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Waldemar Cordeiro tem antologia no Paço

Pioneiro do concretismo paulista nos anos 50, artista tem mais de 250 obras apresentadas

Por Rafael Teixeira - Atualizado em 5 dez 2016, 12h28 - Publicado em 3 jan 2015, 00h00

AVALIAÇÃO ✪✪✪

 

Figura de proa do grupo Ruptura, núcleo pioneiro do concretismo paulista (cujo manifesto ele mesmo redigiu), o artista morreu prematuramente, aos 48 anos. Foi tempo suficiente, no entanto, para esse italiano radicado no Brasil legar uma produção vasta e, em certa medida, eclética, como revela a antologia Fantasia Exata. O acervo reúne mais de 250 trabalhos, entre desenhos, pinturas, fotografias e maquetes, contemplando o período que vai da década de 50, quando o Ruptura estava ativo em São Paulo, até os últimos trabalhos de Cordeiro (1925-1973). Estão lá diversos exemplares de sua fase concreta, com ênfase nos geometrismos e nas cores formando imagens abstratas que rompiam com o figurativismo dominante até então na arte brasileira. Criação posterior, Contra o Naturalismo Fisiológico Op. (1965) é uma curiosa reunião de quatro rodas unidas a um pedal de bicicleta por uma corrente. Há ainda uma sala dedicada a projetos paisagísticos e arquitetônicos, com direito a recursos de animação interativa. Nada mais apropriado para quem foi umdos pioneiros no Brasil da chamada arte computacional. Uma série de exemplares desse seu trabalho marca presença, com destaque para A Mulher que Não É BB (1973), que reproduz em sinais gráficos o rostode uma menina vietnamita atingida por bombas de napalm durante a guerra.

Paço Imperial. Praça XV de Novembro, 48, Centro, ☎ 2215-2093. → Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 1º de março.     

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