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Modelo resgatada em favela tem alta de clínica e volta para Alagoas

Mãe de Eloísa Fontes veio ao Rio para buscá-la; passagens foram comprada através de vaquinha feita na cidade de Piranhas (AL), de onde ela saiu aos 17 anos

Por Cleo Guimarães 30 out 2020, 14h04

O ônibus que desembarca no final da tarde desta sexta (30) no município de Paulo Afonso, a uma hora e meia de distância da cidadezinha de Piranhas, no sertão de Alagoas, traz de volta a modelo Eloísa Fontes, 26 anos. Ela estava internada no Instituto Pinel desde o último dia 6, depois de ser resgatada, desorientada, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, pela Operação Ipanema Presente. “Quando fomos buscá-la, ela ainda estava sob efeito de remédios, com a fala um pouco lenta”, disse a VEJA RIO Francisco de Assis, amigo da família. Foi para a casa dele que a modelo e sua mãe, Luciene, seguiram, logo após ela receber alta médica.

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As passagens foram compradas com dinheiro arrecadado através de uma campanha feita na cidade de Piranhas, para onde ela seguirá de carro, depois de quase 40 horas de estrada. Eloísa saiu de Alagoas aos 17 anos, quando deu início a uma curta porém vitoriosa carreira de modelo, com trabalhos para importantes grifes europeias e capas de revistas de moda internacionais. Ela chegou ao Rio em janeiro de 2020, ao emendar com uma temporada de 11 meses de trabalho – e alguns sustos – em Nova York: em 2019, desapareceu por quase uma semana e foi encontrada desorientada, em surto, numa cidade vizinha.

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Eloísa saiu da clínica no fim da tarde desta quarta (28) com muita fome e “bateu um pratão” de peixe, segundo Assis. Ele conta que a modelo não tem planos de retomar a carreira e deve dar aulas de inglês quando tiver alta da próxima internação: ela vai fazer um longo tratamento de recuperação numa clínica na cidade de Arapiraca, em Alagoas. Se tudo correr como a família e os amigos esperam, a moça não volta ao Rio tão cedo. “Aqui ela tem acesso às drogas e a muitas tentações, o ideal é que fique longe por um bom tempo”, diz Assis.

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