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BBB: patrocinadores pressionam Globo a coibir agressões psicológicas

Avon e Coca-Cola querem mudanças nas regras de expulsão já para a temporada de 2022

Por Cleo Guimarães 8 abr 2021, 15h54

Quem assiste ao Big Brother Brasil sabe: agressões físicas não são toleradas no reality – e quando isso acontece, é expulsão imediata. Não tem papo. Mas e as agressões psicológicas? Desde os primeiros dias de programa elas vêm acontecendo, assim como manifestações de machismo, racismo, transfobia e as mais variadas formas de discriminação. A Globo, através do apresentador Tiago Leifert, vem tentando passar o recado de que não irá mais tolerar situações como essas, e a preocupação da emissora vai além do bem-estar dos participantes. Ela já sabe que a falta de uma atitude para coibir abusos pode acabar doendo no bolso – e na sua imagem.

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Os patrocinadores do programa não estão curtindo o clima pesado nem as humilhações que alguns ‘brothers’ vêm sofrendo, e querem mudanças nas regras já para a próxima edição do reality. Num episódio recente, declarações racistas do agora eliminado Rodolffo sobre o cabelo afro de João Luiz podem acabar na delegacia: a Polícia Civil do Rio analisa se o caso será enquadrado como crime. É por essas e outras que Avon e Coca-Cola, marcas que investem pesado no programa, chamaram Boninho e sua turma para um papo sério.

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Representantes das duas patrocinadoras participaram de um encontro promovido por uma agência de publicidade – e, de acordo com o Uol, deixaram claro que alguma coisa vai ter que mudar para 2022.  Danielle Bibas, vice-presidente de marketing da Avon, contou que a o me-tira-daqui-estou-sofrendo-demais, a desistência de Lucas Penteado após ser vítima do que foi chamado de “terror psicológico” no BBB, motivou uma série de reuniões com a Globo.

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“Uma das conversas que a gente teve é a seguinte: faz parte do regulamento do BBB que, se uma pessoa agredir a outra, a direção do programa tem o direito de eventualmente expulsar esse participante. É agressão física. Então, até que ponto vai a agressão psicológica, que pode se tornar tão ruim ou pior que uma pessoa dar um tabefe na cara do outro”, disse a executiva. Segundo ela, “tem muita gente cobrando a Globo e os patrocinadores sobre o que vai ser feito em releção às regras da casa”. Bibas exemplificou alguns tópicos: assédio moral, assédio psicológico,  racismo, a verbalização do racismo. “O que pode e o que não pode?”, pergunta.

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Líder de Coca-Cola na América Latina, Poliana Sousa, também manifestou o desconforto da empresa com situações degradantes, humilhantes e cruéis exibidas em rede nacional para milhões de pessoas. “A sociedade não tolera mais. E um programa desses, com alta visibilidade, alta exposição, também é palco para estas discussões. Estamos aprendendo. Acho que a Globo vai aprender e as coisas vão evoluindo com o tempo”, afirmou.

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