Dose de história: cachaça fluminense é destaque em mostra na Casa Firjan
Bebida que já foi marginalizada hoje satisfaz até os mercados mais exigentes, revelando-se um instrumento de soft power do Rio
Uma provinha diferente está sendo servida na exposição O Brasil na Garrafa: Cachaça — Identidade, Cultura e Tecnologia, em cartaz até outubro na Casa Firjan. A degustação é de informações sobre o destilado mais antigo das Américas, e dá gosto de ver como a bebida que já foi marginalizada hoje satisfaz até os mercados mais exigentes, revelando-se um instrumento de soft power, na medida em que fortalece nossa imagem mundo afora.
“Ela está nas tradições, costumes, músicas, literatura, festas e rituais. Ajuda a comunicar o Rio, a contar a nossa história”, frisa Kátia Espírito Santo, dona da Cachaça da Quinta e presidente da Apacerj, a associação de produtores do estado que contribuiu para a realização da mostra. Nela também há espaço para rótulos e obras de arte.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que o país tem 9 532 marcas e 1 266 estabelecimentos produtores. A maior parte dessas destilarias (65,4%) concentra-se na região Sudeste, sendo apenas 67 no Rio, com alambiques tanto no interior, como em Carmo, quanto no litoral, como em Paraty. “Os volumes não são os maiores, mas ficamos no topo com produtos de maior valor agregado”, diz Kátia. Isso fica claro na série que mostra o resultado das vendas: enquanto São Paulo está na primeira posição, o Rio rivaliza com Pernambuco na segunda, graças a aguardentes premiadas aqui e lá fora. Motivos não faltam para brindar.





