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Luto: morre Gerson King Combo, ‘o James Brown carioca’

Pioneiro do soul e do funk, cantor de 76 anos faleceu na noite desta terça (22), vítima de infecção generalizada e complicações da diabetes

Por Cleo Guimarães 23 set 2020, 13h22

A música brasileira está de luto. Pioneiro do soul e do funk, Gerson King Combo morreu na noite desta terça (22), vítima de infecção generalizada e complicações da diabetes. Ele passou mal na última semana e teve cancelada a apresentação que faria sábado (19), no Caxias Music Festival. Na segunda (21), sua equipe de produção informou que o cantor havia tido alta e retornado para casa, onde ficaria em observação. No dia seguinte, foi levado de volta ao Posto de Assistência Médica do Irajá, onde acabou morrendo.

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Gerson fez parte de várias bandas, como Renato e Seus Blue Caps, Fevers e Fórmula Sete, e foi autor de hits da Jovem Guarda. Era irmão de Getúlio Côrtes, autor da música “Negro gato”, hit na voz de Luiz Melodia e Roberto Carlos (que a tirou de seu repertório durante anos, por causa do TOC).

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Nome fundamental na black music brasileira ao lado de Carlos Dafé, Sandra de Sá, Tim Maia e Banda Black Rio, ele lançou seu primeiro álbum, “Gerson King Combo Volume I”, em 1977. Depois de anos longe do palco, retomou a carreira no final dos anos 90 e seguia fazendo shows. Em novembro de 2019, dias antes de completar 76 anos, lançou “Uma chance ao vivo”, primeiro single do álbum “Gerson King Combo 70 anos”. Reverenciado por diferentes gerações de músicos brasileiros, era chamado carinhosamente de “o James Brown carioca”.

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