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Vinoteca Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos

Degustar ou engolir?

Por Marcelo Copello Você sabe qual a diferença entre DEGUSTAR e ENGOLIR? Você se lembra do último vinho que bebeu? Lembra do seu gosto, e aroma? Seria capaz de descrevê-lo? Será que você degustou ou engoliu? Engolir é muito fácil, basta transferir o vinho da taça para a boca e o estômago. Na degustação o […]

Por marcelo Atualizado em 25 fev 2017, 17h24 - Publicado em 27 ago 2016, 16h54

Por Marcelo Copello

Você sabe qual a diferença entre DEGUSTAR e ENGOLIR? Você se lembra do último vinho que bebeu? Lembra do seu gosto, e aroma? Seria capaz de descrevê-lo? Será que você degustou ou engoliu?

Engolir é muito fácil, basta transferir o vinho da taça para a boca e o estômago.

Na degustação o caminho entre a taça e o estômago passa pelo cérebro e pelo coração. Degustar faz você pensar e se emocionar. Vinho é ao mesmo tempo Apolo e Dionísio. Vinho exige concentração, alguma técnica e experiência, imaginação, memória e paixão.

 

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Para isso é preciso educar os sentidos, já que as sensações são subjetivas, mas percepção é objetiva. Pode parecer difícil, mas não é:

Vou dar um exemplo. Para quem gosta de pintura não é difícil diferenciar um Salvador Dali de um Renoir. Para quem gosta de música clássica o mesmo se daria entre obras de Bach e Chopin, por exemplo. Porque não ser obvia também a diferença entre um Cabernet Sauvignon, um Malbec ou um Pinot Noir? Qualquer adolescente distingue, ouvindo rock, em meio a vários instrumentos, o timbre da guitarra. Porque então, dentre tantos aromas de um vinho, não reconhecer, por exemplo, aromas de carvalho ou de uma fruta?

Marcelo Copello (mcopello@simplesmentevinho.com.br)

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