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‘Estou consultando a população’, diz Crivella sobre loteamento da praia

Pesquisa já está sendo feita, segundo o prefeito; ele afirmou que projeto piloto começa por Copacabana porque Leme é o ponto onde há maior aglomeração

Por Cleo Guimarães Atualizado em 12 ago 2020, 17h30 - Publicado em 12 ago 2020, 15h50

Anunciado em live nesta segunda (10) como uma das prioridades atuais da prefeitura para diminuir a aglomeração nas praias, o projeto de lotear a faixa de areia e agendar a ocupação de parte dos espaços via aplicativo vem recebendo críticas nas redes sociais e agora está sendo tocado “sem pressa” por Marcelo Crivella.

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O prefeito esteve nesta quarta (12) na sede do Botafogo, time do qual é torcedor, e assinou um decreto que homenageia Beth Carvalho, batizando com o nome da cantora o largo em frente ao clube. Depois da solenidade, ele falou com a imprensa e concedeu a seguinte entrevista a VEJA RIO:

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O senhor disse há menos de um mês que as praias só seriam liberadas na cidade quando houvesse vacina contra a Covid-19. Agora anunciou que a prefeitura vai dividir a areia em quadrados para serem ocupados por até quatro pessoas. O que o levou a mudar de ideia? A gente tem utopias, sonhos, que infelizmente esbarram na realidade. E a realidade é que está havendo aglomeração nas praias. Basta um fim de semana de sol para ficar tudo cheio, não pode ser assim. Nem sempre o que prefeito deseja acaba ocorrendo.

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E quando deve ser anunciado o projeto de loteamento das praias? Estamos conversando com algumas pessoas, sem pressa. Aqui no Rio só vai ser possível voltar a frequentar as praias se fizermos como em outros países, com a demarcação dos quadrados a serem ocupados.

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Como vai ser feita a ocupação dessas áreas? Fica no quadrado quem chegar primeiro. O agendamento por aplicativo vai ser feito por quem precisa de aplicativo, como quem tem pouca mobilidade, necessidades especiais ou os idosos, por exemplo. Estamos fazendo consultas à população. A pesquisa, aliás, deve ficar pronta hoje (quarta, 12) .

O senhor já disse que é impossível fiscalizar toda a extensão da praia da cidade. Como será feita então a fiscalização da ocupação dos quadrados? Nós vamos ter parcerias com empresas privadas. Mas a verdade é que quem estiver fora do quadrado vai se sentir mal. Eu acredito nisso. A pessoa vai chegar cedo e pensar: ‘Opa! Não vou sair do meu quadrado’. Eu acredito na consciência cívica do carioca.

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Por que Copacabana foi escolhida para sediar o projeto piloto? Não seria melhor começar por um trecho menos badalado? O problema da aglomeração no Leme me assustou. Vamos começar por ali, por aquele canto. Vi umas imagens e lá tem ficado cheio demais, é impressionante.

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