder peso (Felipe Bezerra/Veja Rio)
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Os cardápios também sentem os efeitos da revolução do emagrecimento. Com a saciedade aumentada e o apetite minguado, alguns clientes já não conseguem chegar ao fim de porções que antes pareciam razoáveis. E os restaurantes se mexeram. O Mare Mare, com lojas no Shopping Leblon e no Rio Design Barra, passou a servir meia-porção dos sanduíches de focaccia. “Prefiro pagar proporcionalmente um pouco mais caro a pedir algo maior e ter que jogar comida fora”, afirma a gerente comercial Luciana Meyer, cliente da casa. “Essa demanda nos surpreendeu. A meia-porção já representa 40% das vendas”, relata o sócio Claudio Gandelman.

Cardápios modificados: a sanduicheria Mare Mare (à esq.) e o japonês Minimok (à dir.) incluíram versões reduzidas para a
Cardápios modificados: a sanduicheria Mare Mare passou a oferecer meia porção dos sanduíches (Rodrigo Azevedo/Divulgação)

O mesmo ocorreu no japonês Minimok, que em dezembro do ano passado começou a oferecer nas três unidades combinados mais enxutos, com nove, doze e dezesseis peças. “Eles respondem agora por 20% do faturamento”, diz a sócia Cris Preciado. Sucesso no delivery, a Ducadu, especializada em hambúrgueres selados na brasa, lançou o sanca fit, com dois discos de carne smash de 60 gramas. A adaptação para receber clientes mais saciados acompanha uma tendência global: pesquisa da consultoria Galunion indica que 24% dos brasileiros já usaram ou pretendem experimentar medicamentos para emagrecer, percentual que chega a 40% entre consumidores da classe A. Nos Estados Unidos, um em cada oito adultos afirma já ter usado remédios análogos de GLP1, segundo a Kaiser Family Foundation. O que está em curso não é apenas um sacolejo no comportamento, mas uma oportunidade comercial que se abre a diferentes setores.

Variedade de sushis e nigiris coloridos, decorados com flores e ovas, dispostos em uma tábua de madeira clara sobre uma mesa escura, com um copo azul floral ao lado
No Minimok: japonês passou a dispor de combinados menores, que já representam 20% da receita (Tomás Rangel/Divulgação)
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No último ano, rótulos como Mounjaro, Wegovy e Ozempic movimentaram 13,3 bilhões de reais no Brasil, de acordo com a empresa de análise de dados farmacêuticos Close-Up International. E a expectativa é fechar 2026 com 20 bilhões de reais, segundo a Infoprice. O impacto de tamanha adesão às canetinhas vai além do nicho médico. Levantamento da plataforma Scanntech aponta alta de 440% nas vendas da categoria de produtos proteicos, puxada por itens como o whey protein, que ajuda na preservação da massa magra ao impedir que o corpo use o músculo como fonte energética, e a creatina, que permite manter a força e o rendimento nos treinos de resistência, fornecendo energia rápida para células musculares.

A prateleira de iogurtes proteicos, shakes e leites enriquecidos também avançou em 2025, enquanto redes como Bacio di Latte, Rei do Mate e Cosechas passaram a oferecer adição de proteína a milk-shakes, sucos e vitaminas. “O whey protein pode complementar a dieta quando necessário, mas não deve substituir a comida”, pondera a nutricionista Ana Carla Thomaz, reforçando que o plano alimentar precisa priorizar fibras, proteínas, gorduras saudáveis e hidratação. De olho no rentável mercado das canetas emagrecedoras, gigantes farmacêuticas aceleram a corrida por uma nova geração de medicamentos contra a obesidade.

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Duas mãos seguram uma tigela azul escura com uma refeição vegana: dois hambúrgueres vegetais grelhados, meio abacate, grão de bico, tomates cereja, pepino fatiado, tofu e folhas de alface, sobre uma mesa de madeira clara
Prato colorido: “plano alimentar precisa priorizar fibras, proteínas, gorduras saudáveis e hidratação”, diz a nutricionista Ana Carla Thomaz (./Getty Images)

A disputa é por tratamentos capazes de ampliar a perda de peso, melhorar os efeitos metabólicos e, em alguns casos, preservar a composição corporal. Entre as moléculas em desenvolvimento estão a retatrutida, cuja dose de 12 miligramas levou a uma perda média de 28,3% do peso corporal ao longo de oitenta semanas, segundo o estudo patrocinado pelo laboratório americano Eli Lilly, o mesmo do Mounjaro. Já a cagrisema, aposta do dinamarquês Novo Nordisk (que produz a Saxenda e o Wegovy), mescla princípios ativos para combinar mecanismos complementares de controle da ingestão alimentar e do metabolismo. Também há medicamentos orais em estudo ou em etapas regulatórias distintas.

Obesidade é doença: “A manutenção precisa ser planejada desde o início, com decisões individualizadas”, diz o endocrinol
Obesidade é doença: “A manutenção precisa ser planejada desde o início, com decisões individualizadas”, afirma o endocrinologista Fabiano Serfaty (Arquivo Pessoal/Divulgação)

Mas que não se confunda todo esse avanço com a ideia de uma solução mágica, pronta para evitar a perda de massa magra ou garantir a manutenção do peso pós-tratamento. O endocrinologista Fabiano Serfaty enfatiza que é preciso cautela em relação a essas novidades: “A retatrutida, por exemplo, ainda está em fase de investigação, sem aprovação da Anvisa e sem data oficial de chegada ao Brasil”. Médicos lembram que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e sujeita a recaídas, e que o tratamento deve se alongar por toda a vida. Estudos dão dimensão ao desafio. Uma análise publicada no The New England Journal of Medicine identificou que participantes que interromperam a semaglutida recuperaram, após um ano, cerca de dois terços do peso perdido.

Duas mãos com unhas longas e claras seguram uma caneta injetora de medicamento Mounjaro KwikPen 5 mg, com fundo verde desfocado
Tirzepatida: pesquisa do Weill Cornell Medicine, em Nova York, observou a adição de significativo peso entre pessoas que suspenderam o  uso do medicamento (./Getty Images)

Já uma pesquisa do Weill Cornell Medicine, em Nova York, também observou a adição de significativo peso entre pessoas que suspenderam a tirzepatida. “Isso não quer dizer que todos devam seguir o mesmo esquema indefinidamente, mas que a manutenção precisa ser planejada desde o início, com decisões individualizadas”, esclarece Serfaty. O acompanhamento pode incluir ainda o cuidado com a saúde mental e o comportamento alimentar.

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Para o psiquiatra José Carlos Appolinario, coordenador do grupo de obesidade e transtornos alimentares da UFRJ, é fundamental observar compulsão, sofrimento emocional e distorções da imagem corporal antes e durante o tratamento. “As canetas ajudam pacientes a lidar com a fome e os impulsos alimentares, mas não substituem o cuidado psicológico”, alerta. Como se vê, a perda de peso nem de longe encerra a árdua jornada, mas inaugura uma nova etapa envolta em cuidados para sustentar o resultado. Da musculação à mente, diferentes serviços se ajustam às novas necessidades de quem emagrece, enquanto o desafio maior segue firme no horizonte — zelar pelo bem-estar duradouro.

Efeito colateral

A perda de peso acentuada pode trazer mudanças que vão além dos números

Mão segura uma escova de cabelo de madeira com muitas cerdas e uma grande quantidade de fios de cabelo castanhos emaranhados, indicando queda capilar
Queda de cabelo: pacientes que perderam muito peso através de canetas emagrecedoras relataram queda capilar intensa (./Getty Images)

Músculos. Parte do peso perdido pode vir da massa magra, ou seja, da musculatura. “o treino de força se torna fundamental”, afirma Dudu Netto, sócio e diretor técnico da rede Bodytech.

Saúde Mental. É importante investigar compulsão, sofrimento emocional e distorções de imagem corporal antes e durante o processo, como destaca o psiquiatra José Carlos appolinario, professor da UFRJ.

Pele e rosto. A redução de gordura tende a acentuar a flacidez corporal e deixar as bochechas encovadas. “Eu não diria que a flacidez é inevitável. Idade, genética e quantidade de peso perdido influenciam o resultado”, pondera a dermatologista Daniela Alvarenga.

Cabelo. Uma queda intensa dos fios pode ser observada durante o processo de emagrecimento, e a ingestão insuficiente de nutrientes acaba contribuindo para o problema. “Trouxemos um protocolo da Coreia com células-tronco que regenera o bulbo capilar”, conta a sócia da Rio Arte Ligia Reis.

Peso. Alcançar a meta desejada não significa encerrar os cuidados. “A manutenção não é uma etapa secundária. Ela é parte do tratamento de uma doença crônica”, frisa o endocrinologista Fabiano Serfaty.

Nutrição. Com menos apetite, fica mais difícil consumir proteínas, fibras, vitaminas e minerais em quantidade adequada. “Priorize alimentos nutritivos e recorra a suplementos apenas quando necessário”, diz a nutricionista Ana Carla Thomaz.

Mulher deitada com olhos fechados recebendo injeção facial de profissional usando luvas brancas e seringa, em ambiente clínico
Efeitos no rosto: A redução de gordura tende a acentuar a flacidez corporal e deixar as bochechas encovadas (./Getty Images)

Firme e forte

Especialistas endossam medidas para um processo de emagrecimento saudável

Não fuja do treino de força

A musculação é uma das principais estratégias para preservar a massa magra. “o programa deve ser adaptado à condição física de cada pessoa, com progressão orientada por um profissional de educação física”, diz Dudu Netto, diretor técnico da Bodytech.

Priorize a ingestão de proteínas boas

“ovos, leite integral, iogurte natural, carne vermelha, frango, peixe e frutos do mar são boas fontes e devem estar previstos no plano alimentar ao longo de todo o dia”, orienta a nutricionista Ana Carla Thomaz.

Entenda que a balança é só um dos fatores

O peso isolado não mostra quanto foi perdido de gordura ou de massa magra. “A avaliação da composição corporal, da força e da evolução física ajuda a identificar mudanças que a balança não revela, permitindo ajustar a estratégia de tratamento”, observa Dudu.

Durma bem para se recuperar

A má qualidade do sono pode prejudicar o desempenho físico e a recuperação, dificultando a manutenção de uma rotina de exercícios. “o descanso correto ajuda a regular os hormônios da fome, controla o estresse e fornece energia para o metabolismo e os treinos”, destaca o endocrinologista Fabiano Serfaty.

Evite atalhos

Comer muito pouco ou tentar acelerar o emagrecimento pode aumentar o risco de perda muscular e inadequação nutricional. “A preservação da massa magra depende da combinação entre alimentação, exercício e acompanhamento individualizado, com orientação médica durante o uso dos medicamentos”, frisa Ana Carla.

Bilhões na agulha

As canetinhas redesenham o varejo farmacêutico e mudam a lógica do setor

Pessoa de casaco marrom e camiseta branca colocando um frasco branco em uma cesta de compras de metal, em uma farmácia ou supermercado com prateleiras desfocadas ao fundo
Setor farmacêutico: vendas de produtos análogos do GLP-1 aumentou muito em 2026 (Getty Images; Matthew Horwood/Getty Images)

R$ 13,3 bilhões Foi o faturamento nas farmácias brasileiras com a venda de Ozempic, Wegovy e Mounjaro, entre maio de 2025 e maio de 2026

R$ 20 bilhões É a projeção de vendas para o mercado brasileiro de medicamentos análogos do GLP-1 em 2026

24% Dos brasileiros já usaram ou pretendem usar medicamentos para emagrecer

R$ 3500 É o preço máximo observado da caixa com quatro canetas nas farmácias cariocas

R$ 8,14 É o efeito sobre a cesta de compras, ou seja, para cada 1 real gasto com as canetas, os clientes gastam oito vezes mais em outros produtos

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