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Pressionado, Paes agora não descarta lockdown: ‘Farei o que for preciso’

Prefeito muda o tom e afirma que pode determinar bloqueios; a ideia foi descartada em sua posse e há um mês ele disse não haver "nem cheiro" desta medida

Por Cleo Guimarães Atualizado em 26 fev 2021, 20h40 - Publicado em 26 fev 2021, 15h09

Na divulgação do novo boletim epidemiológico do Rio, na manhã desta sexta (26), o prefeito Eduardo Paes disse que vem sendo pressionado “por parte da sociedade” para que determine medidas restritivas mais drásticas na cidade. “Me perguntam: por que não faz logo um lockdown? Não há necessidade disso agora. Se houver, a gente faz. Não faremos com prazer, mas, se tiver, faremos o que for preciso”.

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O prefeito – que ao assumir o cargo, em 1º de janeiro, descartou a hipótese de um bloqueio mais severo na cidade, e 20 dias depois afirmou que não havia “nem cheiro” de lockdown no Rio – diz se basear na ciência para definir os passos que irá tomar em relação à pandemia. “Não é uma decisão política nem um jogo de disputa. Os dados que temos hoje são positivos. Não quer dizer que amanhã não possa piorar.”

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Os dados positivos a que o prefeito se refere foram divulgados também nesta manhã: as regiões com risco alto de contaminação pela Covid-19 na cidade caíram de seis para três – as outras 30 têm risco moderado. O Rio totalizou 206.149 casos da doença desde o início da pandemia, com 18.762 óbitos. A taxa de mortalidade em 2021 está em 16,4/100 mil habitantes e a letalidade, em 7%. No ano passado, esses indicadores estavam, respectivamente, em 265,3/100 mil e 9,3%.

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