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Veja curiosidades por trás de nomes de baterias do Grupo Especial

Saiba a origem do batismo daquelas que são consideradas a alma das escolas de samba

Por Heloiza Gomes - 15 fev 2018, 19h07

Não é à toa que as baterias são consideradas a alma das escolas de samba. Afinal, até os menos apaixonados por samba se arrepiam ao seu som. Difícil ficar parado. Mas você conhece os nomes delas? Pois veja como as baterias do grupo especial foram batizadas e saiba por quê. Quer dizer… As motivações nem sempre são lembradas, como ressalta Mestre Ricardinho, comandante da SuperSom, da escola Paraíso do Tuiuti, segunda colocada da competição deste ano. “O apelido sempre existiu, mas saber de onde vem… é difícil (risos)”, diverte-se.

 

IMPÉRIO SERRANO

Paulo Portilho/Riotur

Bateria Sinfônica do Samba, da Império Serrano e hoje sob o comando do Mestre Gilmar, foi assim batizada depois que a agremiação se apresentou com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Não há registro de data, mas, o nome já aparecia em um documento da década de 1950. Detalhe: a escola foi fundada em 1947. Infelizmente, no próximo ano, sai do grupo especial.

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SÃO CLEMENTE

Paulo Portilho/Riotur

A Fiel Bateria, da São Clemente, recebeu o apelido por ser formada, em sua maioria, por pessoas que estão sempre na escola, ajudando em diversos setores. No seu comando, estão os mestres Gil e Caliquinho.

 

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VILA ISABEL

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Dhavid Normando/Riotur

O nome da bateria da Vila Isabel era Locomotiva de Noel – referência ao compositor Noel Rosa, que viveu no bairro. Mas, em 2009, Mestre Átila, que comandava a bateria da agremiação, decidiu trocá-lo para Swingueira de Noel. O motivo da troca nem Mestre Chuvisco, que atualmente está no comando, sabe explicar.

 

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PARAÍSO DO TUIUTI

Gabriel Nascimento/Riotur

Mestre Ricardinho, atual comandante da Bateria SuperSom, do Paraíso do Tuiuti, também não sabe dizer qual é a origem do nome. “E olha que eu já estou lá há mais de uma década! O apelido sempre existiu, mas saber de onde vem… É difícil (risos)”, fala o mestre, que volta, sábado (17), à Sapucaí para o desfile das campeãs, já que a escola ficou em segundo lugar.

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GRANDE RIO

Durante uma transmissão dos desfiles, o jornalista Luís Roberto, da Globo, chamou a bateria da Acadêmicos da Grande Rio de Invocada. A escola, que ainda não havia batizado o grupo de ritmistas, gostou e adotou. Em 2014, quando completou 25 anos, a agremiação homenageou o jornalista com uma placa de agradecimento. No próximo ano, a Invocada estará na série A.

 

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MANGUEIRA

Gabriel Nascimento/Riotur

O nome tradicional da bateria da Mangueira, Tem que respeitar meu tamborim, foi resgatado pela atual administração – no poder desde 2013, quando Chiquinho da Mangueira ganhou a eleição para presidente da escola. É que, em 2010, Ivo Meirelles, então presidente, havia batizado a bateria de Surdo Um.   O nome original tem a ver com o tratamento diferenciado que o tamborim tem na agremiação, onde alguns ritmistas utilizam apenas uma palheta. Com a escola em quinto lugar, a galera participa do desfile das campeãs, no sábado (17).

 

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MOCIDADE

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Raphael David/Riotur

A bateria Não existe mais quente, da Mocidade Independente de Padre Miguel, recebeu este nome em referência a um dos versos da música Salve a Mocidade, de Luís Reis. Sucesso na voz de Elza Soares, a canção é aquela que diz: “Lá vem da bateria da Mocidade Independente / Não existe mais quente / não existe mais quente / é o festival do povo / é a alegria da cidade”. Sob o comando de Mestre Dudu, a bateria ganhou o Estandarte de Ouro 2018, ficou em sexto lugar e retorna à Sapucaí, no sábado (17).

 

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UNIDOS DA TIJUCA

Gabriel Monteiro/Riotur

Segundo Casagrande, atual mestre de bateria da Unidos da Tijuca, o batismo aconteceu sem querer. Depois de assistir a performance dos ritmistas da agremiação, o compositor Valtinho Júnior, em 2001, exclamou: “Essa bateria está de brincadeira, hein?! Pura cadência!” O pessoal gostou e adotou o nome.

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PORTELA

Dhavid Normando/Riotur

A bateria da Portela recebeu o nome Tabajara do Samba em referência à Orquestra Tabajara. Mas também pesou o fato de a palavra, em tupi-guarani, significar “senhor da aldeia”. Ou seja, bem apropriado para a agremiação que é detentora do maior número de títulos (22, no total). Este ano ficou em quarto lugar e também participa do desfile das campeãs, no sábado (17).

UNIÃO DA ILHA

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Paulo Portilho/Riotur

A bateria da União Ilha do Governado, sob o comando de Mestre Ciça, é chamada de 40º Graus. Mas, até o fechamento desta matéria, a escola não havia se pronunciado sobre a origem do nome.

 

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SALGUEIRO

Raphael David/Riotur

A bateria do Salgueiro foi chamada de Furiosa nas décadas de 1960 e 1970, época em que foi comandada por Bira de Xuxa, pai de Marcão, o mestre atual. O motivo ninguém sabe direito, mas, provavelmente, foi pelo vigor dos ritmistas. “O nome acabou esquecido, mas, quando eu assumi, em 2005, passei a regatar algumas tradições e voltei a usar o Furiosa”, conta Marcão.

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IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

Dhavid Normando/Riotur

A bateria da Imperatriz Leopoldinense, comandada por Metre Lolo, é chamada de Swing da Leopoldina. Assim como o nome da agremiação, o do grupo de ritmistas faz referência à Estrada de Ferro Leopoldina, que cortava o bairro de Ramos, onde a escola é localizada.

 

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BEIJA-FLOR

Dhavid Normando/Riotur

O nome oficial da bateria da Beija-Flor é Soberana. “Foi batizada assim porque a escola é soberana, a deusa da passarela do samba”, explica Mestre Rodney, que comanda os ritmistas da azul e branco de Nilópolis. Campeã deste Carnaval, a escola volta à Sapucaí no sábado (17).

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