Novo esporte olímpico, street skate tem etapa do mundial na Barra

Com uma estimativa de 15.000 praticantes só no Brasil, modalidade será o centro das atenções durante a primeira edição do Oi Skate Total Urbe Open (STU)

Aos 15 anos, o americano Alan Gelfand “Ollie” brincava com seu skate quando inventou uma manobra nova, completamente por acaso. Ao dar um aéreo, ou seja, saltar com o artefato, ele deixou de segurar a prancha de rodinhas, como de costume. Mesmo assim, voou com o deque colado aos pés, impulsionado só pelo corpo, e conseguiu aterrissar sem problemas. Estava criado um dos movimentos básicos do street skate ou, em bom português, skate de rua, modalidade que se vale de obstáculos do mobiliário urbano como escadas, corrimãos e bancos para garantir uma dose a mais de adrenalina. Vertente mais popular do esporte, com uma estimativa de 15 000 praticantes só no Brasil, ele será o centro das atenções durante a primeira edição do Oi Skate Total Urbe Open (STU), que acontecerá na Praça Duó, na Barra da Tijuca, a partir de terça (25). O evento contará como uma das etapas do campeonato mundial e reunirá cerca de 224 skatistas profissionais e amadores, incluindo alguns dos maiores nomes da categoria, como os brasileiros Pâmela Rosa, que aos 16 anos se tornou a mais jovem atleta a conquistar o ouro nos X Games no ano passado, e Kelvin Hoefler, de 23 anos, cinco vezes campeão do Circuito Mundial da World Cup Skateboarding, de 2010 a 2014. Após uma séria fratura na perna, que o deixou afastado das competições em 2016, ele está de volta e já obteve bons resultados nas provas do início do ano, com um terceiro lugar no Tampa Pro, em março, nos Estados Unidos.
Além da elite do street skate brasileiro, 53 competidores estrangeiros efetuarão manobras radicais sobre as quatro rodinhas, na briga pelo maior prêmio já concedido na América Latina durante um campeonato do esporte. Até domingo (30), serão distribuídos 400 000 reais aos vencedores. “Teremos oficinas, palestras e outras atividades relacionadas ao mundo do skate, como exibição de filmes. É um evento que já nasceu grande e vai movimentar a economia da cidade, com a geração de 1 000 empregos temporários. Estimamos que cerca de 150 000 pessoas passem pela área de competições todos os dias”, acredita Diogo Castelão, sócio da Rio de Negócios, a empresa organizadora, que investiu 150 000 reais na ampliação das pistas da Praça Duó, onde acontecerão os shows de música, com nomes como Marcelo D2 e Karol Conká, exposições de shapes e, claro, as disputas por um lugar no pódio. A etapa do Rio, repleta de estrelas nacionais e internacionais, funcionará como uma espécie de prévia para a Olimpíada de 2020, a primeira edição dos Jogos a receber provas de skate. Dias antes de ter sido acesa a pira da Rio 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o esporte estava entre os cinco que estrearão em Tóquio — os outros são surfe, beisebol, escalada e caratê. Isso representa, para o Brasil, mais doze vagas em quatro modalidades e a esperança de novas medalhas.

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