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O amor em tempos de confinamento: Rio bate recorde de divórcios em 2020

No total, foram 3 114 separações somente no segundo semestre, maior número registrado desde 2007

Por Cleo Guimarães 29 jan 2021, 13h20

De julho a dezembro de 2020, mais de 3 000 casais em todo o estado do Rio resolveram botar um ponto final na relação. É o maior número de divórcios registrados (no total, são 3 114) desde que a prática passou a ser feita em cartório, há 13 anos, e representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2019. O levantamento foi feito pelo Colégio Notarial do Brasil.

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Em junho, VEJA RIO mostrou que as buscas pelo termo ‘divórcio virtual’ tinham crescido 850% em sete dias. De fato, a desburocratização no processo de divórcio, que durante a pandemia passou a ser feito também de forma online (com autorização do Conselho Nacional de Justiça), pode ter influenciado nesta alta de separações extra-judiciais. A pandemia também acelerou o desgaste de muitos casamentos, que não resistiram à convivência extrema durante tantos meses.

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Para a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, o confinamento fez com que os casais ficassem sufocados. A falta de respeito à individualidade do outro e a obrigatoriedade de se manterem sob o mesmo teto muitas horas por dia seriam, segundo Regina, fatores que acabariam por “matar de vez” qualquer resquício de desejo sexual entre os pares. Isso sem falar na socialização menos frequente e na falta que faz o exercício do poder de sedução fora de casa, com a adoção do home-office, por exemplo. “Antes da pandemia, o casal saía para trabalhar fora, via amigos, seduzia outras pessoas… Agora isso diminuiu. Virou uma coisa sufocante”.

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